Recado (mas dessa vez sem video)

Galera,
Passei aqui na lan house so pra dar um recado pra voces.
Pegarei um trem agora em direcao a Delhi e depois outro em direcao a uma cidade no Norte da India. Vou fazer um Crush ‘n India fenomenal dentro de dois trens. Literalmente do extremo sul pro extremo norte. O unico detalhe e’ que isso vai me custar tres dias e duas noites dentro do trem. Logo, nao esperem posts por estes tres dias (afinal o trem nao tem internet, ne brother?). A parte boa e’ que o trem e’ algo como um “trem magico”. O trem, alem de ar condicionado, tem ELETRICIDADE!! Meu amigo, vou plugar o Todynho (meu laptop) na tomada de dentro do meu vagao (que fica do lado da minha cama) e vou fazer logo uns trinta posts de uma vez!!!
Mermao, vai ser lindo!!
Aproveitem pra colocar os posts em dia!
Pra nao deixar voces na mao, vao alguns comentarios que achei importante e outros que me fizeram rir bastante.
Abracos maranhenses

Comentarios comentados

1 – Aninha santos postou:

Não aguento mais o Claudiomar… Eu leio o blog, já devia tá bom… mas aí tem o Claudiomar no meu e-mail,( campanha Claudiomar no Jô) tem o Claudiomar no meu orkut (participe da comunidade do Claudiomar ), tem o Claudiomar no Jacaré Banguela ( segundo post!!! ) Tem o Claudiomar até quando acesso o meu msn ( “Massa o blog do Claudiomar : O mundo numa mochila…”) Afffffffff Isso sem falar na disputa pra ver quem lançou o Claudiomar, quem deu primeiro que saiu post novo, qual o blog que publica mais coisas sobre o Claudiomar… Daqui a pouco o Claudiomar vai ser eleito Governador da Paraíba, Pernambuco, Maranhão… ou então Presidente do Nordeste. kkkk Já pensou?! Vão declarar a independência do nordeste só pro Claudiomar ser o presidente kkkkkkkkkkBeijo menino, vou ficar aqui ligada ( com tanta propaganda não tem outro jeito mesmo(!) ) só esperando o próximo post.

R – Ri MUITO desse comentario. Huhaeuhae.

2 – Antonio Rebordao, amigo portugues, comentou:

Ora viva,
Segundo o que me foi dito dentro das estátuas era colocado algum metal. Esse metal durante a fundição (as estátuas são de pedra mas penso que foram feitas com moldes e pedra em ebulição) concentrava-se na cabeça porque os moldes estavam de cabeça para baixo. Os Burmeses vieram e queriam esse metal. Para isso cortavam a cabeça para mais tarde extrair o metal. Não era por uma politica de terra queimada mas sim por uma questão prática…Eu adoro Ayutthaya e a Tailândia em geral. É daqueles países a que não me canso de ir vezes sem conta. A cidade tem alguns apontamentos dignos de nota e os templos e monumentos são muito interessantes mas as ruínas de Ayutthaya são o parente pobre quando comparadas com Angkor (no Cambodja).
Abraços e que a viagem continue.
António Rebordão

R – Achei bem interessante o que o Antonio falou sobre as estatuas. Achei melhor compartilhar com os amigos. Sobre as ruinas de Ayutthaya serem algo como o “primo pobre” de Angkor, concordo plenamente. Devido a isso que resolvi postar a Tailandia antes do Camboja.

3 – Maricotinha comentou:

Além de chato, esse elefante só tem um marfim… o que aconteceu com o outro?

R – Voce brincava muito de “Onde esta o Wally” quando crianca, Maricotinha? PQP, eu fiquei quase meia hora em cima da droga do elefante e nao notei que ele so tinha um marfim. Hahaha. Acho que vou voltar la so pra perguntar. Vai ser observador bom assim la na cacha prego, minha amiga!

4 – “Anonimo” comentou no post sobre Ayutthaya:

Maranhão!

Depois deste comentário “Cara, ae, muito da hora como parece que elas vao tocar o ceu, bicho!” fiquei com uma duvida: sera que as torres eram realmente altas ou se o referencial era muito pequeno.

R – Nao vou te mentir. Ri MUITO desse comentario. Hahahahah. Tenho 1,63m mas tenho honra, ta? huaehuaehueahuaehauehea

5 – No post “Claudiomar Jean”, Anderson comentou sobre uma foto e sua legenda :
A foto e a legenda foram essas aqui:

Adorei essa foto. Os desfiladeiros, a natureza, as ondas, o mar!!!

Comentario dele:
“Cá entre nós … tá certo que a paisagem da última foto é muito linda … mas prefiro a mina que está na foto .. huahauhau
Está é uma diferença entre o maranhense e o Mineiro .. huahuahua .. brincadeira…”
R – Anderson. A diferenca entre um maranhense e o Mineiro e’ que o maranhense consegue entender a piada ironica da foto. Nuuuussss, mandei bem demais! hahahahaha. Anderson, espero que voce nao fique bravo, mas eu perco o leitor, mas nao perco a piada. hehehehe.

6 – A Cynthia do Goiás comentou:
Puxa cara, tem que te um baita espírito avetureiro pra ficar assim…pelo que percebo 99,9% são jovens…vc poderia falar mais da faixa etária desses mochileiros pra ver se eu ainda tô no pário? rs!!!
R – Nao e’ a primeira pessoa que me pergunta isso pra falar a verdade. Cynthia, geralmente a galera tem entre 20 e 28 anos. Mas ja encontrei um cara de 17 em Bali e um tiozao de 59 na Malasia. Varia bastante!

Ate daqui a uns dias, amigos.

Abracos maranhenses

Recado

Gente, não consegui copiar o vídeo diretamente aqui… O youtube ta dando pala…
Tenho um recado pra vocês… acessem o link abaixo…
Tenho que ter pressa porque faltou luz aqui na lan house e tou só no no-break.
AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH

Ayutthaya

Cara, Ayutthaya, foi um dos lugares que mais me fascinou em toda Tailândia. Ela é a antiga capital que falei no post atrás. Depois de uma invasão dos birmaneses (hoje Mianmar) que zoaram a geral cidade, os tailandeses resolveram construir uma outra capital, como já explicado.
Certo dia, Nicknack, o cara que me hospedou enquanto estive na Tailândia, resolveu convidar todo mundo pra poder visitar essa tal cidade. Ele convidou a mim, José (paraibano que conheci em Bangkok, aquele que aparece comendo gafanhoto comigo), uma alemã e um tailandês companheiro de quarto dele. Eu não sabia que cidade era aquela, tampouco porque era tão importante. Acabei indo só porque a maioria da galera iria. Fui, digamos, na onda. Vou te dizer, não me arrependo nenhum pouco de ter ido, viu? Depois dos templos do Camboja e de Katmandu no Nepal, foi o lugar com ruínas históricas que mais me impressionou.
– Gente, por favor, nao falem alto! Desse jeito voces vao acordar o gatinho! – acredita que a gente teve que escutar isso quando fomos pagar nossa entrada?

Pegamos um trem “local” e pagamos uma mixaria para ir nessa tal cidade. Chegando lá e, como estávamos com Nicknack, tudo acabou saindo muito barato, do restaurante ao táxi.
Alguem sabe me informar aonde fica o Mac Donald’s mais proximo?

Ayutthaya em si não há muito o que falar. As construções por si só são impressionantes. Cara, e’ muito da hora como parece que elas vao tocar o ceu, bicho! Aquelas torres sao da hora demais! A cidade é patrimônio da humanidade e realmente merece o título. Seguem as fotos:

Pra não me alongar muito, gostaria de citar apenas algo que me chamou à atenção. Em quase todas as construções havia estátuas de Buda de cabeças cortadas. Comecei a ler as placas informativas e segundo tais fontes, as cabeças foram cortadas pelos Birmaneses (hoje Mianmar) ao invadir Ayutthaya.
Uma das cabecas cortadas acabou sendo envolta por raizes de uma arvore num fenomeno muito interessante.

Quando os Birmaneses chegavam às cidades tailandesas, os bichos zoavam geral. Queimavam tudo e cortavam as cabeças dos Budas. Eles faziam aquilo que eu já explicava no post da Coréia do Sul e que era o esporte favorito dos japoneses: Queimar os templos dos outros e perturbar a paz alheia.

Budas de cabecas cortadas

Mas uma coisa me chamou ainda mais a atenção nessa história do “queima o templo deles”. Pô, se os Birmaneses eram Budistas também, porque diabos eles queimavam templos e cortavam cabeças de Budas, profanando a sua própria religião?

Beleza, ter a mesma religião não é garantia que vocês não serão inimigos, mas pelo menos o que aprendemos estudando história européia (que na escola eles chamam de “história mundial”), apesar de inimigos, os povos de mesma religião não saíam tacando o terror em igrejas alheias. Ainda que seja de outro povo, profanar as suas construções é a profanar a Deus. Imagina, se amanhã estoura uma guerra entre Maranhão e Piauí, você acha que o exército Piauiense iria derreter as paredes de ouro da Igreja da Sé do centro de Sao Luis? Acho que não… Realmente não tinha muita lógica aquilo.
Depois de quatro anos estudando Relações Internacionais, era chegada a hora de aplicar todo o vasto conhecimento adquirido! Que autor conseguiria me explicar esse fenômeno? O realista Carr? Morgenthau? O neo-realista Waltz? Adam Smith? Amado Cervo?
Devido a esta curiosidade, fui perguntar a Nicknack se ele tinha alguma explicação para aquilo. Porque os birmaneses tacavam o terror em templos, ainda que tivessem a mesma religião. Ele me explicou perfeitamente em poucas palavras:
– Eles faziam isso porque os Birmaneses são uma cambada de filhos de umas putas.
Nada como a resposta certa pra pergunta errada.




Um maranhense, um paraibano, um elefante e uma câmera digital

Galera que foi pra Ayutthaya dormindo na casa de Nicknack
Dando um rolê por Ayutthaya, Nicknack nos propôs algo interessante:
– Ei galera, vocês já andaram de elefante?
Pô, já tinha visto uma galera caminhando com elefantes no meio da rua, mas nunca tinha subido em um. Fala aí, andar de elefante deve ser uma parada da hora, né não?

Não pensamos duas vezes. Falamos com NickNack e foi todo mundo andar de elefante. Eu, o paraibano e a alemã. Cara, chegamos numa casinha de telhado quebrado e de paredes amarelas descascadas. Nicknack já chegou gritando em Tailandês e lá de dentro saiu uma mulher e uma menina com o seu bichinho de estimação na coleira. A menininha era fofa demais, tinha por volta de uns sete anos e trazia na coleira o seu singelo tigrinho. Sim, cara, enquanto no Maranhão a gente cria cachorro, gato, capivara e cotia, na Tailândia eles criam tigres! Mermão, fiquei de cara demais!!! Depois dei uma olhada no jardim de trás e pude ver mais duas criancinhas dormindo no quintal. Dois belos tigrinhos tirando uma soneca. E eu achando que eu tava sendo “hardcore” porque tinha um pastor alemão guardando minha casa.
Sim, o tigrinho ficou tentando comer a minha bermuda jeans. A melhor foto que deu pra tirar com ele foi essa.
Eu acho que eu vi um gatinho

Nicknack ficou lá negociando o preço do “Elephant trekking”. Eu e os outros dois ficamos batendo fotos com o tigrinho. Cara, Nicknack voltou de dentro da casa com más notícias. A mulher não aceitou fazer o trekking por menos de 500 baths, o que dá por volta de uns 30 reais. Não tínhamos outra opção, já que ele falou que não teve jeito de baixar o preço (cara, quando um “local” não consegue baixar o preço é porque não tem jeito mesmo). Resolvemos embarcar.
Subimos eu e o paraibano num elefante e a alemã em outro. Vou te dizer, foi uma experiência única na minha vida, viu? Andar de elefante foi algo totalmente novo e sem parâmetros a tudo que já tenha ocorrido na minha vida medíocre! Rapaz, foi uma experiência impressionante! Cara, imagina, você sentado lá em cima! No lombo de um elefante? Vendo tudo de uma visao panoramica? Imagina, meu amigo???

Imaginou?? Hein? Hein?

Eu vou descrever pra você como é um passeio de elefante! Presta atenção na riqueza dos detalhes.
Um passeio de elefante, é assim: Ele anda, anda, anda, anda. Pára pra comer um pouco, anda, anda, anda. Faz uma curva e anda, caminha, anda, caminha e… E? Tchan, Tchan, Tchan, TCHANS!!! E ANDA!
Doido, eu vou te dizer, eu NUNCA passei tanta raiva na minha vida! Cara, andar de elefante foi uma das coisas mais CHATAS e ENTEDIANTES que eu já pude ter o desprazer de fazer! Algo como uma aula de botânica sobre o ciclo reprodutor das briófitas! Sério, doido!
Cara, não tem nada demais! Você sobe no lombo do bicho, ele anda pra um lado, anda pro outro e pronto, acabou! Mas não é assim, “acabou”. Vinte e cinco minutos andando no lombo daquele bicho me custaram quinhentos baths. Eu disse QUINHENTOS! Cara, trinta reais é dinheiro que só a molesta no Brasil, agora, imagina na Tailândia? Pra vocês terem uma idéia, quinhentos baths pagam 10 refeições num restaurante “padrão”. Depois eu vou falar o que dá pra fazer com quinhentos baths aqui na Tailândia e vocês vão fazer o seu julgamento.
O pior que é isso. Você sobe no lombo do bicho todo empolgado, fica feliz que só mosquito em campo de nudismo, acha que vai ser uma coisa de outro mundo e depois de cinco minutos você enjoa e fica os outros 20 minutos pensando como você desperdiçou dinheiro pra não fazer nada! Até andar de cavalo é mais divertido, já que cavalo pelo menos é rápido e você sente o vento no rosto. Cara, sério, se um dia vocês tiverem a “oportunidade” de andar de elefante, NÃO ANDEM! Paguem pra bater uma foto em cima do pescoço do bicho e peçam pra andar 10 metros. É mais do que o suficiente pra poder se entendiar. As fotos em cima do elefante vocês podem mostram praquele “Zé povinho” que vocês não gostam e fazer inveja neles. Não esqueçam de falar que andaram por quase duas horas e foi sensacional, assim se um dia eles tiverem a “oportunidade” de andar de elefante, eles vão jogar dinheiro fora. Hehehehe.

Eu lembro que um dia eu falei que, quando crianca, costumava tomar refrigerante em saquinho plastico. A galera de Brasilia nao perdeu a chance e zoou da minha cara ate nao poder mais. Me chamaram so’ de Jeca Tatu e o Maranhao de fim de mundo. Olha so o que um dos tailandeses ficou fazendo enquanto a gente andava de elefante…
O elefante só tem um marfim!!

Youtube e Tailandia

Galera, esqueci de falar, o youtbe na tailandia é bloqueado… Isso ocorreu devido a um video que alguem postou zuando com o rei deles… tentei achar no youtube, mas parece que o youtube ja tirou do ar…
Enfim, posto agora o video abaixo sobre aquilo que ja tinha falado num topico atras, antes de todo e qualquer filme no cinema, temos que levantar e ficar em posicao de respeito enquanto o video sobre o rei é mostrado… se liga
Cara, o outro post já tá feito e revisado, mas, pqp, tou numa casa aqui em Goa totalmente isolada de tudo, cara.. pra melhorar o teclado ainda é frances, com as teclas todas trocadas… é uma tortura escrever aqui
arf

Citação em uma coluna de jornal sobre o blog com a campanha para a entrevista no Jô Soares

Rapaz, acordei hoje depois da balada e fui dar aquela checada matinal no meu e-mail… Quando vi, a Kerol e o Rivaldo Moura (grande amigo que ta atuando quase que como um “assessor de imprensa” do blog, hehehe) me mandaram e-mails…

O que recebo?? Cara, sai no jornal mais uma vez!!! Dessa vez foi o caderno alternativo do Estado do Maranhão. Foi na coluna do Nedilson Machado, se liga: Continuar lendo “Citação em uma coluna de jornal sobre o blog com a campanha para a entrevista no Jô Soares” →

Bangkok

Enfim, enfim vamos começar o tão esperado e prometido post sobre Bangkok.

Tou ligado que a galera ja ta comecando a ficar intolerante com meus atrasos (nao e’, Maricotinha?). Enrolei, enrolei, enrolei, mas no final tudo dá certo! Enfim postarei sobre Bangkok e enfim escrevei como foi a minha saga em busca das meninas que dizem Ni, digo, em busca das jogadoras de Ping Pong. As meninas que fumam e falam com você ao mesmo tempo!! As meninas que chupam cana e assobiam!! Tirem as crianças do laptop, meu amigo!!! A cobra vai fumar!! A cobra e muito mais!!

Como pedido de desculpas, mais um capitulo do Vietcong Tales.
Abracos maranhenses

Bangkok 2

Bangkok é a capital da Tailândia e de longe a sua cidade mais vibrante e visitada. Tem uma população de nove milhoes de pessoas e uma das piores qualidades do ar do mundo.

Cara, amei aquela cidade! Bangkok tem o que eu chamo de “dobradinha perfeita”. De manhã, construções antigas, história, aprendizado, análises, cultura vibrante. De noite, claro, como ninguém é de ferro, balada! A cidade é famosa devido as suas construções, mas ao mesmo tempo por sua vida noturna.
Cara, isso foi uma das coisas que eu adorei em Bangkok. Toda hora ta voce andando na rua ou tomando uma cerveja e do nada passa um cara com um elefante na coleira. Engracado demais eles levando os bichinhos “pra passear”.

Eles têm uma rua que é famosa no mundo inteiro. Ela chama-se Kao San Road. Kao San, como a apelidamos carinhosamente, é onde se concentram a maioria das hospedarias mais baratas da cidade, logo, a maioria dos mochileiros e viajantes. Ela é movimentada o dia inteiro e, claro, de noite! A noite quando você tá voltando pra sua casa ou pro seu hotel, toda hora passa um bêbado gritando ou uma galera fazendo farra. A parte mais da hora dessa rua é que, você nunca fica sozinho. Como todo mundo é mochileiro, todo mundo quer se conhecer, fazer amizade e descer pra balada. Sério, todas as vezes que eu fui pra balada lá, eu sempre ia com um ou dois amigos e no final da noite já estávamos num grupo de 10 a 15 pessoas diferentes e todo mundo gente boa demais. É o que eu chamo de “balada bola de neve”.
Conheci gente de todos lugares do mundo por todas as vezes que saí a noite naquele lugar. Kao San foi um lugar que realmente me deixou muitas saudades.