História de Bangkok

Antes de mais nada, vamos escrever sobre Bangkok. Bangkok nem sempre foi a capital da Tailândia, a capital antiga dos Thais se chama Ayutthaya e devido à decisão do rei King Taksin a capital foi trocada. No melhor estilo Juscelino Kubscheck, o rei decidiu não só transferir a cidade de lugar, mas ao mesmo tempo ele decidiu criar algo majestoso, magnânimo!!! Há apenas 400 anos atrás ele mudou a capital para Bangkok e construiu uma rede de palácios para fazer valer o status da nova sede!
Tais construções permanecem em Bangkok praticamente intactas e hoje tem o nome de Royal Palace (palácio real). O preço da entrada é um pouquinho salgado, é verdade, treze reais, o que é grana demais na Tailândia, mas vale a pena. Seguem as fotos:
Próximo ao Royal Palace, existe também um lugar que me chamou bastante a atenção, o Wat Po. Wat Po é hoje o maior “lying Buda” (Buda deitado em tradução livre) existente na Ásia e, por conseguinte, no mundo inteiro. É uma construção majestosa e impressionante de se ver. A parada é tão grande que torna-se impossível tirar uma foto dela inteira! Você deve estar se perguntando: – “Valeu, eles têm o maior Buda deitado. E aí? Você vai ao Camboja e tem o Buda em pé? Vai ao Vietnã e tem o Buda indo fazer compras? Vai ao Tibete e tem o Buda jogando bola ou sendo fuzilado pelos chineses?”.
Não, meu amigo! Também não é essa bagunça toda. A maioria das representações de Buda são feitas ou dele meditando, sentado com as pernas cruzadas, ou de pe, ou Buda deitado. O indiano que me hospedou em Delhi, me explicou que o Buda deitado possui um significado importante porque as primeiras representações que foram feitas de Buda, foram representações dele deitado, já que ele passou um bom tempo da sua vida caminhando e pregando e, por caminhar demais, Buda sempre descansava pelo caminho. As pessoas viam ele descansando e faziam a representação dele assim, deitado.
Interessante, né?

Segunda parte do post sobre o Vietnã

Mais uma vez peço desculpas pelos atrasos e mais uma vez prometo que me esforçarei para não atrasar mais ainda os posts. Como já havia explicado antes, achar internet aqui na Índia não tá sendo a tarefa das mais fáceis. Tou com vários posts escritos já, terminei o do Vietnã e o da Tailândia, já comecei o do Camboja. O único problema, como sempre, está sendo achar internet e tempo, já que, esses dias eu estava visitando uma cidade diferente por dia e não sobrava tempo pra nada, nem pra respirar direito! Não sei, entre fazer posts apressados e comprometer a qualidade de suas risadas e demorar a postar, acho que fico com a segunda opção, né? Mais uma vez peço a compreensão e prometo que a partir do dia sete de agosto, quando chego na Suécia (terra provedora mor de SUECAS QUENTES) e conseqüentemente na Europa, tudo se normaliza mais uma vez.
De qualquer maneira, já upei vários vídeos diferentes. Em dias de falta de tempo pra postar, posso ir soltando uns videozinhos e fazer com que vocês não achem que meu blog tá abandonado 🙂
Gostaria de falar também que o blog “omundonumamochila” hoje dá um passo maior em direção à meta de ser ultrapassar Paulo Coelho em popularidade. A partir de hoje, começarei a fazer algumas propagandas sutis das bicicletas Houston. Espero que vocês não se importem, mas apesar de viajar sem nada na carteira, eu ainda tenho vários gastos diferentes. Com essa parceria, assim como já tinha explicitado ao jornal, poderei estender a minha viagem um pouco mais. Não quero que os amigos achem que estou “ganhando dinheiro” à custa de vocês que entram no blog e sempre comentam. Este blog continua sendo uma diversão pra mim, longe de algo profissional.
Por último eu gostaria de agradecer todas as mensagens de apoio e os comentários que vários amigos vêm fazendo diariamente no blog. Cara, o blog “non sense” começou até uma campanha do “Claudiomar ao Jô”. Sério, fico feliz que isso esteja ocorrendo, sempre dei muita risada do Jô e desde menino eu fico pensando como seria ser entrevistado por ele. Sentar no mesmo sofá que Ferreira Gullar e Ednaldo Pereira já sentaram seria uma honra imensa pra mim. Se os amigos realmente acharem que é uma boa idéia, visitem o blog “Non Sense” . Não vou passar as instruções por aqui por dois motivos, primeiro que eu não quero tirar os méritos do nosso amigo que começou com isso e segundo porque também não queria que isso fosse interpretado pelos amigos como uma mera vaidade ou promoção pessoal de minha parte.
Enfim, vamos terminando o post do Vietnã.
Abraços Maranhenses

Couch em Ho Chi Minh

Steven

Cara, o couch que eu fiquei em Ho Chim Min foi engraçado DEMAIS! Na casa em que fiquei, moravam uma americana, um americano e um canadense. Todo mundo era gente boa demais! O canadense, Steven, foi o cara que respondeu o meu e-mail dizendo que eu poderia ficar na casa dele.

O que eu mais curti naquela casa, sem sombra de dúvida, foi o estilo que eles levavam. Eles moram numa cidade que recebe um grande fluxo de estrangeiros e ao mesmo tempo não existem muitas pessoas oferecendo lugar pra ficar, logo, eles recebem vários pedidos de hospedagem por semana. Como resolver o problema? Sim, isso! Eles simplesmente hospedam toda e qualquer pessoa que solicita espaço. O mais engraçado é que o Steven sempre dá a mesma resposta: – “Cara, tu podes vir aqui com certeza. O problema é que eu não sei como a casa vai estar no dia em que chegares, não sei se vou poder te oferecer uma cama de casal, um sofá ou só o piso da minha casa, portanto venha com seu saco de dormir!!”. E assim foi indo. No primeiro dia que eu cheguei, eles tavam hospedando quatro pessoas, no segundo ficamos em três, no terceiro em cinco e assim foi indo. Até que no meu quarto dia em diante chegamos ao pico de OITO diferentes pessoas sendo hospedadas! Um alemão, uma australiana, uma filipina, duas canadenses, dois colombianos gente boa demais e eu de brasileiro! Mais os dois americanos e o canadense!! Aí mermão, foi o caos! Até pra achar lugar no chão deu trabalho! Eu como não tinha meu saco de dormir, acabei dormindo em cima da minha toalha, tá valendo, pelo menos não paguei albergue, hehehehe.
É só procurar o melhor cantinho pra dormir, cara!
Foi engraçado, cara! Curti demais ficar na casa daqueles bichos. Eu tava planejando ficar por lá só três dias, mas acabei ficando oito. Sério, todo dia era um mochileiro diferente chegando e com novas histórias pra contar.
Charlie, americano. Mora com o Steven e mais uma americana

Final da Eurocopa no Vietnã – Quem tem razão?

O último dia que fiquei lá foi o mesmo dia da final da Eurocopa e acabou acontecendo um lance bizarro demais! Todo mundo já tinha ido embora e acabou ficando só eu e um suíço, que mais parecia o Jesus, na casa. A gente tava doido pra poder ver a final, só que não tínhamos TV em casa e, devido ao fuso horário, o jogo só ia começar às 1:45 da manhã. Saímos eu e ele, parecendo dois doidos, e ficamos procurando um bar pela cidade que ainda tivesse aberto pra ver a final. Acabou que estavam todos fechados e ficamos perambulando pelo meio da rua procurando qualquer lugar com uma TV ligada. Achamos um lugar que parecia um escritório com as luzes ligadas e o que parecia ser o jogo de futebol. Não deu outra, fomos lá pra poder pedir pra ver o jogo. Quando entramos, a surpresa, o lugar era a sede do partido comunista em Ho Chi Minh e dentro dele, assistindo o jogo, três simpáticos soldados com algumas pistolas e uma AK-47.
Mermão, a secura pra ver o jogo era tão grande que a gente não tava era nem aí, já tava pra terminar o primeiro tempo e não tinha outro lugar pra poder ver. Pedimos pros caras, através de mímicas, se poderíamos ver o jogo com eles, sentado em um dos sofás. Eles prontamente disseram que sim. Sentamos e ainda vimos o gol da Espanha. Eu e o suíço demos até um grito de gol. Rapaz, mas na mesma hora a gente ficou calado. Os soldados olharam pra gente com uma cara… Eles pareciam estar torcendo pra Alemanha. Depois que vimos pra que lados os caras estavam torcendo nos aquietamos. – “Pra frente Alemanha! Força Ballack!” Francamente, o cara com a AK-47 sempre tem a razão.
Suíço “Jesus”

 

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Perambulando por Ho Chin Min

Cara, Ho Chi Minh é uma cidade impressionante. Mermão, pra onde você vai, pra onde você olha, tem gente andando de moto! Mermão, mas é moto pra tudo que é lado. Chega a ser uma coisa fascinante, você sentar pra lanchar num Mc Donald’s ou num KFC, ir pro último andar e ficar olhando as motos passeando pelos retornos (Balão ou queijinhos, como dizem os goianos).
“Olha que coisa mais linda/ mais cheia de graça/é ela a menina que chega e ultrapassa/ em uma bicicleta indo pra qualquer lugar! Moça do corpo marrom/da fumaça de Saigon/a sua pedalada é mais que um poema/é a coisa mais linda que eu já vi me ultrapassar”. Pô, eu juro que eu fiquei cantarolando essa música na cabeça quando vi essa vietnamita, encantado com a graça com que ela pedalava pelo trânsito caótico de Ho Chi Minh. Se o Vinícius e o Jobim tiveram a Helô Pinheiro, porque eu não posso me inspirar numa vietnamitazinha também? 

Segundo o nosso guia, o Vietnã possui um moto para cada dois habitantes e 85% do tráfico é feito através de motocicletas. Eu depois fiquei pensando, depois de tanto tempo andando de bicicleta, um carro acaba sendo algo bem estranho. O trânsito em si é caótico. Um sinal vermelho não serve pra fazer com o que as motos parem, mas sim para “sugerir” que elas parem. Além de que é todo mundo cortando todo mundo, gente entrando na contramão e por aí vai. É uma coisa impressionante. Não é de se estranhar que por dia morram de 3 a 4 pessoas de acidentes de moto em Ho Chin Min.
Outra coisa que me impressionou no Vietnã é que os bichos são conservadores demais, cara! Vou dar dois exemplos pra vocês. Lá é quente que só o inferno! Um dia andando num calor infernal, fiz o que todo brasileiro faz quando tá com calor, fui lá e tirei a camisa pra poder facilitar a transpiração. Rapaz, pra que? Na mesma hora um guardinha meteu a boca no apito e mandou-me colocar a camisa de volta! Acho que foi porque, devido ao fato de eu estar sem camisa, as mulheres não iam tirar os olhos de mim e acabariam ocasionando um acidente. O bicho fez um escândalo tão grande que eu pensei até que ia ser preso, cara!
Um dia, não aquentando mais de calor, Steven convidou todo mundo que tava na casa dele pra poder tomar um banho numa piscina pública, algo como o “piscinão de Ramos vietnamita”. Fomos eu, ele, a filipina, uma vietnamita e uma canadense filha de vietnamitas. Rapaz, mas na mesma hora que essa canadense tirou a roupa e ficou de biquíni todo mundo não tirou o olho da mulher! Não só pelo fato de que ela era um espetáculo (um espetáculo, só pra reiterar), mas também devido ao fato de que ela trazia nas costas uma tatuagem maneira, um dragão com uma mensagem em mandarim. Não cara, não que eles nunca tenham visto uma tatuagem na vida, o ponto é que ela, como já falei, é filha de vietnamitas, logo aparentava ser uma vietnamita local. Todo mundo ficou chocado vendo uma mulher, vietnamita com uma tatuagem nas costas. No momento de cair na piscina foi uma sensação. Fomos todo mundo se jogando na piscina e nadando. Rapaz, mas na mesma hora, no mesmo instante, o salva vidas de apito na mão, mandou a gente separar. Cara, a piscina tinha uma raia no meio que era justamente pra separar homem de um lado e um mulher de outro. A piscina era de sexo separados! Eu nunca tinha visto isso na minha vida, mas enfim, tivemos que nos separar.
Depois eu fiquei imaginando um desses caras vendo a Mulher Melancia dançando o Créu, cara!!

Parque aquático no Vietnã – Vamos a la playa

Um dia desses, depois de já ter visitado os principais museus e centros turísticos de Ho Chi Mihn, resolvi que eu também merecia um pouquinho de descanso. Fuçando pelos guias que tinham pela casa descobri que na cidade havia um parque aquático. Era barato demais, doido!! A entrada custava uns cinco reais e eles ainda tinham uns toboáguas IRADOS!! Tinha piscina de onda e aquelas piscinas com correnteza! Parecia até o Beach Park, brother.
O que eu achei mais engraçado do parque foi que parecia que tudo lá tinha sido projetado pra você dar de costas na água quando caísse. Cara, eu consegui descer só três vezes no maior toboágua deles porque toda vez que eu caía na piscina eu dava aquela quicadinha básica na água e largava as costas. PLATF!! Caraca, eu saí vermelho demais de lá.
O calor tava insuportável e ainda, pra aumentar mais ainda a minha sede por piscinas e toboáguas, eu fui pro parque aquático pedalando, quase 45 minutos no trânsito caótico do Vietnã. 

Outra grande solução pra quem viaja por Ho Chi Minh é beber cerveja! Cara, como a cerveja é barata, meu amigo! Se liga nessa aí!! Quarenta centavos de real um copo de chopp. INSANO!!

Você já tinha visto isso? Beber cerveja com gelo? Pois é, mas é assim que funciona em Ho Chi Minh. Na maioria dos botecos que você vai, os caras enchem o seu copo até a metade e colocam uma pedrona IMENSA de gelo dentro da sua caneca! Pior que o gosto acaba ficando bom e a cerveja fica sempre gelada! Tem macetes que só o Vietnã ensina pra você!

Outro fato engraçado no parque aquático era que eles tinham uma ala do parque que se chamava, literalmente, “lugar pra banho de sol dos estrangeiros”!! Mermão, eu ri demais quando eu vi aquilo!!! A parada tinha o nome “para estrangeiros” no meio! Pô, só gringo mesmo pra ir pra parque aquático pra ficar pegando sol, brother! No Brasil quando você quer pegar sol, é só subir na laje, correto? Mas tava lá, um bando de gringão lendo livro e deitado naquelas cadeiras de piscina. Outra coisa que eu lembrei é que gringo também adora ir pra praia pra ficar lendo livro! Bicho, que diabo que você vai pra praia e leva um livro? Praia não combina com livro, cara! Praia não é lugar pra ler, tomar banho de sol ou praticar esportes! Praia é lugar pra se beber cerveja!

Mas cara, resumindo, esqueça drogas, prostitutas ou jogos ilícitos, o que dá grana mesmo no Vietnã é parque aquático, maluco! Que lugar quente, meu amigo!!!

Comentarios comentados

Galera, o post sobre o Vietnã já está escrito, revisado e pronto para ser postado. Não vou postar hoje porque, como falei, preciso fazer uma sessão de comentários comentados e já está acumulando. Se vocês gastarem um tempinho de vocês, acho que vale a pena dar uma lida aqui, tem várias dúvidas que as pessoas sempre tem e também algumas respostas que são interessantes para os amigos entenderem melhor a viagem em si e pegarem algumas dicas.

1 – O Anderson comentou:

-E ai Claudiomar, blz? Estou lendo o seu blog pela primeira vez, vim através do jacaré banguela. Estou gostando muito das suas histórias e fiquei com algumas dúvidas.
1ª Como surgiu a idéia de fazer a volta ao mundo ?
2ª Está viagem é patrocinada, ou você simplesmente caiu no mundo na cara e na coragem ??

R – Cara, resumindo: A viagem surgiu devido a um ensejo que eu tinha de fazer uma viagem logo após me formar. No começo eu estava planejando viajar para a África e ficar lá por seis meses fazendo trabalho voluntário num programa indicado por um sueco que conheci quando estava na África do Sul há dois anos atrás (pra quiser mais detalhes http://www.humana.org). Pesquisando sobre passagens, acabei chegando numa reportagem da Folhaonline que falava sobre tarifas de volta ao mundo. Comecei a namorar essa idéia e depois que descobri que poderia conseguir um visto de trabalho pros EUA no final do ano, não tive dúvidas, decidi fazer uma viagem de volta ao mundo. No começo eu tava planejando ficar só nas 15 paradas que a passagem me dá direito, sem me deslocar para outros países, pois isso iria aumentar e muito o custo. Seria uma viagem mais rápida e mais “light”. Depois que conheci o couchsurfing.com minha vida mudou completamente. Sem custos de moradia, as minhas possibilidades de viagem com custos menores se fizeram realidade, já que com a grana que eu economizaria, poderia gastar comprando mais passagens aéreas e terrestres. Logo, aqui estou, escrevendo a sessão de comentário comentados na milenar cidade de Orchha na Índia central.

Segundo ponto. A viagem ainda não é patrocinada. Meu pai me emprestou uma grana massa e também eu juntei uma grana fazendo uns bicos pelo Brasil. Os quatro meses de trabalho nos EUA também me deram um bom pé-de-meia.

2 – Meu pai perguntou:

o que aconteceu hoje? Dispararam as visitas! São 16 horas e já tem 366 visitas.

R – Isso é o que eu apelidei de “efeito banguela”. É engraçado ver a curva de acessos do site em um mês em que eu tenha aparecido no jacarebanguela.com. Vê como ficam os acessos.Essas “pontadas” são as aparições no jacarebanguela. Atente para o fato de que elas crescem absurdamente, mas depois também caem absurdamente. Essa “ascensão e queda” do blog é devido ao fato de que o endereço do blog acaba saindo da sessão principal do site, o que diminui a visibilidade do blog e faz cair o número de acessos. Mas atente também que, apesar da queda brusca, a média de acessos diários aumenta um pouco (já que novas pessoas passam a ser leitoras diárias).

Hahaha. Mas de boa, meu pai também já aprendeu a diagnosticar o “efeito banguela”.

3 – Anonimo perguntou:

eu também queria saber qual foi o motivo que fez vc se arrepender de comprar as passagens. já perguntaram isso aqui no blog milhares de vezes, não entendo pq vc sempre ignora esta pergunta 😦

R – Ok. A parada é a seguinte. Eu estava propositalmente ignorando essa pergunta porque eu estava, digamos, ficando “de bem” com a Staralliance e principalmente com a United. Após a minha desastrosa viagem pra Los Angeles (desastrosa pra mim, divertida pra vocês) eu comecei a odiar a United. Resumindo. Devido ao atraso de mais de 6 horas do meu vôo, a United me prometeu pagar um hotel quando eu chegasse em Los Angeles, pois chegaria numa cidade imensa e totalmente desconhecida pela noite e ainda teria que pegar um outro busão para Santa Bárbara. Achei que foi (e continuo achando) um grande desrespeito me prometer algo no Brasil e quando eu cheguei nos Estados Unidos, me falaram que não ia me dar porra nenhuma. Fiquei a ver navios (ou aviões, já que estava no aeroporto).

Como ia dizendo, comecei a odiar a United por causa disso. Apesar dessa sacanagem que fizeram comigo inicialmente, no decorrer da viagem a United vem me ajudando sobremaneira e até agora não tive mais problemas. Pelo contrário, a minha relação com a United vem apenas melhorando. Diria hoje que não odeio a United, mas também não amo de paixão. Hoje não mais me arrependo de ter comprado com a United.

Me arrependo sim de ter ido fazer o programa de trabalho temporário com a Intercultural, mas isso já é outra história. Vou esperar o site aumentar um pouquinho mais o número de acessos e posteriormente escrever a profunda falta de respeito que Intercultural nacional fez comigo. Tou pensando até em fazer um banner escrito “Não viaje com a Intercultural”e colocar no topo do site. Eles tão achando que eu esqueci, mas eu ainda não esqueci não, infelizmente sou uma pessoa rancorosa.

Gente, em tempo, se você for de Brasília, aconselho piamente fechar com a Intercultural de lá, as meninas de Brasília são minhas amigas da UnB, pessoas super-doces e atenciosas. Sempre que precisei de ajuda e orientações de Brasília, nunca tive problemas, pelo contrário, elas sempre se colocaram a disposição, meu problema é com a Intercultural nacional mesmo. Portanto vamos deixar em panos limpos, se você for de Brasília, feche com a Intercultural, se não for, feche com qualquer outra. Até com a CI.

4 – Mike Weiss começou me sacaneando, mas depois perguntou algo interessante:

Faaaala Garoto Cartao Postal! eheh
Seu blog é incrível, estou fechando minha RTW (inicio em outubro) e sou leitor assíduo 🙂
To fechando meu roteiro com a Oneworld, do sudeste asiatico vou fazer de Singapura a H.Kong por terra… to ferrado hein?! rs
Falando em ferrado, seus cartoes bancarios estao funcionando tranquilo aí? E o fuso horário, tá te deixando panaca??? eheheheh
se cuida aí, SORTE

R – Rapaz, o cartão de crédito aqui funciona sossegado. Tanto o meu cartão dos EUA, quanto o do meu pai tão funcionando perfeitamente bem. O único detalhezinho é que pelo sul da Ásia NINGUÉM aceita cartão, seja de débito, seja de crédito. Cara, em Bangkok você ainda acha alguns lugares que aceitam cartão de crédito, mas cidades com menos de 500.000 habitantes, eu ainda não vi. Portanto, sempre carregue dinheiro vivo. Na minha carteira, sem brincadeira, hoje tem quatro moedas: Dólar, Rúpias (Índia), Rúpias nepalesas e Baths (Tailândia). Se for viajar na Ásia lembre desse toque. Pegue uma boa quantia em dólares ou euros de dinheiro vivo e vá trocando nos países por moeda local ou então fique pagando taxas nos caixas eletrônicos toda vez que for sacar.

5 – A Adriana Jansen, ao ler o post sobre a Guerra do Vietnam, me deixou um scrap em ingles no orkut (gente chique e’ outra coisa). Como sei que muita gente nao entende ingles, vou resumir o que ela comentou.

Adriana comentou que curte le o meu blog, mas que ficou triste ao ver que eu parecia comemorar e gostar das mortes dos soldados americanos na Guerra do Vietnam. Ela perguntou se era impressao dela ou eu estava sendo anti-estadunidense. No final ela faz um pedido pra que eu seja mais cauteloso quando for escrever, porque o que eu escrevo influencia varias pessoas.

R – Adriana, certa vez, assistindo Chaves, eu aprendi que so os idiotas respondem uma pergunta com uma outra pergunta. Hoje vou dar ao luxo de ser idiota:

Os americanos, que nao tinham nada a ver com a historia, mataram diretamente mais de um milhao de pessoas e indiretamente mais uma galera, ja que os bombardeios americanos no Sudeste Asiatico contribuiram sobremaneira para a desastabilizacao da regiao. A subida ao poder do Khmer Rouge no Camboja que matou mais que 10% da populacao do pais (por volta de um milhao de pessoas mortas), assunto que vou tratar no post sobre o Camboja, conta como mortes indiretas na minha concepcao. Porque ninguem parece se importar com esse povo?

Serio, eu achei lindo eles terem pegado um pau no Vietnam e hoje “sentarem de ladinho” como falei, assim como achei lindo os franceses pegarem um pau na Argelia, os russos no Afeganistao e por ai vai. Numa guerra, dificilmente temos um lado “certo” e outro “errado”, mas nao tem ninguem que coloque na minha cabeca que ha algo mais legitimo do que o de um povo lutar pela sua independencia (como Argelia e Vietnam) ou por sua integridade territorial (como o Afeganistao). Serio, eu acho que seria muito bonitinho se todo mundo pudesse dar as maos e cantar “Imagine” do Jonh Lennon, mas isso, no contexto internacional e’ algo impossivel. Viva a brava batalha do povo vietnamita.

E ah sim, prometo ser mais cauteloso depois do seu comentario 🙂

Abracos maranhenses

Arf…

Galera… tou arrebentado…
Acabei de pegar uma viagem de mais de 25 horas entre o Nepal e a India… Serio, foi DE LONGE a pior viagem da minha vida… Mas serio, bicho… Voces vao rir DEMAIS depois quando eu comecar a escrever sobre essa viagem, afinal, voces SEMPRE riem das minhas desgracas.. hahahahaha
Enfim, esses dias vai ser meio complicado postar algo no blog, pois estarei viajando diariamente por trem, ar, jumento e o que vier… Mas enfim, eu nunca deixo voces na mao e levo essa parada desse blog muito a serio… A segunda parte sobre o topico do Vietnam ja esta acabada, falta so a revisao e o acabamento, logo, provavelmente postarei nessa semana… Mas antes de postar sobre o Vietnam gostaria de postar mais uma sessao de “comentarios comentados” e de “buscas engracadas”, porque ja ta acumulando…
Enquanto isso, divirtam-se com um videozinho que fiz ha MMMUUIIITTOO tempo atras na Tailandia e tinha me esquecido de postar aqui no blog… Esse video com certeza nao pode passar em vao

E mais uma vez!! APARECI NO JACAREBANGUELA, DOIDO!!! hUHAEUAEUHEU!! BOM DEMAIS!! OBRIGADAO BANGUELAS!!
abracos maranhenses

Vietnam

Vietnam?


– Mas depois que saiste da Malásia, de Kuala Lumpur, nao foste pro Camboja, Claudiomar? Porque o post de agora é sobre o Vietnã? – Você deve estar se perguntando.

Cara, o motivo é que eu curti demais o Camboja. O Camboja teve tudo do que eu mais curto numa viagem: cultura, história, gente legal, fatos engraçados etc. Por causa disso vou inverter um pouco a ordem das coisas. Alem dos motivos citados acima, resolvi inverter também porque se eu postasse sobre o Camboja e posteriormente sobre Bangkok e Ayutthaya (a ex-capital da Tailândia), a Tailândia ia ficar meio que sem graça, ja que as ruinas de Ayutthaya parecem coisa de crianca comparada com as ruinas de Angkor no Camboja. Portanto vou deixar o Camboja por último que é pra poder deixar vocês na curiosidade.

Esse templo chines em Ho Chi Minh teve uma historia MUITO engracada doido. Se voce prestar atencao, a minha mochila ta bem ali na escadaria. Eu tirei a mochila das costas e fui me afastando pra poder tirar uma foto. Rapaz, saiu uma chinesinha la de dentro, gritando, doido!! AAAAhhh!!! Eu sem entender o que era, fui la pegar a minha mochila. Quando eu peguei a minha mochila, eu vi que o motivo daquela gritaria dela e’ porque ela achou que eu tinha largado a mochila com bomba em frente ao templo. Hahahaha. Esse povo que gosta de ficar se matando tem cada neura, brother…

Mas então, o Vietnã é um país situado no Sudeste Asiático, cuja capital se chama Ho Chi Minh e mundialmente famoso devido a sua unificacao que levou a uma guerra feroz com o Estados Unidos. Possui uma população respeitável de 80 milhões de pessoas e 54 etnias (segundo o Museu Nacional), apesar de ser um país quase que do tamanho exato do famoso e amado estado do Maranhao (bicho, se liga na coincidencia! Vietna, 331,690 km² Maranhao 331,983.3 km²) que possui uma populacao aproximada de 6 milhoes de pessoas. Também faz parte da nova geração de tigres asiáticos e a sua economia anda indo bem das pernas por esses tempos, já que os bichos tão crescendo em média 8% ao ano.
Reconstituicao da francesa Catedral de Notre Drame em Ho Chi Minh

O Vietnã ainda é de fato um país muito pobre. Pareceu-me um pouco melhor que o Camboja, mas bem atrás da Tailândia. Seria capaz de comparar o nivel de vida ao que pude ver na Indonesia.
O país geograficamente é bem parecido com Portugual e com o Chile. Uma “língua de terra ” espremida entre países limítrofes e o oceano. E, assim como o Chile, apesar de ser bem fino, acaba sendo um país bem extenso de Norte a Sul. Por ter uma costa tão grande e uma história tão fascinante, o Vietnã definitivamente não é um país para ser visitado em apenas uma semana como foi meu caso. Uma pena que não pude ficar mais tempo, mas preciso terminar minha viagem em dezembro e ainda há uma Europa inteira por viajar.