Após a revolução, seguiu-se uma troca de escaramuças entre os grupos responsáveis pela deposição do xá, basicamente os comunistas e os religiosos islâmicos (liderados por um tal de um Aiatolá Khomeini). O Aiatolá era uma figura importante para a comunidade xiita do Irã e estava exilado no Iraque, pois para Saddam Hussein era interessante ter um fator de instabilidade contra o regime do Xá Pahlevi (sempre bom lembrar que a maioria dos muçulmanos se dividem entre sunitas e xiitas. Quer saber a diferença entre eles? Clique aqui e aqui).
Depois de um tempo, Khomeini foi expulso do Iraque e se exilou na França. Voltou para o Irã após a revolução. É algo óbvio para qualquer um que comunistas e religiosos são grupos totalmente antagônicos. Porém, os comunistas acreditavam que Khomeini iria se contentar apenas em ser um líder religioso da Revolução, já que ele nunca havia assumido nenhum cargo político e jurava de pé junto que iria ser sempre assim.
Foi o xá ser deposto, que Khomeini passou uma rasteira nos comunistas e assumiu como líder supremo do Irã. Seguiu-se outra troca de escaramuças, com assassinatos de ambos os lados, e no final Khomeini consolidou o seu poder. Sob a sua administração, o Irã se radicalizou, leis islâmicas foram implementadas e o Irã se transformou no país que é hoje.
Khomeini tinha uma retórica forte e uma proposta de expandir a revolução a outros países, o que preocupou os vizinhos, principalmente Síria e Iraque, que tinham uma forte presença de muçulmanos xiitas, como o Irã. Isso não iria acabar bem. Continuar lendo “Irã pós Revolução Islâmica – o país de Khomeini”









Depois de um tempo na África resolvi matar saudade da comida ocidental e fui a um Burger King. Ao ver o meu casaco do Brasil, a gerente se deu ao trabalho de sair lá de dentro e veio falar comigo que era brasileira. Abri um sorriso e perguntei se ela morava em Andorra. Rapaz, pra quê?





