Rio de Janeiro

Galera, estive sumido no blog esses dias porque estava na reta final de um concurso e não queria me desfocar muito. Por uma questão de prioridades, tive que deixar o blog um pouco de lado. Porém, teve um lado bom. Ocorreram várias coisas engraçadas no Rio de Janeiro e resolvi escrever sobre elas porque eu realmente não gostaria de esquecê-las. Fazia algum tempo que eu não viajava ao Rio de Janeiro. A última vez que eu tinha ido lá acho que foi há uns quatro ou cinco anos atrás e nem deu pra eu viajar bastante. Por isso eu estava bastante empolgado em voltar ao Rio novamente.

Aeroporto Santos Dumont invadindo o oceano
 
Uma das coisas mais legais no Rio de Janeiro é pousar no Santos Dumont. Cara, parece que o avião vai cair na água e, de repente, aparece a pista do aeroporto e o avião pousa de boa. É muito legal. Quando cheguei ao aeroporto, peguei o mapa do caminho da casa do Marco Aurélio, meu amigo que ia me hospedar, e comecei a pedir informação de onde eu tava indo pro pessoal na rua. Engraçado que todo mundo, por mais que eu chegasse do lado deles andando e estivesse a apenas algumas centenas de metros do lugar que eu estava procurando, me perguntava: – Cê vai andando? Me dava vontade de responder: – Não, eu não vou andando! Eu vou voando, tem uma asa-delta aqui na minha mochila!!!!!!! Mas enfim, consegui chegar de boa na casa dele. Chegando lá eu descobri que havia mais algumas pessoas na casa: um casal amigo nosso do couchsurfing, um outro amigo do Marco e mais a namorada do Marco. Todo mundo num apartamento de um quarto e sala. Bem, pra quem já dormiu em oito num sala, isso não seria lá um grande problema… Demos um jeito de acomodar todo mundo lá dentro e no final ficou tudo de boa.

Arcos da Lapa
 
A primeira noite que cheguei, uma sexta feira, aproveitamos logo pra poder ir para a Lapa, tradicional ponto da boemia carioca. Fomos nos arrumar e mais ou menos meia-noite, quando todo mundo tava pra poder ficar pronto, nos foi dito que era melhor a gente esperar um pouco porque a Lapa só começaria a ficar legal mais ou menos umas duas da manhã, horário que geralmente a gente volta da balada aqui em Brasília. Sim, o pessoal no Rio sabe se divertir. A Lapa é bem legal! Parecia o carnaval de rua que eu estava acostumado a ir em São Luís, com uma cambada de gente se divertindo, bêbados pra todo lado e aquele esgoto passando debaixo do seu pé dando o último toque de decadência no lugar. A diferença é que em São Luís é assim cinco vezes por ano e no Rio é todo fim de semana. O único problema hoje é que agora os caras tão pintando os arcos da Lapa pra poder deixá-los mais bonitinhos pros turistas, o que eu achei uma droga, já que a principal graça da Lapa é o seu estado decadente, típico de lugares boêmios. Além de tudo, a lata de cerveja de 500ml era vendida pelo inacreditável preço de dois reais! Deus não dá asa a cobra mesmo, no fim de semana que eu não posso beber por causa do concurso, me aparece uma dessas.
Depois de um tempo caminhando, chegamos em uma das escadarias da Lapa e sentamos por alguns instantes. Do nada sentou um cara do lado de um dos couchsurfers que tava com a gente e começou a trocar maior papo com ele. O cara tinha álcool no sangue de um jeito que se ele passasse do lado de uma churrasqueira ele explodia. De repente apareceu um mendigo meio louco lá que ficava colocando uma venda nos olhos e caminhando pra cima e pra baixo no maior estilo David Coperfield. Esse cara que conversava com nosso amigo saiu da escadaria e começou a pular e a abraçar o mendigo que tava mais sujo que pau de galinheiro. A gente falou pro nosso amigo ir lá apartar o cara, já que o mendigo tava sujo que só o diabo e qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que não, o nosso amigo não conhecia aquele cara não, ele só tinha era aparecido do nada mesmo e tava conversando, mais louco que o Batman. Cara, depois fiquei pensando que caminhar pela Lapa é quase que uma experiência antropológica.
Saímos de lá e acabamos nos perdendo do Marco Aurélio e da namorada e ficamos num lugar mais próximo da Catedral. Só depois de um tempo que eu fui perceber que estávamos na área gay da Lapa e que, sim, os couchsurfers que estavam com a gente, com a exceção dos casais, eram todos gays (isso explicava muita coisa…). Bem, cara, pra mim isso não é um problema, até porque eu acho a galera gay muito engraçada e de bem com a vida, mas quando a gente fica num lugar desse só tem que tomar cuidado, né? Todo mundo quer tirar casquinha de um pedaço de maranhense como esse aqui e a galera chegou até a me mostrar um cara que não parava de me encarar. Mundo perigoso esse.
Acabamos ficando por lá mesmo, já que a bancada gay do Couchsurfing tava, como a gente dizia no Maranhão, “toda toda” e tava bem engraçado. Só teve uma hora que me deu uma vontade súbita de ir embora. Por quê? Bem, um dos nossos amigos conversava com um cara e eu cheguei lá só pra poder fazer um social. Cara, o cabra era grande, mas GRANDE. Comecei a conversar com ele e quando fui perguntar o nome dele, ele já foi se apresentado como Fernando, o EMPALADOR! Um cabra com uma, digamos, “alcunha” dessas é algo realmente assustador… Bem, com um nome desses, qualquer um começaria a tremer na base e não foi de outra maneira que ocorreu comigo. Deu logo um sono e resolvemos logo voltar pra casa pra poder dormir, já que já eram rodados quase seis horas da manhã e “o empalador” estava a solta.

Esse era o tipo de coisa que o nosso amigo empalador gostava de fazer com as pessoas. Digamos apenas que ele tinha uma “estaca” própria pra isso…
 
No outro dia fomos para um samba que estava rolando no centro da cidade do Rio de Janeiro e onde iria comparecer, mais uma vez, uma galera gente boa do Couchsurfing. Fomos caminhando até o próximo ponto de ônibus e começamos a ouvir uma buzina tocando. Quando vimos era o bonde que se aproximava e aí, bem, aí trepamos no bicho de qualquer maneira e fomos dar uma volta. O bonde saía do nosso bairro e ia diretamente para o Centro, próximo ao local que estávamos pensando em ir. A melhor parte do bonde é que no final, ele ainda passava por cima dos arcos da Lapa, onde dava pra bater uma fotos legais do centro do Rio de Janeiro.

O bonde cobra 0,60 centavos se você for sentando e não cobra nada caso você vá em pé. Lógico que eu fui de pé.
 
O samba foi até bem legal, mas não pude ficar muito tempo, já que queria dormir cedo pra poder ir pro concurso do dia seguinte. Ainda choveu um pouco o que acabou por dispersar a galera. Foi legal pq fomos para um bar do Rio chamado Mangue Seco, onde pude comer a melhor empadinha de camarão da minha vida. Domingo foi fazer prova e segunda feira de volta ao batente.
Acabou? Bem… a semana ainda promete. Essa semana vai rolar o encontro nacional do Couchsurfing em Curitiba, lógico que eu estarei por lá e lógico que escreverei sobre ele quando voltar. Desculpem o post vir sem fotos que eu tirei, mas é que as esqueci em casa e não queria atrasar mais ainda a postagem.
Aguardem o desenrolar da programação…
Abraços maranhenses

Chapada dos Veadeiros

Opa… voltei…
Então, galera, pra vocês aí que achavam que eu estava morto, volto aqui pra poder dar o ar da graça e deixar claro que volto ao blog novamente. Tomei esse chá de sumiço durante essas semanas pq minha vida mais uma vez virou de pernas pro ar. Pedi exoneração do meu emprego passado no Ministério das Comunicações pra poder assumir o meu novo cargo na ANAC. Nessa semana e meia que fiquei sem trabalhar, resolvi dar um pouco de tempo na vida e viajei pra Chapada dos Veadeiros com o Ivyson (meu companheiro de apartamento) e com uma belga do Couchsurfing que ficou lá em casa mais ou menos uma semana e meia. Entre esse tempo de assumir um emprego, sair do outro e viajar, acabou que eu tive que comprometer as postagens do blog. Mas fiquem tranqüilos que agora voltaremos a programação normal.
Pra poder pedir desculpas, dar uma variada nas histórias sobre Europa e como a viagem foi bem engraçada, resolvi escrever sobre ela e postar aqui no blog. Espero que vocês gostem…

Chapada dos Veadeiros

A parte mais conhecida da Chapada dos Veadeiros é o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros. Situada no norte do Estado de Goiás, a reserva possui uma rica variedade da flora e fauna típicas do Cerrado Brasileiro. Por ser uma região rica em diferentes tipos de cristais que, literalmente, brotam do chão (com destaque para o quartzo), a Chapada dos Veadeiros adquiriu um caráter meio esotérico.

Cristais que podem ser encontrados na região

Milhares de malucos belezas do Brasil inteiro descem pra lá todos os anos pra poder ficar, como dizemos aqui em Brasília, “chapados na Chapada”. Devido a esses “malucos magrelos, de cabelos amarelos que gostam de cogumelos”, como dizia o Ventania, a Chapada possui uma das maiores concentrações de malucos por metro quadrado do planeta, talvez perdendo só pro Partido da Causa Operária (aquele que defende salário mínimo de 2500 reais).

Sim, a galera aqui lombra bastante, amigo!

Irmãos gêmeos…


Chapada, here we Go

Como estava numa época de “transição de concursos”, resolvi folgar uns 10 dias e viajar pra algum lugar do Brasil que ainda não estivesse visitado pra poder espairecer um pouco, já que os últimos dois meses eu estava estudando pro MPU. Como fui meio que de surpresa pego pela nomeação da ANAC, não pude me programar melhor pra poder viajar pra algum lugar mais distante, já que as passagens aéreas estavam um pouco mais caras. Fui conversar com Ivyson e ele também me falou que estava a fim de viajar pra algum lugar pra comemorar que havia acabado de formar e também que o concurso do MPU tinha acabado. Como nunca tínhamos ido à Chapada, foi ela a primeira opção que veio na nossa cabeça e começamos a planejar como faríamos pra ir. No meio tempo uma belga do Couchsurfing.org pediu pra poder ficar no meu apartamento e disse que também estava querendo viajar. Apesar de tentarmos por diversas vezes conseguir mais gente pra poder pelo menos lotar o carro e assim deixar um pouco mais barata a viagem, não havia desocupados o suficiente para poder deixar o trabalho numa segunda feira de manhã e voltar na quarta-feira. No final só iria mesmo eu, Ivyson e a Marie-Line, a belga do Couchsurfing.

Os três incautos a caminho de São Jorge


Na segunda feira tentamos acordar cedo pra poder sairmos antes da hora do almoço, mas isso infelizmente estava fora de questão. Acabamos pegando o carro só umas duas da tarde. Sair de Brasília foi até sussa, difícil mesmo foi pra poder conseguir pegar a estrada correta em direção a Alto Paraíso (a última cidade antes da Chapada) e depois São Jorge (povoado que fica na entrada do parque). Mas isso não seria lá um problema, era só a gente tentar traçar o mapa no Google Maps e, caso algo desse errado, perguntar pra alguém na estrada qual seria o caminho em direção a São Jorge. E foi o que acabou ocorrendo.

Imagina pra quais ervas esse caminho vai te levar..

Alguns minutos depois de saírmos do Distrito Federal, começamos a suspeitar que havíamos pego uma estrada errada e resolvemos perguntar pra primeira pessoa que vimos qual era a estrada pra Alto Paraíso. Avistamos ao longe, um cidadão caminhando ao lado da estrada com algo que parecia ser um carrinho de mão. Encostamos do lado dele e fomos pedir informação. De repente a surpresa. O cidadão confessou que não poderia muito nos ajudar, entre uns dos motivos porque ele não era dali. De onde ele era? Era do Rio Grande do Sul. Pra onde estava indo? Pra Fortaleza. Onde ele estava? No meio de Góias. Sim, isso mesmo que você pensou, o cidadão estava viajando do Rio Grande do Sul até Fortaleza com carrinho de mão. Ruim? Bem, se você pensar bem, tecnicamente, ele já tava no meio do caminho, né? Só não dava era pra dar informação pra gente. Enfim, de qualquer maneira conseguimos chegar de boa em São Jorge.

Cara, engraçado como a gente já está tão acostumado com bomba de álcool que nem mais se dá conta que isso só tem no Brasil, né? Depois que eu fui ver que a belga tinha batido foto, boto fé que pra mostrar quando estiver na Europa…


São Jorge

Chegando a São Jorge a primeira coisa que pareceu é que não havia ninguém no povoado além da gente. Cara, como já falei, poucas são os vagabundos que podem se dar ao luxo de viajar numa segunda-feira pra Chapada. Enfim, nós já estávamos lá e como não havia quase ninguém, pudemos barganhar e conseguir apartamentos mais baratos. Acabamos conseguindo um preço bem barato pelo quarto pra gente. No final ainda foi engraçado. A pousada era de dois andares. Eu pedi pra gerente da pousada um quarto de cima, porque era mais ventilado, sei lá. A menina olhou pro quarto do segundo andar, olhou pra cama reserva que ela ia ter que carregar pra colocar no quarto… Ficou pensando que não tinha mais ninguém na pousada… Acabou que ela resolveu nos alugar dois quartos pelo preço de um. Filé…

Ateliê de “boas vindas” da cidade. O será que esse figura toma antes de ir pintar?

Largamos nossas coisas na pousada e resolvemos descer para um local onde havia várias piscinas termais. Já era noite, portanto a temperatura seria ideal. Pegamos o carro e fomos em direção ao lugar. Dezessete quilômetros de estrada de chão. Não precisa dizer que Ivyson, dono do carro, foi o único que realmente não gostou da ideia de irmos lá.

Piscinas termais

Chegamos lá e parecia não ter NINGUÉM no lugar. Ah, cumpade, depois de quase meia hora de estrada de chão (sim, fi, meia hora pra andar 17 quilômetros. A estrada era ruim DEMAIS), tudo o que a gente não iria fazer era voltar sem pular nessas drogas dessas piscinas. Começamos a gritar até a hora que apareceu uma veia de pijama com aquela cara de “cambada de corno, você acabaram de me acordar”, perguntar o que era que a gente queria fazendo tanto barulho. A gente falou que queria descer pras águas termais.
Ela abriu o lugar e fomos indo em direção à piscina. Achamos que o lugar seria simplesmente atrás do portão que a mulher abriu. Nada! Caminhamos quase uns dez minutos dentro de uns matos, no mais profundo breu, até chegarmos à piscina. O detalhe era que um gato malhado nos acompanhava o caminho inteiro. Pulamos na piscina e o gato ficou do nosso lado só nos observando. Dez, quinze, vinte minutos e esse gato não mudou de posição, ficou lá, estático e nos olhando. Começamos a comentar que aquele gato parecia um pouco diabólico, já que ficava estático olhando pra gente e sem emitir nenhum som.

Depois de umas duas horas, saímos da piscina e fomos em direção a saída, mas dessa vez o gato não nos seguiu de volta. Não, melhor, ele preferiu ficar do lado da piscina e quando saímos de perto, aí sim começou a dar medo. O gato começou a miar loucamente. Mas não era um miado fininho e fofo que estamos acostumados a ouvir dos gatos. Era um miado grosso, parecido com um uivo de um lobo, algo como “eu quero a alma de vocês!”. Cara, era horripilante. Só sei que a gente meio que apressou o passo. Claro não que estávamos com medo, mas… Pra que arriscar, né? No final quando estávamos próxima a saída quem cruza com a gente? O mesmo gato? Não, um gato preto!! Sim, um gato preto cruzou na nossa frente. Cara, sem noção, aquelas piscinas eram diabólicas.

O gato na pose estática que ficou nos observando

No caminho de volta, naquele breu imenso, a gente voltou no carro, mas claro, o tempo todo atentos pra ver se um gato cruzava na nossa frente. Graças a Deus nada disso aconteceu. Engraçado só mesmo a belga checando na sua máquina e a gente perguntando pra ela o que ela tava vendo lá. A resposta?

Eu só queria saber o porquê da cara de felicidade de Ivyson. O carro dele era branco, pode acreditar…

– Rapaz, eu só quero ter certeza que o gato realmente saiu nas fotos enquanto eu fotografava ele. Imagina como ia ser bonito a gente fotografá-lo e ele não aparecer?
Macabro…

Brincando de "Samba" em Viena

Galera, desculpe pelo sumiço repentino do blog.
Semana passada pedi exoneração do meu último emprego pra poder assumir o meu novo posto na ANAC. Desde que saí do último trabalho, a minha vida não parou. Viajei pra Chapada dos Veadeiros com o Ivyson e uma couchsurfer belga (vou escrever sobre essa viagem essa semana) e depois tava saindo quase todos os dias aproveitando que não tinha que trabalhar. Devido a isso fiquei sem tempo pra poder escrever aqui.
Só agora que fui reparar que tem uma pá de vídeos que eu fiz quando estava viajando e que não havia postado aqui ainda. Um deles eu cheguei até a prometer no post de Viena e não cheguei a postar. É um vídeo que fiz quando fui a um parque de diversões com um austríaco que conheci por lá e brincamos a valer num brinquedo do parque que no Maranhão a gente chamava de “Samba”. A gente tinha acabado de virar umas canecas de cerveja e portanto eu estava meio embriagado. Mas o motivo de toda a gritaria mesmo era que era difícil se segurar no brinquedo com uma mão e com a outra segurar a câmera

Alguém mais notou o cara maroto de pé enquanto o brinquedo pirava?

É isso aí. Aguardem novos capítulos do blog…
Abraços maranhenses
1 – Rita Araújo comentou no post “E mais uma noite em Bratislava”:

Eu acho que tu é que não sabes sambar muito bem …eheheh lol estou a brincar =D

Em relação a só encontrares rapazes que leem o Blog…pura coicidência. Pois também tens raparigas que o leem eheh.

Também fiquei curiosa por saber o que era aquele fogo todo =P

Beijos

R – Rapaz, rapariga é sempre algo que a gente anda procurando no Maranhão. Coisa boa demais, nesse mundo!! Agora sabendo que até rapariga já lê meu blog, agora é que a putaria desenfreada vai rolar mesmo! Hehehehehe

P.s: Brincadeirinha, gente! A menina é portuguesa. Rapariga em Portugal não tem o caráter depreciativo que tem aqui no Brasil. Rapariga por lá é basicamente o feminino de rapaz. Me lembra quando eu tava em Portugal e uma amiga minha viu uma foto de minha namorada e me falou: – Nossa, que rapariga bonita!! Tive que lembrar que estava em Portugal pra não sentar a mão nela.. uhaeuheauhaeuahe

2.1 – Anônimo comentou na nos comentários comentados:

ótimo blog! bons comentários!

postando so pela emoção de comentar os comentarios ja comentados kkk…

se ele comentar isso aqui, vai virar um comentário do comentário dos comentários ja comentados, ja pensou? e esse ciclo é infinito, nao tem vocabulo na gramatica que me segure, meu amigo!

2.2 – Rita Araújo comentou no post sobre Budapeste:

Este homem é um espetaculo eheh…não morre lá no belo do tunel (ou levaste alguma mascara de oxigénio contigo????), ensina Salsa ao povo…é muito à frente eheh

Encontraste um compatriota meu eheh, tem mesmo cara de Tuga =D, a gente nunca engana lol

Beijossss

p.s. Já estava com saudades de ler as aventuras pá! =P

R – Eu vou dominar o MUNDO!! HUA HUA HUA (Risadas Maquiavélicas!!). E sim, virou um comentário do comentário dos comentários!! Isso é uma onda sem fim, amigo!

3.1 – Anonymous perguntou no post “E mais uma noite em Bratislava”:

vc não explicou o que é aquela coisa muito louca tocando fogo na terceira foto, fiquei curioso

3.2 – E Anonymous respondeu:

O palco pegando fogo:

http://www.youtube.com/watch?v=mDoODQ_6fD8

O nome do Pub em Bratislava é Alligator

R – Rapaz, eu acho muito engraçado quando essas coisas acontecem. De um cara deixar um comentário e vir logo outro embaixo pra poder responder. Essa do Pub, do cara saber o nome do lugar e ainda postar vídeo, confesso que me deixou meio impressionado 😉

4.1 – Bruno Bononi comentou no post”Hungria”:

Bacana o layout novo do Blog. Gostei Claúdio.

Ah, e se valer uma correção, você mandou uma redundância linda no início do texto. Hungria é um país europeu situado na europa, coisa do gênero.

E como você se esqueceu do John von Neumann como grande personalidade húngara? Se não fosse por ele, este blog, ou mesmo esta viagem não teriam existido!

hehehe

Só enchendo o saco mesmo. Procurei na Wikipedia para confirmar uma outra pessoa e descobri que o Von Neumann era húngaro, sem querer querendo.

^^

http://pt.wikipedia.org/wiki/Von_neumann

4.2 – Rita Araújo respondeu no mesmo post:

O que ele disse no inicio foi que a “Hungria é um país Europeu situado na Europa Central” lool.. Está bem escrito Bruno =P

Tavas distraido a ler =P

R – Professor Pasquale ficaria orgulhoso. Vai lá, agora corrige ela, tigrão!!! Eles que inventaram a língua!! Quero ver ter argumento agora!! uhaueheauheuhae

Oh Bononi!! Mas é claro! Como pude me esquecer do grande Von Neumann!?!? Um dos caras mais importantes da história da matemática. Valeu, Bruno, por ter citado o bicho!! Como eu podia ter esquecido!!

P.s: Alguém já ouviu falar deste corno na vida? Von Neumann?? Isso parece até nome de alemão! Nunca tinha ouvido falar, hehehe!!!

5 – Diego P. Rodrigues perguntou acerca desta camisa abaixo:

Onde é que tu arranjou essa camisa? kekekekeke Onde comprar? 😀

R – Taílândia, meu caro 😉

6 – Rob comentou no post “Hungria”:

Claudiomar, não sei se você já comentou, mas acho que o mais difícil nessa volta ao mundo toda não foram os apertos para conseguir cama e carona, nem as viagens pau-de-arara da Indochina ou do Oriente Médio, muito menos as gafes e as situações tensas ou estressantes.

Diga lá, o pior foi viajar sozinho a maior parte do tempo! Não foi não?

Cara, até eu que sou nerd quietão e tal ficaria deprimido se não tivesse alguém para poder comentar os causos na hora (ou até para ajudar, já que duas cabeças pensam melhor que uma), mas imagine você que é um esteriótipo de brasileiro extrovertido e boa praça. Diga lá, pessoas como a coração gelado e a polaca te salvaram a vida naqueles períodos da viagem né?

R – Cara, pior que não foi problema não. Eu viajava sozinho, mas sempre que chegava numa cidade nova conhecia alguém do Couchsurfing local e aí era só alegria. Eu viajava sozinho, mas a maioria do tempo eu sempre estava cercado de uma pancada de gente. Por isso que sempre era sussa… Como você mesmo falou, a Coração Gelado e a Gosia eu conheci por causa do Couchsurfing, né? 😉

Budapeste

Obs: Como no post passado não deu pra eu postar imagens (já que não as havia salvo no Pen Drive), esse post vai vir com um “pouquinho” a mais de fotos… 😛

Cara, Budapeste é uma cidade impressionante. Desde o primeiro dia até o último a cidade vai lhe encantando. Até hoje nutro o desejo de voltar lá pelo menos uma outra vez.

Plaquinha em amigável frente ao túnel (Tradução: O ar do túnel é poluído! Passagem de pedestres não é recomendada!). Sim, eu o atravessei e sobrevivi!! Sou invencível!

iquei em um couch de uma húngara que sabia falar português e era apaixonada pelo Brasil. Ela havia passado um ano por aqui por um intercâmbio do Rotary Club e foi super gente boa comigo, ficando mais do que agradecida quando a presenteie com alguns discos de MPB que eu ainda tinha comigo.

As duas principais “atrações”, se é que podemos dizer assim, pra mim em Budapeste foram o Parlamento Húngaro e o Castelo de Buda.

O Parlamento Húngaro é hoje o segundo maior Parlamento europeu e segundo eu li em alguns lugares, o maior edifício da Hungria (o que eu acho que é lenda, porque até São Luís, que não pode ter prédios altos por causa de uma legislação local, tem prédios de mais de 10 andares. Não é possível que na Hungria inteira não tenha algo maior que isso). Em frente ao Parlamento Húngaro há também uma homenagem aos mártires húngaros que morreram durante a Revolução Húngara de 1956. Nessa singela homenagem, há uma placa explicitando um pouco da opinião dos húngaros acerca do comunismo. Vale a pena dar uma lidinha, pra quem sabe um pouquinho de inglês…

Falando em comunismo, em Budapeste também visitei um Museu do Genocídio, com alguns instrumentos de tortura dos tempos de Stálin, inclusive aquele velho banquinho que eu havia descrito quando escrevia sobre a Lituânia… Incrível como esses comunistas não tinham muita criatividade…

Além do Parlamento Húngaro, há também o Castelo de Buda. Como não expliquei no post passado, acho melhor explicar o porquê desse nome do castelo. O nome Budapeste provém de uma fusão de dois nomes diferentes, Buda e Peste, que eram duas cidades separadas. No século XIX, elas duas se fundiram e deram origem hoje à cidade que leva o nome de Budapeste. O Castelo de Buda fica na parte onde era a cidade de Buda e por muitos séculos foi a residência oficial da realeza húngara.

Castelo de Buda
 

Saindo em Budapeste

Como nem tudo na vida de quem viaja são passeios históricos, era chegada a hora de sair. Na primeira noite, o Hugo (o francês que havia conhecido em Bratislava) havia chamado uma galera pra sair e tomar uma cerveja em algum pub da cidade. Detalhe, isso era SEGUNDA FEIRA. Eu fiquei meio que no receio, achava que ninguém ia aparecer. Que nada, brother!! Qual não foi a minha surpresa quando umas dez pessoas chegaram a passar por lá pra poder tomar uma cerveja com a gente.

Quando foi no outro dia, marcamos de sair com uma galera e fomos para uma baladinha que tocava salsa. Quando descobriram que eu era brasileiro, todo mundo ficou empolgado e ficou esperando que eu desse aquele show. Só esqueceram de contar para eles que a Salsa é uma dança que nasceu no Caribe, não no Brasil. Mas enfim, pra esse povo, Caribe, Argentina e América do Sul é tudo a mesma coisa. Lógico que eu não dei aquele show que estavam esperando, até porque eu aprendi a dançar salsa viajando, mas como não tinha nenhum expert na dança, acabou que eu saí como “o dançador de salsa” da noite. Engraçado eu dançando e a galera tentando seguir os meus passos…

Claudiomar, “o dançador de salsa” do Brasil…

Na outra noite fomos para um boteco encontrar com uma galera do couchsurfing de Budapeste. Tinha algumas mesas de totó e um som underground rolando que era bem legal. A única coisa que me chamou a atenção durante a balada foi que teve uma hora que eu tava tomando uma cerveja com um galera e senti uma coisa peluda roçando na minha perna. Isso dentro de uma balada. Fiquei meio curioso e quando fui ver era um CACHORRO (ou melhor, uma cachorra, como depois fui descobrir) debaixo da minha cadeira. Depois de um tempo observando que eu fui descobrir que ela era de um português que tava por lá. Rapaz, o cara gostava tanto dessa cachorra que andava com ela pra cima e pra baixo o dia inteiro. Pra onde ele ia, ele levava essa cachorra, nem que fosse pra uma balada. O bicho era gente boa demais e foi legal encontrar alguém pra poder falar um pouco de português.

No outro dia foi só arrumar as coisas e seguir de volta pra Viena.

Hungria

A Hungria é um país europeu situado na Europa Central e que faz fronteira com diversos países tais como Áustria, Eslováquia, Romênia, Ucrânia, Sérvia, Croácia e Eslovênia. Possui uma área de mais ou menos o tamanho do estado de Santa Catarina e uma população de 10 milhões de habitantes.

Durantes alguns anos, a Hungria foi um dos mais importantes e poderosos países europeus. Por um tempo compôs com a Áustria o gigantesco Império Austro-Húngaro e dominou grande parte da Europa Central e os Bálcãs. Mas, como nem todo mundo sempre faz escolhas certas, com a Hungria não poderia ser diferente. Duas guerras mundiais lutando do lado dos que foram posteriormente derrotados, fizeram com que um Império, que se extendia por toda a Europa, no final virasse um país do tamanho do Estado de Santa Catarina. Certa vez, conversando com um húngaro, quando viajava pela Tailândia, o bicho me falou que nunca tinha visto país tão azarado ou imbecil como a Hungria, já que todo país entra numa guerra pra sair melhor, só a Hungria que conseguia perder quase que 80% do território em menos de 40 anos.

Pois é. A Hungria foi do céu ao inferno depois das grandes guerras mundiais. De país imperialista com países satélites e coisas assim, a Hungria passou a país dominado e colônia de fato da União Soviética. Durante a dominação comunista, os húngaros puderam sentir o “sabor” de viver sobre o regime de Stálin e até tentaram lutar por alguma liberdade depois da morte do grande tirano, mas infelizmente foram massacrados. Depois de 1991, com o esfacelamento da União Soviética, tornou-se um país independente de fato e em 2004 ingressou formalmente na União Européia, apesar de ainda não possuir o Euro como moeda oficial.

Entre os húngaros ilustres que posso lembrar, acho que o mais famoso hoje em dia é o George Soros , mega-investidor (ou mega-especulador, como preferir) húngaro, voz atuante nos fóruns econômicos mundiais e a perfeita personificação do diabo para a esquerda. Além de Soros, é húngaro também o inventor da caneta esferográfica e o inventor do cubo mágico ou cubo de Rubik.

A Hungria durante o começo do século XX foi considerada uma potência no futebol em grande parte devido ao maior herói húngaro, o falecido jogador de futebol Ferenc Puskás, um dos melhores jogadores de futebol que já existiram. A Hungria detém o recorde de medalhas de ouro olímpico no futebol (Foi campeã três vezes: 1952, 1964 e 1968. O Brasil nunca ganhou uma medalha de ouro em Olimpíadas, bom lembrar) e o recorde das duas maiores goleadas em Copas do Mundo (10X0 sobre El Salvador e 9X0 sobre a Coréia do Sul). A Hungria é famosa também por ser uma potência no pólo aquático, Deus sabe porque, já que lá faz um frio miserável. Eu não sei quem é o louco que gosta de treinar em uma piscina por lá.

A sua capital é Budapeste e foi, sem sombra de dúvidas, a cidade mais bonita que eu visitei quando estive na Europa. Budapeste foi amor a primeira vista. Cara, como eu tinha prazer em ficar caminhando por aquelas ruas da cidade. Passei lá três dias e foram três saindo cedo de casa e só voltando a noite. Eu ficava passeando pela cidade sem fazer nada. Só admirando as suas vielas e as suas construções. Cara, que experiência agradável, viu? Até hoje nutro a vontade de voltar pra lá nem que seja pra poder só ficar zanzando de um lado pra outro novamente. Budapeste é também famosa devido à novela homônima de Chico Buarque, livro que até virou um filme. Se eu vi o filme? Vi sim! O que achei? Bem, acho que Chico Buarque compõe músicas muito bem. É o máximo que posso falar…

Hospedagem em Bratislava – Meu couch

Cara, por incrível que pareça, conseguir um couch em Bratislava me deu um certo trabalho. Eu realmente não estava esperando que fosse tão difícil, pois Bratislava não é lá um lugar que muitas pessoas desejam viajar quando estão pela Europa. Acabou me tomando quase uma semana pra poder conseguir um couch. Dentre um dos motivos acho que é porque a comunidade do Couchsurfing é muito pequena por lá.
O céu mais azul que eu vira em meses de Europa Oriental
De qualquer maneira, consegui um couch com uma menina que tinha um profile, no mínimo, esquisito. Ela na foto tava toda torta, fazendo um movimento meio doido de yoga e nas suas descrições ela pedia algumas coisinhas meio singelas e recorrentes, entre elas que ninguém entrasse no seu apartamento com nenhum pedaço de animal morto lá dentro. “Até porque uma das coisas mais comuns no Couchsurfing é que quando você chega na casa de alguém você a presenteia com uma ovelha degolada (confira a história aqui) . Ainda bem que ela falou antes que não gostava” – eu pensei. Depois que eu li aquilo que eu fui me tocar que a mina era quase que uma vegetariana fanática e realmente não aceitava que pessoas comessem nenhum tipo de carne ou vestissem roupas provenientes de um animal dentro da sua casa. Filé, pra mim não tinha problema. Era só comer no Mac Donald´s todo dia, hahahaha.
Quando ela me aceitou e disse que eu poderia ficar na sua casa, falou que tinha um problema. Eu teria que dividir o couch com um outro couchsurfer que já havia pedido antes de mim. Trocando em miúdos, ele iria dormir na cama e eu iria dormir no sofá. Até aí sem problemas, pra mim tudo é festa. O outro, e mais grave, problema era que ela dizia que tinha um gato no apartamento e ele tinha livre trânsito por lá. Que se eu tivesse alergia a pelos de gatos, que não fosse pra lá. Bem, eu MORRO de alergia de pelo de gato, mas, fazer o que? Eu não tava conseguindo nenhum lugar pra ficar, tinha que ser lá mesmo.
O gato era muito folgado. O bicho realmente tinha livre trânsito pela casa. Quando a gente ia comer, e puxava a cadeira da mesa pra isso, lá estava ele deitado dormindo na paz dos justos. Quando eu ia dormir, tinha que tirá-lo de cima do meu travesseiro no sofá, pois o bichano só dormia em cima de coisas fofas (isso, claro, sem a Suzana ver, porque se ela visse era capaz de ela mandar eu dormir no chão pra não acordar o gatinho dela). Vocês sabem que gato não bebe água parada, né? Pois então, ele tinha todo um jeito peculiar de beber água corrente…

E ai de quem fechasse essa torneira
Eu só me perguntava se o gato dela também só comia alface. Gatos são bichos carnívoros, o que será que ela dava pro bicho comer? Será se ele só comia do lado de fora? Tirando problemas com gatos, o principal problema mesmo foi pra poder conseguir chegar na casa dela. Ela morava em um bloco de apartamentos (só um adendo. Em ex-países comunistas, parece que TODO mundo mora em blocos de apartamentos) e não tinha uma placa nas portas dos apês dizendo quais eram os números dos apartamentos. Resultado? Cara, sem brincadeira, fiquei uma QUATRO horas pra poder achar o lugar até que alguém que entendia inglês me ajudou a achar o lugar. Até cartão telefônico eu comprei, só que, inexplicavelmente, não consegui usar.
Dormindo no sofá, aproveitando que o gato não estava por perto querendo tomar meu lugar

 

De qualquer maneira consegui achar e fiquei conversando com a host enquanto o outro couchsurfer não chegava. Só foi engraçado que quando o Hugo, o outro couchsurfer, chegou, a gente foi sentando na mesa e começando a conversar. Rapaz, na hora o menino me tira um sanduíche de frango e começa a se deliciar no meio da mesa da Suzana (a host). Rapaz, a menina ficou uns dois segundos olhando pra ele com uma cara de “EU NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO” e ele sem entender o que estava acontecendo. Até que na hora ela gritou: “PRA FORA COM ESSE SANDUÍCHE DE FRANGO!!”. Rapaz, o cara levou um susto tão grande que até jogou ele pela janela ao mesmo tempo enquanto pedia desculpas por não lembrar que ela havia pedido que ninguém comesse nada com carne na casa dela.
Depois de tudo de boa, como não queríamos perder tempo, já fomos logo articulando como seria a nossa primeira balada em Bratislava. A Suzana falou que iria chamar mais uma amiga (hummm…) e que nós quatro iríamos pra uma das mais tradicionais baladas em Bratislava. Uma balada que rolava embaixo do principal ponto turístico da cidade, o castelo de Bratislava. Ãhn? Como assim? A balada era dentro ou EMBAIXO do castelo? Sim, amigão, isso mesmo que você leu. A balada era EMBAIXO do castelo de Bratislava. Mas como isso é possível, vai ser nas masmorras? – nos perguntávamos.
Indo para balada
A Suzana explicou pra gente que durante o auge da Guerra Fria, os comunistas procuravam algum lugar pra poder se esconder caso ocorresse uma hecatombe nuclear entre União Soviética e Estados Unidos. Que lugar seria o último que os inimigos iriam procurar por eles? Sim, isso mesmo que você pensou. Debaixo de um morro em um dos principais pontos turísticos da cidade, o castelo de Bratislava. Sim, e onde entra a balada nisso? Eu não sei se isso é realmente muito esperto ou não, mas os caras resolveram fazer um BUNKER (casamata, construção fortificada) à prova de explosão nuclear embaixo do castelo para que a alta cúpula lá pudesse se reunir caso sofresse uma agressão estrangeira.
Se liga na portinha do Bunker
Entrada do Bunker
Bem e daí? E daí que felizmente não ocorreu nenhuma hecatombe nuclear, a URSS se esfarelou e hoje a Eslováquia é uma democracia liberal com economia de mercado. E por ser uma democracia liberal com economia de mercado, alguns eslovacos viram ali uma boa oportunidade de ganhar dinheiro e resolveram transformar o bunker em uma balada. Balada sensacional, diga-se de passagem.
Fiquei com a ficha 171
Cara, lá dentro era MUITO louco. A música era doida demais, a cerveja barata e a galera pirada. Chegamos na balada umas 11 da noite e só fomos conseguir voltar pra casa quase cinco da manhã. Isso, claro, nós supomos, já que ninguém lembra PATAVINAS de como chegamos em casa de tão doido que estávamos. A gente só supôs isso porque a amiga da Suzana mandou uma mensagem pra uma outra amiga às 4:30 da manhã dizendo que estava muito louca e que ia chegar em casa mais ou menos umas cinco da manhã. Noite difícil essa. Mas mais difícil foi enfrentar a situação que tive de enfrentar quando acordei. Sem sombra de dúvidas uma das coisas MAIS ENGRAÇADAS E INUSITADAS de toda a minha viagem. Não percam os próximos capítulos…

Eu e Hugo. Antes que os engraçadinhos digam besteira, meu olho estava vermelho era da alergia do gato, não era por causa de maconha não

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Viajando pela Eslováquia

A Eslováquia é um pequeno país da Europa Central com uma população de cinco milhões e meio de habitantes (um pouco menos que o estado do Maranhão) apesar de possuir uma área um pouco maior que a do Espírito Santo. Durante toda a sua história os eslovacos não tiveram um país independente e viveram sob o domínio de algum Império específico sendo o Soviético o último antes deles, pela primeira vez, se tornarem um país independente de fato.

Este país é proveniente da divisão da antiga Tchecoslováquia que, como o próprio nome já deixa claro, era composto pela junção da República Tcheca e da Eslováquia. A Eslováquia era meio que um “primo-pobre” do antigo país já que todos conhecem ou já ouviram falar da República Tcheca ou de Praga, enquanto que todo mundo confunde Eslováquia com Eslovênia.

Pelo mapa vê-se o quanto era fácil se orientar pela Eslováquia

A Eslováquia é um país membro da União Européia e quando eu viajava por lá a sua moeda era a coroa eslovaca. Hoje a Eslováquia faz parte da zona do Euro e conseqüentemente a sua moeda corrente já é a mesma da União Européia. Hoje o país possui uma das menores taxas de desemprego da Europa (No passado era de quase 20%, hoje é de mais ou menos 8%. Só para ilustrar, a taxa de desemprego da Espanha é de 19%). Crescimento da Economia? Poderia até ser, já que o país, antes da crise, possuía taxas de crescimento próximas às chinesas, o que é uma raridade, pois na zona do Euro dificilmente um país cresce a 5%. Mas não, não é por causa da taxa de crescimento. Um dos principais motivos que levaram a uma queda tão abrupta da taxa de desemprego do país foi que grande parte da população eslovaca, buscando melhores oportunidades de emprego e salário, emigrou do país quando ele começou a fazer parte da Zona do Euro.

Antigas coroas eslovacas
Na Eslováquia mesmo eu só fui para Bratislava, a capital. É uma cidade bem charmosinha e muito pequenina, me lembrando bastante a capital da Eslovênia (post sobre a Eslovênia aqui). Cheguei num sábado a tarde e parecia não haver ninguém nas ruas da cidade, apenas quando entrei num supermercado pra poder comprar algumas coisas que eu pude ver alguém lá por dentro. Pra falar a verdade parecia era que a cidade INTEIRA tava dentro daquele supermercado tamanho o tanto de gente que havia por lá.

Outro ponto interessante que merece ser citado é que as mulheres de lá são MUITO gatinhas, brother. Parece um bando de bonequinhas, gatinhas demais.
Enfim, experiência ou não. Sim, elas eram bem bonitinhas.
A cidade não tinha nenhuma atração que valesse você passar uma semana por lá. A minha própria host (que falarei no próximo post) quando eu cheguei por lá disse que Bratislava não valia mais do que uma tarde de caminhada pra poder ver tudo. Lá tinha um castelo, que estava longe de ser mais interessante do que os outros castelos que visitei pela Europa (e olha que eu nem visitei os mais badalados) e algumas ruas num estilo meio gótico, mas nada que se comparasse a Praga.
O castelo dos bichos é tão, mas tão importante pra eles, que eles simplesmente o usam para escorar um out-door em comemoração ao Euro que estava para chegar (brincadeira, o castelo tava de reforma mesmo)
Trocando em miúdos. Ruim passar por lá não era. A cidade apesar de pequenina tinha o seu charme e as baladinhas até que foram legais. Mas engraçado mesmo foi o couch que fiquei, história que deixo pra contar depois.
Bratislava vista de cima do castelo
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A caminho de Bratislava

Programei-me direitinho para poder ficar os dias da semana em Viena e depois pegar um fim-de-semana em Bratislava, capital da Eslováquia, onde a galera falava que sempre rolavam umas baladas violentas. Quando estava checando como fazer pra poder viajar de Viena até Bratislava foi até engraçado. Descobri que menos de cem quilômetros separavam as duas cidades, uma era quase que colada com a outra apesar de serem capitais de dois países diferentes.

Agradeci a hospitalidade da Sigh e da Dani e comecei a fazer uns planos pra poder ir pra Bratislava de carona. Até cheguei a anotar em uma folha de papel “Bratislava” pra poder ir pro meio da rua pedir carona e não ter que pagar passagem pra fazer o trajeto. No entanto acabei desistindo porque era muito barato fazer o trajeto, seis euros, e muito rápido, menos de uma hora. Comecei a pensar que não valia o trabalho de ter que gastar algumas horas pesquisando os melhores lugares pra poder pedir carona, gastar algum tempo tentando chegar no fim da cidade pra poder me posicionar (cara, andar de transporte público na maioria das cidades, fora do horário de pico, costuma ser de boa. Isso, claro, se você precisa ir pra algum lugar que todo mundo costuma ir. Agora tente imaginar como é que se faz pra chegar DE ÔNIBUS no final da cidade que você mora, o local onde passa a rodovia? Duvido que alguém aí saiba como se faz. Sempre era complicado conseguir achar o lugar certo pra poder pegar carona…) e depois ficar mais uma ou duas horas esperando a carona, tudo isso pra economizar uns quinze reais. Decidi ficar de boa e ir logo pegar essa droga desse busão que sairia bem mais fácil.
Pedi pra deixar algumas mochilas minhas na casa das meninas (haja vista que, sempre bom lembrar, eu iria voltar pra Viena pra pegar meu vôo pro Cairo) e segui em direção à estação de ônibus pra poder seguir viagem. Durante o caminho até a fronteira ocorreu algo bem interessante. Cara, é impressionante como você sente a diferença quando cruza a fronteira da Áustria e entra na Eslováquia. Mesmo se eu não pudesse ler as placas dizendo “Volte sempre à Áustria” e “Bem-vindo à Eslováquia” seria possível ver que eu havia cruzado a fronteira entre os dois países. Parece que você está saindo de um mundo e entrando em outro, tamanha a diferença da riqueza aparente entre os países. Na Áustria o busão sempre trafega por pistas duplas, todas asfaltadas, com umas casinhas bem-arrumadinhas e pintadinhas pela estrada. Isso a Áustria, sempre bom lembrar. É só você cruzar a fronteira que parece que jogaram uma bomba no outro lado. As casas são tudo caindo aos pedaços, a estrada fica esburacada e em vários lugares de mão única. É mais ou menos como você sair dos Estados Unidos e entrar no México. Guardada as devidas proporções, é claro. É meio complicado descrever isso apenas com palavras que escrevo aqui no blog, mas se vocês pudessem presenciar como eu presenciei, saberiam do que eu estou falando. Interessante perceber como diferenças econômicas podem ser tão aparentes como naquela fronteira.

Cerimônia de extinção dos postos de fronteira entre Eslováquia e Áustria em 2007


Enfim, a viagem transcorreu muito bem, até porque ela foi bem curta. Chegando em Bratislava que foi o leriado grande pra poder conseguir achar o couch onde eu iria ficar, mas isso fica pro próximo post.

Comentários Comentados

1) Contra comentou/perguntou no post sobre Roma:


Nossa, andar de moto ess adistância toda??

Isso que é pique…

E pdoe ter certeza, a idéia de ir caminhando, já deve ter sido cogitada.Já já você encontra alguém huahua.

E po Claudiomar, não me respondeu uma pergunta que fiz la nos posts do Líbano.
Você sofreu algum tipo de discriminação ou agressão pro parte de nacionalistas/neo nazistas em algum momento da viagem??

R – Cara, foi mal por não ter respondido a tua mensagem antes. Algumas pessoas fazem perguntas, eu deixo pra responder depois, embola tudo e no final acaba que eu esqueço de comentar umas perguntas por aí. Foi por isso.

Mas então, “Contra”, respondendo sua pergunta. Cara, eu não cheguei a sofrer qualquer tipo de problemas com neonazistas quando estava viajando não. Pra falar a verdade eu não lembro é nem de ter visto algum deles por todos os países que viajava. Indo mais longe ainda, acho que a única vez que realmente lembro de ter visto alguns caras metidos a skinheads, neo-nazistas ou algo assim na minha vida foi uma vez quando estava numa praia no Maranhão e começou a passar uma parada gay por lá. Lembro que a gente ficou assistindo a parada (velho, é algo bem engraçado) e depois de um tempo apareceram uns caras, que eu não tenho A MÍNIMA IDEIA de onde, com umas roupas cheias de espinhos, cabelos raspados e começaram a seguir a parada de uma maneira meio provocativa, mas nada ocorreu. Isso foi uma ÚNICA vez, no MARANHÃO, que eu vi algo parecido e depois nunca mais. Eu achei até engraçado isso. Viajei pela Europa, pela Alemanha e nunca me senti um dedo ameaçado, mas no Maranhão essas figuras me aparecem. Não sei, acho que a mídia meio que exagera demais acerca dessas paradas de neo-nazistas na Europa. Uns três ou quatro malucos resolvem fazer uma passeata ou algo assim, os holofotes caem em cima deles e lá vai a gente ficar com medo. Neonazistas tem em todo canto, até em Israel, dá só uma olhada nessa reportagem aqui. Eu acho que é por isso que algumas pessoas tem algum receio. O único país que eu ouvi falar que parece que você precisa ter cuidado quando viaja é a Rússia, principalmente Moscou, mas isso eu só ouvi falar.

2) @Ronaldo_Castor comentou no post de “Florença” sobre o fato de eu ter preferido ir dormir do que descer pra ir ver uma mulher que estava embaixo do prédio e que provavelmente queria me dar uns pegas:

Maranhão… não necessariamente nesta ordem:


1º – a mulher do cara do absinto (até compreensível);
2º – a “lésbica” que viajava com você;
3º – Espanhola dando moral e vc não desce…

Sei não… acho que o tal do guaraná jesus ta virando fanta mesmo

hehehehe
Abraço

2.1) Junior também comentou”:


Rapa… teu histórico com a mulherada na viagem ta afro-brasileiro…
DORMIR? mulher no ponto, so pra vc correr pro abraço e tu QUER dormir? eh pra kbar… ehui aeh aeiuhaeiaeh

R – Cara, eu vivo dizendo que o fato de eu escrever sobre as minhas “não-pegadas” na Europa vão acabar me rendendo fama de baitola aqui por esse blog. Essa galera não perdoa mesmo. Mas enfim, eu falei e repito, eu não me arrependo nem um pouco de ter deixado de ir lá embaixo pra poder ficar com a mulher. No outro dia estava bem disposto em Veneza e foi super da hora! Se pudesse faria de novo! E pode me chamar de viado o tanto que quiser, hahahaha.

3) Laíse has left a new comment on your post “Encontros inusitados“:

Eu sou menina e já faz um bom tempo que eu leio seu blog 😀 se a gente se esbarrar por aí pode ter certeza que eu tiro foto contigo hehehe, aproveitando que é o meu 1º comentário aqui posso te perguntar se foi difícil largar o teu emprego pra começar a viajar?? porque agora eu to parada mas talvez essa semana eu já comece a trabalhar numa empresa onde eu tenho chance de progredir…mas assim como vc eu tenho esse sonho de volta ao mundo, então uma hora eu vou ter que escolher…eu sei que emprego publico da pra ficar afastado por 2 anos mas privado no way…


Que conselho vc me daria??


Abraços Gaúchos pra ti 😀

R – Olha só, rapaz! Não é que mulher também lê esse blog aqui? Então, Laíse, você não deixou muitas informações acerca de você, mas presumo que você seja uma pessoa jovem. Laíse, você nem trabalhando está e está com receio de sair viajando por aí? Ãhn? Como assim!?!?!?? Sério, essa é a hora perfeita pra você botar a mochila nas costas e sair por aí viajando. Se não for agora vai ser quando? Quando você tiver casada? Com filhos? Quando estiver idosa? Acho que às vezes a gente fica postergando as coisas que queremos fazer por um receio que nem sabemos qual e quando vemos, a vida já passou. É sempre bom lembrar que a vida não é tão longa e cada dia que passa você adquire mais responsabilidades. Vai, viaja! Quando você voltar você consegue outro emprego! Você vai ter uma experiência de vida impressionante além de que vai voltar falando um inglês rasgado, o que é muito valorizado num país que é MUITO difícil achar alguém que fale uma segunda língua. Eu não pensaria duas vezes se fosse você. Quando chegar, você vai ficar um pouco na merda, como eu fiquei, mas vê que depois você estabiliza sua vida novamente e já vai querer voltar a viajar 🙂


4) Marcos has left a new comment on your post “Áustria“:

Tinha que ser um nordestino mesmo para não achar nada demais em Viena.

4.1) Bruno Bononi has left a new comment on your post “Áustria“:

Só uma pequena correção aí caro Maranhão.

O Beethoven (Estou falando desse homem aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven ) nasceu na Alemanha. Atual cidade de Bonn, que por sinal foi capital da Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria.

A época do nascimento, pelo que li, lá era o Sacro império Germânico.

No mais, puta merda, falar que Viena é só mais uma cidade européia é mesmo foda. Teu negócio é mesmo um burrico, um canguru apaixonado. Ou mesmo um indiano bem bigodudo.

hehehe =P

Abração

R – Cara, esse post eu achei até engraçado. Tiveram três comentários e os três foram só pra me xingar pelo o que eu falei de Viena. De eu não ter gostado de lá e não ter achado nada demais. Eu vi que todo mundo me xingou e o caramba, mas ninguém acabou falando o que de tão fantástico tem por lá. Ainda fico esperando o que há pra um mochileiro fazer de tão interessante naquela cidade. Ir a cafés? Óperas? Balés? Desfiles de Moda? Museus de Arte Moderna? Ah, pera lá, cara! Viena pode até ter um outro prédio legalzinho pra se bater uma foto, mas nada que se compara com os outros locais que eu passei e que já postei no blog. Viena tem show de ping-pong? Tem construções milenares? Tem uma pirâmide no meio da cidade como em Cairo no Egito? Dá pra mergulhar no meio de recifes como em Ko Tao na Tailândia? Tem visões de perder o fôlego como em Bali? O que diabos tem nessa cidade que valeria eu pagar uma passagem de avião direto do Brasil pra lá pra poder passar uma semana? Não tou falando que não vale a pena visitar. Se você tiver ali pelo caminho, vale até dar uma passada, mas mudar todo o roteiro como eu fiz pra poder viajar a Bali ou faria pra viajar a Dubai aí já é demais, né? Por essas e outras que eu falo, Viena pra mim é só mais uma capital européia. Bate uma foto de uma igreja gigantesca aqui, um ou outro palácio ali e segue, próxima cidade. Nada que me faria suspirar ou ter planos de voltar pra lá um outro dia.

E sim… Eu confundi Mozart com Beethoven. Mozart que é austríaco… Falha nossa! 🙂

Obs: Tirinhas da piada do Djalmão, não sei quem já conhecia…