Comentários Comentados

1) Contra comentou/perguntou no post sobre Roma:


Nossa, andar de moto ess adistância toda??

Isso que é pique…

E pdoe ter certeza, a idéia de ir caminhando, já deve ter sido cogitada.Já já você encontra alguém huahua.

E po Claudiomar, não me respondeu uma pergunta que fiz la nos posts do Líbano.
Você sofreu algum tipo de discriminação ou agressão pro parte de nacionalistas/neo nazistas em algum momento da viagem??

R – Cara, foi mal por não ter respondido a tua mensagem antes. Algumas pessoas fazem perguntas, eu deixo pra responder depois, embola tudo e no final acaba que eu esqueço de comentar umas perguntas por aí. Foi por isso.

Mas então, “Contra”, respondendo sua pergunta. Cara, eu não cheguei a sofrer qualquer tipo de problemas com neonazistas quando estava viajando não. Pra falar a verdade eu não lembro é nem de ter visto algum deles por todos os países que viajava. Indo mais longe ainda, acho que a única vez que realmente lembro de ter visto alguns caras metidos a skinheads, neo-nazistas ou algo assim na minha vida foi uma vez quando estava numa praia no Maranhão e começou a passar uma parada gay por lá. Lembro que a gente ficou assistindo a parada (velho, é algo bem engraçado) e depois de um tempo apareceram uns caras, que eu não tenho A MÍNIMA IDEIA de onde, com umas roupas cheias de espinhos, cabelos raspados e começaram a seguir a parada de uma maneira meio provocativa, mas nada ocorreu. Isso foi uma ÚNICA vez, no MARANHÃO, que eu vi algo parecido e depois nunca mais. Eu achei até engraçado isso. Viajei pela Europa, pela Alemanha e nunca me senti um dedo ameaçado, mas no Maranhão essas figuras me aparecem. Não sei, acho que a mídia meio que exagera demais acerca dessas paradas de neo-nazistas na Europa. Uns três ou quatro malucos resolvem fazer uma passeata ou algo assim, os holofotes caem em cima deles e lá vai a gente ficar com medo. Neonazistas tem em todo canto, até em Israel, dá só uma olhada nessa reportagem aqui. Eu acho que é por isso que algumas pessoas tem algum receio. O único país que eu ouvi falar que parece que você precisa ter cuidado quando viaja é a Rússia, principalmente Moscou, mas isso eu só ouvi falar.

2) @Ronaldo_Castor comentou no post de “Florença” sobre o fato de eu ter preferido ir dormir do que descer pra ir ver uma mulher que estava embaixo do prédio e que provavelmente queria me dar uns pegas:

Maranhão… não necessariamente nesta ordem:


1º – a mulher do cara do absinto (até compreensível);
2º – a “lésbica” que viajava com você;
3º – Espanhola dando moral e vc não desce…

Sei não… acho que o tal do guaraná jesus ta virando fanta mesmo

hehehehe
Abraço

2.1) Junior também comentou”:


Rapa… teu histórico com a mulherada na viagem ta afro-brasileiro…
DORMIR? mulher no ponto, so pra vc correr pro abraço e tu QUER dormir? eh pra kbar… ehui aeh aeiuhaeiaeh

R – Cara, eu vivo dizendo que o fato de eu escrever sobre as minhas “não-pegadas” na Europa vão acabar me rendendo fama de baitola aqui por esse blog. Essa galera não perdoa mesmo. Mas enfim, eu falei e repito, eu não me arrependo nem um pouco de ter deixado de ir lá embaixo pra poder ficar com a mulher. No outro dia estava bem disposto em Veneza e foi super da hora! Se pudesse faria de novo! E pode me chamar de viado o tanto que quiser, hahahaha.

3) Laíse has left a new comment on your post “Encontros inusitados“:

Eu sou menina e já faz um bom tempo que eu leio seu blog 😀 se a gente se esbarrar por aí pode ter certeza que eu tiro foto contigo hehehe, aproveitando que é o meu 1º comentário aqui posso te perguntar se foi difícil largar o teu emprego pra começar a viajar?? porque agora eu to parada mas talvez essa semana eu já comece a trabalhar numa empresa onde eu tenho chance de progredir…mas assim como vc eu tenho esse sonho de volta ao mundo, então uma hora eu vou ter que escolher…eu sei que emprego publico da pra ficar afastado por 2 anos mas privado no way…


Que conselho vc me daria??


Abraços Gaúchos pra ti 😀

R – Olha só, rapaz! Não é que mulher também lê esse blog aqui? Então, Laíse, você não deixou muitas informações acerca de você, mas presumo que você seja uma pessoa jovem. Laíse, você nem trabalhando está e está com receio de sair viajando por aí? Ãhn? Como assim!?!?!?? Sério, essa é a hora perfeita pra você botar a mochila nas costas e sair por aí viajando. Se não for agora vai ser quando? Quando você tiver casada? Com filhos? Quando estiver idosa? Acho que às vezes a gente fica postergando as coisas que queremos fazer por um receio que nem sabemos qual e quando vemos, a vida já passou. É sempre bom lembrar que a vida não é tão longa e cada dia que passa você adquire mais responsabilidades. Vai, viaja! Quando você voltar você consegue outro emprego! Você vai ter uma experiência de vida impressionante além de que vai voltar falando um inglês rasgado, o que é muito valorizado num país que é MUITO difícil achar alguém que fale uma segunda língua. Eu não pensaria duas vezes se fosse você. Quando chegar, você vai ficar um pouco na merda, como eu fiquei, mas vê que depois você estabiliza sua vida novamente e já vai querer voltar a viajar 🙂


4) Marcos has left a new comment on your post “Áustria“:

Tinha que ser um nordestino mesmo para não achar nada demais em Viena.

4.1) Bruno Bononi has left a new comment on your post “Áustria“:

Só uma pequena correção aí caro Maranhão.

O Beethoven (Estou falando desse homem aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven ) nasceu na Alemanha. Atual cidade de Bonn, que por sinal foi capital da Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria.

A época do nascimento, pelo que li, lá era o Sacro império Germânico.

No mais, puta merda, falar que Viena é só mais uma cidade européia é mesmo foda. Teu negócio é mesmo um burrico, um canguru apaixonado. Ou mesmo um indiano bem bigodudo.

hehehe =P

Abração

R – Cara, esse post eu achei até engraçado. Tiveram três comentários e os três foram só pra me xingar pelo o que eu falei de Viena. De eu não ter gostado de lá e não ter achado nada demais. Eu vi que todo mundo me xingou e o caramba, mas ninguém acabou falando o que de tão fantástico tem por lá. Ainda fico esperando o que há pra um mochileiro fazer de tão interessante naquela cidade. Ir a cafés? Óperas? Balés? Desfiles de Moda? Museus de Arte Moderna? Ah, pera lá, cara! Viena pode até ter um outro prédio legalzinho pra se bater uma foto, mas nada que se compara com os outros locais que eu passei e que já postei no blog. Viena tem show de ping-pong? Tem construções milenares? Tem uma pirâmide no meio da cidade como em Cairo no Egito? Dá pra mergulhar no meio de recifes como em Ko Tao na Tailândia? Tem visões de perder o fôlego como em Bali? O que diabos tem nessa cidade que valeria eu pagar uma passagem de avião direto do Brasil pra lá pra poder passar uma semana? Não tou falando que não vale a pena visitar. Se você tiver ali pelo caminho, vale até dar uma passada, mas mudar todo o roteiro como eu fiz pra poder viajar a Bali ou faria pra viajar a Dubai aí já é demais, né? Por essas e outras que eu falo, Viena pra mim é só mais uma capital européia. Bate uma foto de uma igreja gigantesca aqui, um ou outro palácio ali e segue, próxima cidade. Nada que me faria suspirar ou ter planos de voltar pra lá um outro dia.

E sim… Eu confundi Mozart com Beethoven. Mozart que é austríaco… Falha nossa! 🙂

Obs: Tirinhas da piada do Djalmão, não sei quem já conhecia…

Áustria




Bandeira austríaca. Qual a explicação das cores? Bem, tem a chata de sempre (são as cores da família real e blá blá blá) e a bem legal que um amigo austríaco me contou. A história seria mais ou menos assim. Diz ele que a bandeira é dessa maneira por causa de algo que ocorreu durante uma das batalhas mais sangrentas pra poder fundar a Áustria. Diz ele que um dos mais valorosos guerreiros, daquilo que seria a Áustria, lutava nu (sim, rapaz! O cara era valoroso mesmo!) vestindo apenas um cinto (devia ser pra dar sorte). A batalha foi bastante selvagem e depois de dias batalhando sem parar (qualquer semelhança com Rambo é mera coincidência) eles conseguiram a vitória. O guerreiro, totalmente coberto de sangue, pra poder comemorar foi lá e arrancou o cinto dele (liberou geral!!!) e essa foi a imagem que ficou como símbolo, o cara todo vermelho, com uma única parte branca (que era a cor da pele dele), sendo o cinto o único local que estava vestido durante a batalha e portanto não sujo de sangue. Eu particulamente prefiro mais essa. Mais macho que esse só o Shiva mesmo…

A Áustria é um pequeno país germânico, situado na chamada “Europa Central” e foi o que restou do gigantesco Império Austro-Húngaro dos Habsburgos. Apesar de hoje ter perdido grande parte do prestígio dos tempos do Império, a Áustria ainda é um importante país europeu. Possui uma população de quase nove milhões de pessoas e o oitavo maior PIB per capita do planeta.

Em frente a Catedral de Santo Estêvão, um dos principais cartões-postais de Viena.
Devido ao seu relevo montanhoso e frio, milhões de turistas costumam visitar o país para esquiar e fazer snowboarding, apesar de muitos nativos de lá nunca na vida terem visto um côco ou um coqueiro na vida(para ler a história, clicar aqui). O turismo é a principal fonte de renda da Áustria e responde pela maior parte do seu PIB.
Grandes contribuições para a humanidade são provenientes deste país. Beethoven e Sigmund Freud nasceram em solo austríaco assim como outros grandes gênios que estudamos durante o nosso segundo grau principalmente em física, como Doppler, Schrödinger, Wolfgang Pauli. É também austríaco o pioneiro do estudo da Genética, o monge Mendel com suas ervilhas . Tem também o nosso amigo, Schwarzenegger, hoje governador da Califórnia. Pra não dizer que só tem coisas boas por lá, Adolf Hitler era austríaco e não alemão. Apesar de passar um tempão pensando aqui, acho que a empresa mais famosa da Áustria é a Red Bull mesmo 😛

Apesar de muitas pessoas confundirem e achar que é mesma coisa, Áustria não é Austrália! Isso é uma coisa bem engraçada e eles acabam fazendo piada com isso. Quando eu viajava pela Áustria, vi em algumas lojinhas para turistas camisetas sendo vendidas com a seguinte frase: “No Kangaroos in Austria”.
Um austríaco que chegou a viajar comigo quando eu estava lá pelo norte da Índia me contou uma história bem engraçada. Diz ele que quando viajava pela Índia, um motorista de uma riquixá perguntou a ele de onde ele era. Quando ele falou que era da Áustria, o motorista ficou todo contente e disse que ele vinha de um país muito bonito, que sempre quis visitar Sydney, mas nunca teve oportunidade. Não adiantou nada ele falar pro motorista que era Áustria e não Austrália, acabou deixando o motorista mais confuso ainda. Depois de um tempo o motorista não entendia mas porque o meu amigo ficava tanto tempo falando “eu vim da Áustria, sou austríaco!” que acabou mudando de assunto. Ele falou que até já acostumou com isso.
Sede do Poder Legislativo da Áustria
A capital da Áustria é Viena. Assim como Zurique, faz parte do rol de cidades da Europa que eu nunca fiz questão de visitar e só acabei indo porque elas faziam as melhores escalas pro Egito, partindo da Europa, pela minha passagem de volta ao mundo. Como eu teria que passar lá de qualquer jeito, pagar a taxa de embarque de qualquer jeito, resolvi ficar alguns dias por lá e “ver de qual é”. Não vou dizer que me arrependi, mas também não foi aquela coisa que eu dissesse: Nossa que coisa inacreditável. Viena pareceu ser só mais uma cidade européia, bem arrumada, bem limpa, com os serviços públicos funcionando, alguns prédios arquitetônicos bem construídos e nada mais. A única coisa que realmente valeu a pena foi o couch que foi muito bom, as pessoas que conheci foram realmente bem legais, mas tirando isso nada demais.

Os europeus e suas manias de colocarem estátuas de gente se espancando em frente de construções importantes. Meu Deus, porque esse povo não descarrega toda essa testoterona jogando um futebolzinho?
As estátuas de cima estão em frente a uma das entradas do Palácio Imperial de Hofburg
Bem, cara, acho que no mais é isso. Vou deixar para falar mais de Viena quando começar o post específico sobre ela.
Mais algumas fotos do Palácio de Hofburg

Veneza – Apesar de clichê, vale muito a pena visitar!

Ah Veneza!
Cara, quando desci da estação de trem e pisei meus pés pela primeira vez naquela cidade eu não acreditava que estava lá. Eu estava em Veneza! A cidade-palafita mais famosa e chique do mundo. O destino preferido dos enamorados! Cara, até hoje eu me questiono se realmente visitei a cidade, viu? Veneza é linda DEMAIS! É fantástica! Imagine uma cidade onde as pessoas apenas trafegam a pé ou em barcos?
Essa é a primeira imagem que você vê em Veneza. Porque? Porque é a primeira ponte em frente a Rodoviária =)

Eu não sei de onde veio todo esse meu fascínio pela cidade, mas acho que um dos motivos foi quando eu joguei Tomb Raider II no meu falecido Playstation One (que Deus o tenha) e uma das fases do jogo era jogada em Veneza. Lembro que a personagem do jogo poderia se movimentar pela cidade apenas nadando pelos seus canais. Fiquei fissurado em imaginar uma cidade como essa (imagina? “Ê brother, vou dá uma chegada na tua casa aí! Tou só colocando um calção de banho!”), mas depois fiquei triste por saber que isso só acontecia no videogame. Por quê? Bem, porque aqueles canais são sujos e fedem mais do que peido de gambá! Apesar de não poder nadar nos canais, Veneza ainda me encantava.

Cara, tem um papel de fundo da Microsoft que é IGUALZINHA essa parede aí, não?
Bem, Veneza é na verdade um arquipélago com centenas de ilhas. Uma das explicações para o surgimento da cidade sugere que ela nasceu quando italianos fugiam das sucessivas invasões de povos germânicos e da Europa Oriental. Por ser um arquipélago com canais rasos, é muito difícil trafegar por lá. É necessária muita experiência e conhecimento do terreno para não encalhar nos diversos bancos de areia que existem. Devido a isso, Veneza era uma fortaleza quase que inexpugnável! Vai um enxerto da Wikipedia que eu peguei explicando isso:
“Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As “muralhas” de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.”
Só uma outra curiosidade acerca de Veneza. Você nunca parou pra pensar na semelhança do nome “Venezuela” e “Veneza”? Sim, não é mera coincidência. Américo Vespúcio, quando navegava pelo continente americano, deu esse nome para a Venezuela devido às diversas aldeias palafitas que encontrou por lá. Sim, palafita aqui no Brasil é feio. Na Europa é ser chique. Pense nisso se você mora numa palafita…
Veneza foi durante séculos um importante ele de ligação entre o Ocidente e o Oriente, pois fazia parte da Rota da Seda. Inclusive um dos seus mais ilustres filhos, Marco Polo, ficou famoso por percorrê-la algumas vezes.

Uma coisa que eu achei interessante foi a total inexistência de carros pela cidade. Eu, pelo menos, fiquei um dia inteiro em Veneza e não consegui ver nenhum carro por todo esse tempo, até porque, não há ruas por lá. Depois lendo um pouco pela Internet, vi que Veneza é oficialmente a maior região livre de carros de toda a Europa. Outra característica interessante da cidade é que Veneza é um dos destinos preferidos para os casais em lua-de-mel. Por todo o momento em que você está caminhando por lá, é possível ver gôndolas passeando pelos canais com casais apaixonados e, claro, o gondoleiro olhando só pra frente. Realmente bem parecido com o cassino que visitei em Macau.

E as gôndolas rachando de ganhar dinheiro. Aqui, um engarrafamento

Teve um amigo meu que teve uma experiência parecida com essa em Veneza, mas no melhor estilo daquela propaganda “Você QUASE foi promovido”.

Ele tinha uma namorada e havia combinado com ela de se encontrarem em Veneza para passar uns românticos dias juntos. Compraram passagem e dias antes deles viajarem, eles brigaram, terminaram o relacionamento e o cara acabou indo sozinho para lá. Diz que foi a PIOR experiência que ele já teve na vida dele. Ver aqueles casais apaixonados pelas gôndolas e ele com o coração partido.

Esse casal aí, coitado, gastou todo o dinheiro que tinha da lua-de-mel na passagem. Acabou tendo que comemorar mesmo numa ponte qualquer. Não tiveram a mesma sorte do casal de baixo que pôde pagar por uma gôndola.
Em Veneza também tive uma das experiências mais engraçadas do meu blog. Estava andando de boa em um das várias praças de Veneza quando ouvi alguém chamando o meu nome. Eram dois leitores do meu blog e a história vocês podem checar por aqui. Só sei que ficamos o dia inteiro juntos caminhando por lá.

Visitamos a Basílica de São Marcos, de influência bizantina e bem parecida com a Hagia Sofia, uma das construções arquitetônicas mais famosas de toda a Europa. A basílica de São Marcos fica na Praça de São Marcos, tecnicamente a única praça de Veneza (já que as outras “praças” são chamadas de campos) e um dos lugares mais LOTADOS de toda a Europa. Rapaz, mas tem gente, GENTE, naquele lugar! Vocês não imaginam o mundaréu de gente e vozes conversando. Barulho de vuvuzelas é fichinha comparado com o que você escuta por lá.

Praça de São Marcos
Ficamos dando umas voltas por lá e algo chamou a nossa atenção. Tinham uns negões bem altos caminhando pra cima e pra baixo com o que pareciam ser sacos com coisas dentro. Resolvi seguí-los pra ver de qual era. Caminhei um pouquinho até que um deles parou, olhou pra um lado, olhou para o outro e abriu o saco no meio da rua. Eram diversas bolsas de mulheres que eles ficavam vendendo pras turistas que passavam. Cara, era muito engraçado. Eles ficavam lá vendendo as bolsas, mas com um olho no peixe o outro no gato. Quando passava um policial por perto, eles ensacavam tudo e saiam caminhando em passos largos. Apesar de parecer ser uma atividade ilegal, ambulantes no meio de uma cidade turística como Veneza, os policiais pareciam não se importar muito com os vendedores. Na verdade eu vi até um policial caminhando por dentro de um loja pra tentar dar um bote em um dos africanos, mas quando ele viu o policial, saiu correndo com medo de ser pego. Parecia um jogo de gato e rato, um eterno Papa-Léguas veneziano.
Lá vem o Rápa!

Os guardinhas pareciam não querer sofrer o desgaste de levar alguém preso em uma das zonas mais turísticas da Europa. Além de que, bem ou mal, eles estavam trabalhando, apesar de na ilegalidade. E ficava nessa putaria, um fingindo que não estava acontecendo nada e o outro mais agoniado que barata de cabeça pra baixo.

Ficamos andando o dia inteiro pra cima e pra baixo e quando foi a noite, era chegada a hora de eu pegar o meu trem em direção a Ljubljana pra poder voar para o meu próximo destino: Viena.
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Encontros inusitados

Esses dias eu tava reparando que quando eu sou reconhecido na rua, eu bato uma foto com a pessoa, prometo que vou publicar no blog e nada! Só depois de um tempo vendo e-mails passados que vou ver a profunda sacanagem que acabo fazendo com esse povo.

Galera, desculpa, não faço isso por mal, não. Mas é que às vezes as coisas acabam se acumulando e, quando vou ver, não fiz o post. Por essas e outras que resolvi fazer meio que um “pacotão” com as fotos de algumas pessoas que acabei encontrando nas ruas,prometi que ia postar e acabei não postando nada!

Em primeiro lugar vai uma história super-engraçada que acabou rolando esses dias por São Luís e eu acabei não colocando por aqui. Dois amigos meus estavam viajando por lá e foram tomar uma cerveja num dos barzinhos da Lagoa da Jansen. Eles tavam lá de boa e, eu não tenho a mínima ideia de como, começaram a conversar com uns caras de uma mesa do lado. Papo vai, papo vem, meus amigos falaram que moravam em Brasília e que estavam apenas dando uma volta por São Luís. Foi quando o figura da outra mesa falou que ainda não tinha visitado Brasília, mas conhecia um cara que morava por lá, mas era maranhense e tinha um blog muito legal. Sim, acho que vocês já deduziram o que aconteceu! Dois amigos meus de Brasília, em São Luís, conheceram um cara (Anderson), que também viajava por São Luís, em um bar na Lagoa da Jansen e perceberam que falaram da mesma pessoa!! Na hora um dos meus amigos me ligou aqui em Brasília e botou o Anderson pra falar comigo no celular! Eu achei isso muito engraçado! Já aconteceu comigo, como já postei no blog, que algumas pessoas me abordaram no meio da rua e me reconheceram. Agora, amigos meus, conhecendo caras que lêem meu blog foi realmente engraçado!! Depois desse leriado todo, o Anderson até deixou um comentário pra mim no blog:

“Cara aqui e o Anderson que em são Luis lahh no calhau na lagoa do jansen que falou contigo quando ele(o bruno)ligou. o bruno e o outro cara lahh de brasília um com cara de regueiro mas que de maconheiro não tem nada.

já o bruno…

sem comentarios.

hauahuahua

maluco me add ai no orkut cara que eu queria muito bater um papo c vc.

mas relaxa que nao e p te cantar nao.rs.

Engraçado essa.”

Outra que ocorreu comigo foi quando eu estava em um barzinho com amigos e um cidadão me abordou falando que lia meu blog. O nome dele era Maurício (viu, Maurício? Eu lembrei!) e o bicho disse que fazia Direito na UnB. Tirei uma foto com o bicho prometendo colocá-la no blog depois. Até aí tudo bem. Rapaz… Quando foi uns três dias depois… Vocês nem sabem! Fui pra um happy-hour da UnB com uns amigos e quem eu encontro por lá? Olha só, ele mesmo! Maurício! Mais louco que o Robocop na chuva! Rapaz, o bicho chega passava era de cinco em cinco minutos falando: – Esse aqui é o Claudiomar! O bicho tem um blog muito legal!! Passava dois minutos e vinha ele caindo por cima de mim e falando de novo: Esse aqui é o Claudiomar, ele é muito legal!! Hahaha. O mlk era muito engraçado. Vai a foto do figura (sóbrio) aí pra vocês verem!

E por último tem uma foto que eu tirei com o Rafael numa festa de alguns amigos diplomatas daqui de Brasília. Faz MUIIITO tempo que eu bati essa foto com esse cara e também tinha esquecido de publicá-la aqui no blog.

Gente, fui só eu ou mais pessoas repararam que até agora só macho me parou pra bater foto comigo? Qual é, meninas? Cadê vocês? Não é possível que só macho leia meu blog!

Florença

Tenho que confessar que inicialmente Florença não estava nos meus planos. Basicamente, eu tinha curiosidade de conhecer apenas as cidades de Roma, Veneza e talvez Pisa. Por que acabei indo pra Florença então? Bem, quando estava em Roma, vendo como poderia fazer pra poder chegar em Veneza, percebi que vários horários de trens diferentes faziam algumas paradas em Florença e, além disso, os caras que estavam me hospedando em Roma também estavam indo para lá pra poder passar o fim-de-semana. Pesquisei, vi que sairia até um pouco mais barato ir de trem pra Florença e de lá pra Veneza e com isso não tive dúvidas: Segui para Florença!
Protesto por mais verbas estudantis na estação de trem quando eu ia pra Florença.
 
Dois dias antes de viajar, saí desesperadamente pedindo couch pra quem quer que eu via no Couchsurfing e, por sorte, um cara aceitou me hospedar pro fim-de-semana. O nome dele era Matias, ele era francês e estava participando do Eramus (um programa de intercâmbio estudantil que encoraja cidadãos de diferentes países da Europa a estudarem em outros países da União Européia). Morava numa república com mais quatro estudantes e, no final, eu iria acabar ficando mais ou menos só uma noite com ele, já que chegava no sábado bem cedo e iria embora na segunda feira de madrugada.
Matias e sua república
Até cheguei a pesquisar um pouco sobre a cidade de Florença, sobre seus museus e lugares turísticos, afinal, Florença foi um dos berços do Renascimento. Acabou que eu nem visitei museu, nem porra nenhuma. Ah não, brother! Eu já tinha ficado a semana INTEIRA em Roma só fazendo isso! Museu pra cá, museu pra lá, catedral pra cá, catedral pra lá! Não havia saído nem uma noite sequer! Quando soube que iria ficar em uma república, só com estudantes universitários, deu pra perceber que as minhas noites florentinas seriam um pouco “ocupadas”. A cidade pela noite FERVE!! Florença é uma cidade com várias universidades e vários estudantes da Europa inteira indo fazer intercâmbio por lá, por aí você imagina como é a situação. A noite lá é caos!
Depois de tanto tempo reclamando do restaurante universitário da UnB, olha onde fui parar. Restaurante universitário de uma universidade de Florença. Ah sim, a carteirinha não era minha 😛
Cara, não deu outra. Foram duas noites em Florença, duas festas em repúblicas de estudantes. A primeira em uma república de estudantes espanhóis. A segunda… bem… a segunda eu nem soube de quem era a república, só sei que foi uma bagaceira só!
Eu, Matias e uma das suas companheiras de apartamento tomando um sol na praça no melhor estilo europeu
 
Saímos para essa festa dos espanhóis e fomos chegar em casa quase quatro horas da manhã. Como vida de malandro não é fácil, acordei já as oito da matina e fui logo fazer um passeio pela cidade que, se não tinha tantas atrações como Roma, com certeza valia pelo menos um dia inteiro de caminhada pois, como já disse, Florença foi um dos berços do Renascimento.
Eu e o Matias na festa dos espanhóis
Saí de casa, visitei algumas praças florentinas e, claro, visitei a mais do que famosa catedral de Florença, com seu estilo gótico. Uma obra prima do Renascimento. Dei mais umas voltas e me encantei com uma ponte que, apesar de muito famosa, eu nunca ouvira falar dela. Era a Ponte Vecchio, uma ponte que, de tão antiga, data do tempo do Império Romano. Diz a lenda que a palavra “bancarrota” provém desta ponte. Há muito tempo atrás, ela era um importante centro comercial do Império e para montar-se uma banca nela, era necessária uma autorização especial bem cara. Quando o mercador não tinha a autorização ou não pagava as suas dívidas, a sua banca era quebrada pelos soldados romanos. Essa prática era conhecida como bancorotto (banco de “banca” e rotto de “soldado”).
Bati fotos também do Palácio Vecchio, sede do município de Florença e um dos símbolos da cidade. Em sua fachada é possível ver alguns brasões que simbolizam algumas famílias do tempo da República de Florença e também alguns lemas da cidade, como sua fidelidade ao papa.
No final subi um morro, um dos lugares mais visitados de Florença, onde era possível ter uma visão panorâmica da cidade.
Segunda Noite
A noite fomos para a outra festa. E que festa, viu rapaz? Cara, lá foi legal demais! Descemos todos juntos pra uma outra república de estudantes. Rapaz, foi só eu chegar que eu fui logo ficando amigo de um português muitooo gente boa. O nome dele infelizmente eu não lembro mais! Mas o cara era gente boa demais e engraçado. Quando falei que era brasileiro ficamos logo amigos. O cara mandava demais no violão e a gente acabou virando logo o centro da festa. Ele depois de um tempo tocando, virou pra mim e perguntou:
– Cara, tu sabes tocar violão?
– Pô, bicho, sei não!
– Pô, mas tu não é brasileiro? Todo brasileiro não toca violão?
Rapaz, eu fiquei pensando sobre a pergunta do figura. Só faltava essa. Eu já tava acostumado com as pessoas me questionando, ao eu dizer que era brasileiro, se eu fazia algumas coisas. Era o que eu chamava de “brasileiro pacote completo”. Na maioria das vezes, na hora que as pessoas te perguntam se você é brasileiro, elas de cara já perguntam:
1 – Você sabe jogar futebol?
2 – Você sabe dançar samba (às vezes até mesmo salsa, eles perguntam)?
3 – Você joga capoeira?
É meio que uma visão estereotipada que algumas pessoas tem do Brasil. Eu não vejo ninguém perguntando pra alguém “Ah, você é japonês? Você sabe consertar vídeo-cassete?”, mas é só dizer que é brasileiro que já vem essas perguntas. Eu que, logicamente, não vou querer sair fazendo uma discussão antropológica com cada pessoa que acabei de conhecer só porque ela tem uma visão estenotipada do meu país, né? No final acabo sempre rindo e falando que sei fazer todas essas coisas (salsa, por exemplo, eu não sabia dançar. Aprendi a dançar na viagem de tanto as pessoas me perguntarem se eu sabia), não tão bem, mas sei algo. Mas, tocar violão, ele era o primeiro que vinha me perguntar!
A festa com o português tocando violão

Respondi negativamente e continuamos tocando o violão. De repente, o telefone do cara tocou. Era uma amiga dele chamando a gente pra uma festa que estava rolando numa das praças de Florença. Ele falou que ia e me convidou pra ir junto com ele. Cara, a festa onde estávamos tava bem legal e tinha uma espanhola me dando uma moral danada, mas o cara era tão gente boa que acabei indo com ele. Fui também porque o Matias decidiu ir. No caminho alguém resolveu levar quase um barril de cerveja que tinha lá no meio da festa! A marca da cerveja era “Beck” e acabamos apelidando nosso barril de “Bequinho”, nada mais meigo e carinhoso do que um nome como esse. E fomos lá pra igreja, com Bequinho debaixo do braço, fomos chegando!

Eu e Beckinho
 
Chegamos na praça e tava uma GALERA tomando cerveja sentada numa escadaria de uma igreja que, eu vendo a placa posteriormente, vi que foi construída no século XV!!! Igreja renascentista e a galera bebendo cerveja nos degraus! Não tem respeito nenhum!!
Cara, a gente tinha acabado de chegar no lugar, já me passa um cara numa bicicleta e vira pra gente perguntando se não queríamos comprar. Uai, assim? Comprar uma bicicleta no meio da rua? Cara, essa galera realmente é empreendedora. Perguntei, só por curiosidade, pro figura quanto ele queria nela e qual foi a resposta dele? 50, 40 euros? Não, CINCO euros!! Será se a bicicleta era roubada? Hahahahah…. Tinha acabado de sair do forno, digo, acabado de ser roubada. Hahahaha. O Matias até que ficou um pouco interessado, mas eu falei pra ele não comprar. Rapaz, é como eu disse, a noite da cidade é CAOS!
Sentamos nos degraus e começamos a tomar nossa cerveja. Continuamos tocando um violão, cantando algumas músicas do Chico Buarque (o português sabia MUITAS músicas do Chico) e mais uma vez viramos o centro das atenções. Sentaram duas espanholas do nosso lado e começaram a dar mó papo pra mim e pra ele. Mais pra ele que pra mim, pra falar a verdade. Maldito poder que o violão tem pra poder impressionar as mulheres! De repente o português já deu um go-go-fight no pescoço de uma das duas e começou a pegar a menina! Rapaz, na hora eu já achei que era a minha deixa e pulei no pescoço da outra. Ela meio que ficou se fazendo de difícil e como eu não tava com muita paciência, resolvi não investir muito, afinal, já eram jogadas duas horas da manhã e meu trem no outro dia saía cinco horas da manhã pra Veneza. Como a viagem só durava duas horas (tempo que eu iria dormindo no trem), resolvi voltar pra casa pra poder tentar dormir ao menos umas duas horinhas a mais. Duas em casa, mais duas com a do trem na viagem, dariam quatro horas. Não são muitas horas, mas já é alguma coisa pra ajudar. Bom lembrar que eu iria ficar o dia INTEIRO caminhando e portanto deveria dormir um pouco, afinal, Veneza é VENEZA e eu precisava estar disposto pra poder aproveitar uma das poucas cidades que eu REALMENTE desejava visitar na Europa.
Beckinho a caminho da praça
Desci pra casa e fui dormir. Quando deu mais ou menos uns vinte minutos toca o meu celular. Quem era? Minha mãe com saudades? Claro que não!!! Era o português!! O bicho me ligou desesperado dizendo que tava querendo “dar um rolê” com a espanhola dele e que não tava podendo porque ela não podia deixar a amiga sozinha. Depois de um tempo conversando com ela, ele convenceu a outra espanhola a me dar uns pegas e disse que era pra eu descer que ela “tava só me esperando”. Proposta indecente é pouco pra poder descrever a situação que o cara me deixava. Fiquei naquela indecisão miserável!! Descia e dava uns pegas na espanhola, mas ficava que nem um zumbi o dia inteiro em Veneza e não aproveitava nada? Ou fingia que não era comigo e simplesmente dormia pra poder aproveitar a minha cidade favorita na Europa inteira? Diga aí? É ou não é uma decisão difícil?
Eu fiquei, “pô, o que é que eu faço?”. Eu sei que muitos de vocês vão até duvidar da minha masculinidade, mas eu realmente acabei optando por ficar e não descer do apartamento. Entre outras coisas que eu pensei, mulheres tem em todo o mundo, mas Veneza era só aquela e sabe Deus se um dia terei oportunidade de visitar novamente. Apesar dos insistentes protestos do português, eu acabei ficando em casa e dormindo mesmo. Até hoje essa decisão me assombra. Dilema do prisioneiro o cacete!! Isso sim foi um dilema difícil pra mim! Nem no filme do Homem-Aranha alguém teve que tomar uma decisão tão difícil.
Sei que minha noite terminou com o português lá embaixo gritando o meu nome pra ver se eu descia e eu fingindo que não era comigo. Hahahhah… Cara, que tristeza eu ter perdido o contato daquele cara, viu? Poucas pessoas pude conhecer tão gente boa como ele. Mas enfim, a vida é assim. Bola pra frente. Não era a primeira vez que eu conhecia alguém que nunca mais veria na minha vida. Lembrou da Tailândia…

Show dos pássaros estorninhos no céu de Roma

Galera, eu já estava começando a escrever o post novo sobre Florença quando, futricando as minhas fotos aqui, percebi que havia alguns vídeos que fiz em Roma e que acabei esquecendo de postá-los. Um deles, um dos mais interessantes, é esse verdadeiro show que pude presenciar quando estava caminhando pelas ruas de Roma com o Brian. Foi engraçado porque quando já estávamos voltando pra casa, eu e o Brian começamos a discutir como faríamos pra poder ir. Eu queria ir de metrô (era barato, mais ou menos um euro), mas o Brian bateu o pé e falou que queria ir caminhando já que éramos mochileiros. Acabei concordando com ele e enfrentei uma caminhada de quase uma hora na volta pra casa. Mas no final valeu a pena, viu?? Fomos tomados de surpresa quando verdadeiros “cardumes” pareciam flutuar num balé indescritível pelos céus romanos. Eram pássaros estorninhos que, durante o frio inverno europeu, costumam buscar refúgio nos climas mais amenos das cidades do sul da Europa como Roma.
Cara, é SIMPLESMENTE sensacional vê-los deslizando com toda sua leveza pelos céus, como se estivessem em um aquário. Eu e Brian acabamos ficando quase uma hora parados só admirando aquele show de rara beleza.Mas como nem tudo é festa, é sempre bom lembrar que um pássaro tem uma cloaca e MILHARES de pássaros tem MILHARES de cloacas! Cara, você tem que ver a destruição que esses passarinhos saem fazendo. Cagando a cidade inteira. Se você ficou puto com aquele pombo que cagou no seu carro hoje de manhã, agradeça a Deus por não ter dado de cara com esse “batalhão cagador” no caminho. Seu carro poderia acabar como esse aqui embaixo…Doido demais.Amanhã tem jogo do Brasil e não sei se vai dar pra eu postar algo, mas vou me esforçar ao máximo pra que quarta feira eu já comece o post sobre Florença.
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Perambulando por Roma

Cara, perambular por Roma é uma parada muito complicada. A cidade tem muita história, tem muitas atrações e muitas ruínas pelos seus cantos. Pra eu falar de tudo o que eu vi quando estava por lá, necessitaria de um blog só pra escrever sobre ela, isso porque teve muita coisa que eu via e não tinha muita idéia do que era. Cara, eu passei uma semana na cidade e não deu pra ver tudo. Uma semana! Mas não foi aquela semana que eu passava quando tava em Delhi não. Aquela semana que a gente saía pra tomar uma cerveja a noite, eu acordava onze da manhã, saía meio dia e voltava as quatro. Foi uma semana puxada, acordando categoricamente às oito da manhã, voltando as seis da tarde e ainda assim não deu pra ir a todos lugares que eu havia planejado. Só pra vocês terem uma idéia, o Museu do Vaticano tem tantas, mas TANTAS esculturas e quadros, que certa vez eu li na Internet um cara dizendo que se você gastasse oito segundos pra ver cada peça demoraria cerca de dois anos pra ver tudo. Cara, é um museu que tem quase a idade da Igreja Católica e que reúne o acervo que vários papas diferentes foram adquirindo, ou roubando, pelos séculos.

Dentro do Museu

Outra coisa interessante que podemos falar é que Roma foi uma das poucas cidades na Europa que eu achei parecida, E MUITO, com as nossas grandes cidades aqui do Brasil. Mas particularmente com São Paulo. Cara, Roma é MUITO suja! É lixo pra tudo que é lado! Outra coisa, parece ser uma cidade muito pobre. Toda esquina tem gente pedindo esmola ou africanos vendendo quinquilharias. Roma foi a ÚNICA (e quando digo única, é literalmente) cidade da Europa inteira que tive a oportunidade de ver pessoas nos sinais limpando vidros de carros e pedindo algo em troca. Uma cena bem comum em nosso país e que infelizmente não deu pra eu tirar fotos…Pra não escrever um post de vinte páginas sobre os pontos turísticos que eu vou citar aqui, vou apenas citar o nome e quem não souber do que eu estou falando, clica no link que vai levar direto pra um link da Wikipedia explicando tudo.

Roma era tão engraçado que até chegar em casa era uma epopeia sem tamanho. Rapaz, mas o bairro em que eu estava hospedado, todas as ruas pareciam as mesmas, não tinha muita diferença. Aí era uma treta só pra poder chegar em casa. Depois de dois dias eu notei um curioso objeto que ficava escorado no parapeito de uma grade que era só virar à esquerda assim que visse o objeto que eu estava em casa. O que era? Uma estátua romana? Uma escultura do Papa? Não, uma meia suja que continuou jogada lá durante TODA A SEMANA que fiquei por Roma! Impressionante!

O caminho de volta pra casa era assim: Vire à direita no castelo gigantesco e impressionante.

E á esquerda na meia suja. Ainda bem que em uma semana ninguém pegou essa meia suja para lavar, senão eu tava ferrado

Bem, mas vamos começar falando sobre a perambulada por Roma.

Em frente ao Panteão

Pra começar, lógico, fui no Museu do Vaticano. Porque, entre outros motivos, o passeio no Museu do Vaticano terminava na Capela Sistina, onde seria possível ver os famosos afrescos de Michelangelo. A entrada era um pouquinho salgada, uns 17 euros, mas valia cada centavo.

Perseu e Medusa

Laocoonte e seus filhos. Episódio dramático da Guerra de Tróia.

Tirei fotos de algumas esculturas que eu ainda lembrava o que era do tempo que estudei Artes Plásticas no Colégio, e gastei meu dia inteiro por lá.

Cara, eu sei o nome dessa escultura, mas eu achei ela muito massa. A apelidei de “Pegaram!”. Achei muito engraçada a cara do cavalinho com a língua de fora. Hehehe

Escola de Atenas, umas das mais famosas pinturas de Rafael

Museu do Vaticano é assim. É tanta escultura pelos cantos, que qualquer bustozinho de 1000 anos vira apoio pros braços.

No final, claro, havia o mais importante: o teto da Capela Sistina. Uma coisa que me deixou um pouco impressionado foi que antes de você entrar na capela, há dezenas de avisos colados nas paredes avisando: “Não tire fotos dentro da Capela Sistina!”, “Não é permitido tirar fotos dentro da Capela Sistina”. Eu até fiquei chateado por isso, mas enfim, eu achava que tinha que respeitar. Rapaz, ledo engano. Foi só eu entrar lá que eu vi o mundarél de flashs saindo lá de dentro. Flash!, Flash!, Flash!. Rapaz, era TODO mundo tirando fotos do teto da capela. Ah porra, quando eu vi que a parada era bagunçada mesmo também comecei a tirar fotos também. Ninguém é de ferro.

Tinham umas pessoas que estavam meio que disfarçando que batiam fotos, mas eu já não tava muito preocupado! Tava descarado mesmo!

Pietá, escultura na Basílica de São Pedro, próxima à Capela Sistina.

Depois de uns dez minutos me esbaldando, veio só uma mãozona na minha máquina. POU! Quando eu já me preparava pra poder sair na porrada, eu só vi aquela voz: NÃO É PERMITIDO TIRAR FOTOS!! Era um segurança da capela! Sim, eles existiam!! Levei até um susto. Depois fiquei pensando que vida miserável deve ser aquela de ter que ficar controlando aquela horda de turistas enfurecidos todos os dias. Pombas, não quer que tirem fotos lá dentro? Eu tenho uma ótima idéia. Tirou fotos? Multa: 1000 euros! Queria ver quem ia bater fotos lá dentro. Além disso ia dar pra tirar uma grana massa com essa história.

Essa foi a hora que eu levei a mãozada do segurança da capela. Olha a cara de espanto do tiozão vendo aquilo.

No outro dia ainda visitei a Fontana di Trevi. Como dizia a tradição joguei uma moeda na fonte e fiz um desejo. A fonte era até bonitinha, mas o que mais me impressionou não foi a fonte em si, mas a GIGANTESCA horda de turistas fazendo o mesmo. Rapaz, mas era gente, GENTE DEMAIS!

Êêê Tiozão, vai lá!! Joga a moedinha!

Outra coisa, também havia vários turistas brasileiros por lá. Fiquei um pouco impressionado com isso. Mas depois que eu fui lembrar: Roma faz parte do “mainstream” das viagens que os brasileiros fazem pra “conhecer a Europa”. Talvez em Paris e Londres fosse o mesmo. Só pra lembrar, a maioria dos lugares que viajei era bem complicado achar brasileiros por onde passava, ainda mais com uma guia segurando a bandeirinha. Além de Roma só vi grupos assim quando visitei Israel, mas isso eu conto depois.

Visitei também o Coliseu. Cara, o Coliseu é muito engraçado. Primeiro que pra entrar, parece uma fila do Playcenter. É gente, GENTE na fila esperando a sua vez. Segundo que eu estava esperando (e eu tinha certeza que a maioria de vocês também) que o piso do Coliseu fosse uma parada maciça. Um piso mesmo. Mas não, cara! Quando você chega lá, dá até pra se tomar um susto. Se liga como é.

Cara, pelo que eu entendi lendo pela Internet, isso acontecia porque o chão do Coliseu durante as apresentações era quase que uma produção do James Cameron, tamanho o número de efeitos especiais que surgiam de lá. Por aqueles corredores poderiam surgir tigres, animais, bestas-feras, alçapões, o caramba, pra poder influenciar na luta dos gladiadores. Ter que se preocupar com o fato de que o outro cara com a espada está afim de te fazer em pedacinhos acho que não era suficiente pros romanos. Eles tinham que colocar algumas coisinhas a mais pros gladiadores não ficarem entediados com aquele duelozinho mixuruca.

O chão era recoberto com madeiras e jogado areia por cima pra poder corrigir as imperfeições. Tem uma cena do filme O Gladiador, que eu não sei se vocês lembram, que é quando eles colocam quatro tigres pra poder delimitar o espaço que eles podem lutar. A cena que eu falo está mais ou menos no minuto 1:38 do vídeo abaixo.

Depois de lá, pude visitar o lugar onde Mussolini costumava fazer os seus famosos discursos para o povo italiano.

Cara, olha a visão do povo que o cara tinha!! Diz aí!! Dá até vontade de ser um ditador saguinário só pra fazer discursos daí de cima, ou não?

Visto de outro ângulo

Teve também a Embaixada Brasileira em Roma que entre os seus momentos mais tristes abrigou Itamar Franco como embaixador.

O local onde Giordano Bruno foi queimado por, entre outras heresias, propôr que o universo era infinito e que havia outros sistemas solares espalhados pelo universo. Olha só que idiotice que ele falou! Claro que ninguém acredita nessas coisas hoje em dia. Achei foi pouco ele ter sido assassinado.

Outro lugar interessante que visitei, foi o lugar onde Júlio César foi assassinado. O nome do lugar? Claro, não podia ser outro. Largo Argentina! A história é feita pelos homens, mas no final sempre acaba sendo justa. O “Largo Argentina”, situa-se no antigo Teatro de Pompeu, onde Júlio César foi assassinado nas suas escadas.

Cara, mas uma coisa que me chamou a atenção mesmo, além do nome mais do que justo, foi a “gataiada” que tinha por lá. Rapaz, mas era gato pra todo lado, depois que eu fui descobrir que lá também funcionava meio que um “abrigo pra gatos” abandonados que existem pela cidade. Sim, como já falei, Roma parece uma cidade de um país subdesenvolvido como o Brasil, eles também tem esses tipo de problemas. Mas com a diferença que lá os gatos ficam abrigados em Largos milenares!

Roma

Cheguei à cidade eterna vindo direto da Eslovênia, como já havia falado. Meu host só poderia me buscar pelo final da tarde e, “infelizmente”, tudo o que me restou foi ficar passeando por Roma e todo a sua impressionante beleza arquitetônica. Cara, a primeira coisa que eu acho que tenho que chamar a atenção sobre Roma é que, cada vez que você vira uma esquina, cada vez que você cruza uma rua, você deve abrir seu guia novamente e ver o que aquilo representa. É uma estátua de 500 anos aqui, uma construção do tempo de Roma ali e muitas, MUITAS, fontes. Rapaz, ow lugarzinho pra ter fonte, viu? Aquilo é impressionante! Virou uma esquina, aparece uma fonte diferente…

Mas o que eu queria mesmo ver era o Vaticano! Corri direto da estação de trem para a Praça de São Pedro e já fui pra fila pra entrar na Basílica de São Pedro. Infelizmente não me foi permitido entrar porque eu estava de bermuda. Tive que me contentar apenas em bater algumas fotos do obelisco e dar uma voltas pelas imediações do Vaticano.Tem como ser mais claro?

No outro dia, já com calças, em frente ao obelisco na Praça de São Pedro

Bati logo umas fotos da Guarda Suíça, a guarda pessoal do Papa, que chama a atenção por suas roupas, digamos, incomuns. Dizem por aí que foi o próprio Michelangelo que desenhou os seus uniformes, mas se isso é verdade, esse cara devia ter era um péssimo de um mal-gosto. Imagina você tentando impôr respeito num exército inimigo com uma farda dessas? Mais parece um bobo da corte! Como o próprio nome já diz, eles são suíços e, excetuando-se os oficiais, todos celibatários.

Visitei também as ruínas do fórum romano, o antigo centro comercial e coração do Império Romano. Como eu não estava com muito tempo sobrando e, logicamente, sem DINHEIRO sobrando, infelizmente não deu pra eu contratar um guia que pudesse me explicar tudo que existia por lá. Sem histórias e sem alguém que lhe explique alguma coisa, pilastras são apenas pedaços de pedras e ruínas, apenas ruínas… Ficou um sentimento de que eu havia deixado MUITA história trás, mas foi o que deu pra eu fazer devido a sérias restrições orçamentárias.

Depois de algum tempo passeando foi chegada a hora de enfim me encontrar com meu host. Marcamos de nos encontrar em frente à praça de São Pedro e ele foi me buscar.

Couch em Roma

Os caras que me hospedaram em Roma foram realmente bem legais. Eram todos americanos e estavam fazendo um intercâmbio de alguns meses na cidade. Os caras meio que tinham acabado de começar o Couchsurfing e ainda estavam tentando se adaptar as ferramentas. Resultado? Meio que se confundiram, acabaram se enrolando e saíram falando “sim” pra quase todo mundo que pediu couch pra eles. No final eu fiquei hospedado na casa com mais outras quatro pessoas, duas israelenses e um casal francês.

O casal francês em si já merece um aparte. Os caras tinham duas motinhas que eles haviam comprado no Vietnã. Aí você pergunta: “Como foi que eles levaram as motinhas pra Roma?”. Sim, foi exatamente do jeito que você está pensando. Eles vieram dirigindo as bichinhas de lá! Rapaz!! Do Vietnã a Roma eles foram por todo tipo de estrada que você imaginar. Depois de conhecer um cara que foi de bicicleta da Inglaterra à Malásia, um casal que tava indo de moto do Vietnã até a França, ficar na casa de uma menina em Praga que havia viajado da Inglaterra até a Índia de busão, acho que só me faltava conhecer alguém que estivesse fazendo um trajeto desses caminhando… Era só o que faltava..

Durante o dia cada um seguia o seu caminho, mas quando era noite todo mundo se encontrava na casa. Resultado? Festa!! Rapaz, toda noite era uma festa danada naquela casa. Ás vezes a gente cozinhava, às vezes a gente saía pra tomar uma cerveja, às vezes a gente tocava uma viola… Sei lá, sempre se achava uma coisa pra se fazer. Lembrou-me demais a nossa casa no Vietnã.

Além dessa trupe de malucos que fiquei, também pude reencontrar um antigo brother por lá. Ele era canadense e havíamos nos conhecido, na Eslovênia?, não! Reencontrei com um cara que havia conhecido quando ainda viajava por Macau!! Couchsurfing é uma coisa engraçada mesmo, né cara? Eu fiquei em um mesmo couch em Macau com um canadense e alguns meses depois nossos caminhos se cruzam e pudemos nos encontrar em Roma!! O nome dele era Brian e ficamos um dia inteiro caminhando por Roma. Mas isso fica pro próximo post, quando vou comentar sobre como foi a perambulada por Roma.

Comentários Comentandos

A Paulistana disse tudo.

hehehehehe

Cara, deixa eu te fazer um pergunta. Mas o negócio é sério mesmo, daí se quiser esponder na sessão “Comentários Comentados” ou por outro meio, agradeceria de verdade.

Ano que vem pretendo passar uns 5/6 meses na Alemanha, estudando lá (intercâmbio pela Faculdade mesmo). Daí o lugar que eu pretendo ir já vi que é meio embassado de arranjar moradia estudantil.

Daí, pão-duro/pore como sou, estive matutando: será que rola de conseguir moradia via couch surifing por quase meio ano?

No caso, lá na região de Frankfurt, vi que é bastante movimentado no http://www.couchsurfing.org mas 6 meses eu tô ligado que é embassado.

Enfim, la pergunta: na tua experiência (melhor brazuca rankiado), você acha que rola de descolar um couch desses? Ou um bem bolado, do tipo eu ajudar nas despesas extras, ou conseguir uns 2 por 3 meses…

Só.

De resto valeu a menção lá nos Comentários Comentados.

E Parabéns atrasado. O/

Abração

R – Cara, isso é um negócio meio complicado. Couchsurfing em si é uma ferramenta mais para algo temporário, pra quem tá viajando e talz. Eu já vi história de neguinho hospedando alguém por até dois meses (eu mesmo hospedei um cara um mês e meio), mas isso é meio raro. Eu diria até impossível, se tu não conheceres a pessoa. Um semestre já não é mais um “intercâmbio de culturas em si”. Um semestre é já MORAR com a pessoa. Aí eu já acho inclusive abuso. A maioria da galera do couchsurfing, pelo o que eu pude ver, acha que o ideal é que alguém peça um couch com duas semanas de antecedência e queira ficar entre quatro ou cinco dias (de preferência fim de semana). Geralmente mais do que isso a galera já começa a embassar..

2 – Flávia perguntou:

Olá Claudiomar,

Eu irei para o Egito em julho e não sei se até lá vc já vai ter postado sobre esse país, então eu já gostaria de te peguntar se vc me indica algo em especial para fazer lá, algum lugar específico pra ir, se vc tem alguma dica e tal… com excessão das coisas básicas como visitar as pirâmides, ver os camelos…

Abraços,

Flávia

R – Cara, se eu pudesse indicar um lugar, com certeza eu diria pra você ir a Dahab. É uma cidade egípcia que fica no Mar Vermelho. Eu achei MUITO da hora. Foi um dos melhores mergulhos que eu pude fazer enquanto estava viajando. Além dela, também, claro, gaste MUITO tempo em Cairo. Fique, quatro, cinco, seis dias caminhando pelos cafés da cidade, suas mesquitas milenares, sua história latente em cada esquina. Cairo por muito tempo foi considerada a capital do mundo islâmico, rivalizando até com Meca e Medina. Portanto, tempo lá você não vai perder. Há também Alexandria, que eu não fui, mas ouvi falar bem dela.

3 – Anônimo perguntou:

Se foi Outono, então, provavelmente entre final de setembro inicio de outubro. Pois não parece muito frio.

Mas, na independente de vc te passado o rodo ou não nas loira. As minas dão mole pros latinos? mas na real, Polonesa, Thecas… é moleza arrastar na baladas?

Para um paraiba, do teu naipe, quais as chances de se dar bem. De cada dez tentativas, quantos tocos vai tomar?

R – Cara, um maranhense, desse naipe aqui, 1,60m de pura emoção. Pode colocar aí que você se surpreenderia… E sim, cara, elas dão um certo mole pra gente. Quando entramos na balada costumamos até chamar a atenção, se for com uma camisa do Brasil então… Lá todo mundo é meio que muito parecido. Branquelão mesmo. Quando aparece um maranhense, moreno de cabelo escuro, rapaz… Fica mais bandeado que peru em véspera de Natal. Vai por mim, lá é bem legal…

4 – Júnior comentou:

ehuie he ih eiuhe e… Cara na europa… um bando de mulhe do lado e quer ficar dormindo… tem gente que só batendo mesmo =P

4.1 Anônimo comentou:

Maranhão

é melhor vc mandar um post novo pois os kara vão ficar te zoando.

Tambem, vc dar motivo, não pega as gringa ainda fica de graça com jumentinho, ovelhinha… A galera da tua região já tem fama de gostar de uma cabritinha

R – Rapaz, olha como esse povo é maldoso… Eu tenho que tomar cuidado com as palavras quando escrevo por aqui. Qualquer deslize, neguinho já chega matando. Não se pode estar cansado, que você é baitola!Não pode se envolver em atividades lúdicas nas montanhas da Eslovênia que a galera já acha que você tá querendo fazer um jumentinho a tucupi. Sério, eu acho que vou eu ter que flexibilizar uma das regras do meu blog, que é de não falar das meninas que apareceram por aí, porque senão vão acabar achando que eu sou é viado… Ou Zoófilo…

Tá, mas não vou mentir… Eu ri bastante desses comentários… Hahahahahah. Pra quem não sabe das fotos que eles estão comentando, vão elas abaixo:

5 – Guilherme Aragão comentou:

Eai Claudiomar!!

Estive sumidos dos comentarios e dos comentarios comentados, mas queria avisar que estou de volta!!! Passei uma semana lendo os posts antigos e agora ja estou a par do Blog!!

Como sempre… super interessante/engracado e informativo!!!

Abracao
GAragao


R – Seja bem-vindo, rapaz. Achei que você não estava mais lendo o blog 😉

Itália e Vaticano

Cara, do trecho mais badalado por todos que vão fazer uma viagem pra Europa (França, Inglaterra, Itália, Portugal, Espanha, Holanda e Alemanha), a Itália era o único país que eu realmente fazia questão de viajar. A Alemanha eu nem estava planejando ir, acabei indo por acidente quando consegui uma carona pra Munique quando estava em Praga. Espanha e Portugal eu só fui mesmo porque já estava no trajeto que eu havia desenhado. Mas a Itália não! A Itália desde o começo estava nos meus planos de viagem e, além de Polônia, República Tcheca, Grécia (que infelizmente não deu pra eu ir) e Hungria, era um dos únicos países europeus que eu REALMENTE sonhava em ir desde que ainda fazia trajetos numa calculadora de milhas aqui no Brasil.Por quê? Bem, cara, porque o Império Romano e a Grécia Antiga são os pilares de toda a civilização e pensamento do Ocidente. Basta lembrar do Direito Romano (de onde se origina o nosso Direito); a influência de Sócrates, Platão, Aristóteles, Pitágoras, Arquimedes na filosofia ocidental e também na matemática; a democracia, que não existiria sem Clístenes e Sólon; a base da Igreja Apostólica Romana entre outros. Roma e Atenas são cidades que respiram história por todas as suas esquinas e becos. Infelizmente, como já falei, não deu pra ir à Grécia, mas felizmente pude visitar Roma, “a cidade eterna”, Veneza (que faz parte do imaginário de qualquer pessoa) e ainda deu pra dar uma passadinha marota em Florença.
Uma curiosidade que acabou ocorrendo comigo na Itália e que não ocorreu em nenhum outro país europeu enquanto viajava. A Itália foi o único país da Europa que pediram meu passaporte pra poder atravessar uma fronteira que teoricamente não existia (já que atravessava da Eslovênia que também faz parte da União Européia). Deixe eu explicar melhor. Pra quem não sabe, viajar dentro da União Européia é como viajar dentro do próprio Brasil. Mais ou menos, guardada as devidas proporções, como viajar do Maranhão pro Piauí. Não há posto de imigração, controle de fronteira, visto, nada disso! Você apenas vai viajando e, PIMBA, quando vê tá lá a placa dizendo “bem vindo” ao outro país. Todas as fronteiras que eu cruzei; Polônia-República Tcheca, República Tcheca-Alemanha; foram assim. A única que eu tive um certo tipo de problema foi quando eu viajava da Eslovênia pra Itália. Pô, peguei o trem noturno! Oito horas de viagem! O que eu pensei? Claro! Vou dormindo a viagem inteira. Quem disse? Deu umas três horas da manhã acordo com um cara me chacoalhando no trem. Quando eu já ia abrindo a boca pra xingar o figura que eu fui perceber que era um policial italiano. Ele começou a falar em italiano comigo, mas deu pra entender que ele pedia meu passaporte. Deu vontade de mandar ele cuidar da vida dele, já que ele não poderia fazer aquilo, mas acabei dando meu passaporte e perguntando o que estava acontecendo. Ele nem se deu ao trabalho de me responder. Apenas checou meu passaporte e me devolveu. Safado! Só pra ferrar meu sono.
Além de toda a sua história milenar, também queria viajar a Roma porque, sempre bom lembrar, lá há o menor país hoje em extensão: o Vaticano. Roma é quase uma figurinha premiada! Uma visita a Roma vale dois pontos no álbum de figurinhas da viagem! Dá pra visitar dois países (Itália e Vaticano) em um só dia, olha só!
Caso vocês estejam perdidos e não tenham se tocado, a sede da Igreja Católica é um país soberano. Como isso pôde acontecer? Bem, todos sabemos que a Igreja Católica sempre foi (e ainda é) uma das maiores instituições detentoras de terras do planeta. Durante vários anos, as terras próximas de Roma e a própria cidade foram governadas pelo Papa, que se comportava como um verdadeiro soberano destas terras. Isso durou até o século XIX, século da unificação da Itália. Durante o processo de unificação do território que hoje corresponde ao país, as tropas italianas foram conquistando e anexando as terras papais até o momento em que conseguiram entrar triunfantes em Roma e tomar controle da cidade. Como compensação pelas terras perdidas, os italianos ofereceram a área que hoje é o Vaticano para o estabelecimento de um país para a Igreja. O Papa logicamente não aceitou e se trancafiou no seu palácio alegando que estava sendo feito refém pelo poder laico. Essa confusão durou um bom tempo até que, vendo que não conseguiria muita coisa, o Papa resolveu aceitar os termos, assinando o tratado de Latrão com Benito Mussolini, e assim foi criado o menor país do mundo. Apesar de reconhecido por diversas nações como um país soberano, o Vaticano não possui direito de voto nas Nações Unidas. Motivo? A oposição dos países não-católicos que não o reconhecem como um país, mas apenas como a sede administrativa da Igreja Católica.
Trocando em miúdos, o Vaticano possui uma área de 0,44 quilômetros quadrados e uma população de 800 pessoas. Possui a menor taxa de natalidade do mundo (sacou a piada? Há há? Há há?). A Itália, por outro lado, possui uma população de 60 milhões de habitantes e uma das maiores economias do mundo, com destaque para os setores automobilístico (Ferrari, Fiat…), moda (Armani, Benneton…) e turismo (a Itália é hoje o quinto país mais visitado do mundo). Uma coisa engraçada da Itália é o grande contraste que existe lá dentro. Se vocês acham que o Nordeste brasileiro é muito diferente de São Paulo, é porque nunca ouviram falar do Norte e do Sul da Itália. O Norte da Itália é altamente industrializado, sede de suas maiores empresas e muito, mas MUITO rico. Já o sul, bem, o sul da Itália nada mais é do que um grande brasilzão. Pobre pra todo lado, essencialmente agrário e com muito, mas MUITOS problemas de máfia e corrupção (no ranking da ONG Transparência Internacional a Itália aparece como um dos países mais corruptos do mundo, apenas 10 posições acima do Brasil). Bom lembrar que todos os filmes de mafiosos são de famílias italianas, principalmente sicilianas e calabresas.
Cara, eu poderia ficar o tempo inteiro falando da Itália e do Vaticano e de suas diversas atrações, mas vou ficando por aqui. Quando eu começar a falar de cada cidade que visitei por esses locais vou falando com mais detalhes, acho que assim fica melhor.