Final da Eurocopa no Vietnã – Quem tem razão?

O último dia que fiquei lá foi o mesmo dia da final da Eurocopa e acabou acontecendo um lance bizarro demais! Todo mundo já tinha ido embora e acabou ficando só eu e um suíço, que mais parecia o Jesus, na casa. A gente tava doido pra poder ver a final, só que não tínhamos TV em casa e, devido ao fuso horário, o jogo só ia começar às 1:45 da manhã. Saímos eu e ele, parecendo dois doidos, e ficamos procurando um bar pela cidade que ainda tivesse aberto pra ver a final. Acabou que estavam todos fechados e ficamos perambulando pelo meio da rua procurando qualquer lugar com uma TV ligada. Achamos um lugar que parecia um escritório com as luzes ligadas e o que parecia ser o jogo de futebol. Não deu outra, fomos lá pra poder pedir pra ver o jogo. Quando entramos, a surpresa, o lugar era a sede do partido comunista em Ho Chi Minh e dentro dele, assistindo o jogo, três simpáticos soldados com algumas pistolas e uma AK-47.
Mermão, a secura pra ver o jogo era tão grande que a gente não tava era nem aí, já tava pra terminar o primeiro tempo e não tinha outro lugar pra poder ver. Pedimos pros caras, através de mímicas, se poderíamos ver o jogo com eles, sentado em um dos sofás. Eles prontamente disseram que sim. Sentamos e ainda vimos o gol da Espanha. Eu e o suíço demos até um grito de gol. Rapaz, mas na mesma hora a gente ficou calado. Os soldados olharam pra gente com uma cara… Eles pareciam estar torcendo pra Alemanha. Depois que vimos pra que lados os caras estavam torcendo nos aquietamos. – “Pra frente Alemanha! Força Ballack!” Francamente, o cara com a AK-47 sempre tem a razão.
Suíço “Jesus”

 

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Perambulando por Ho Chin Min

Cara, Ho Chi Minh é uma cidade impressionante. Mermão, pra onde você vai, pra onde você olha, tem gente andando de moto! Mermão, mas é moto pra tudo que é lado. Chega a ser uma coisa fascinante, você sentar pra lanchar num Mc Donald’s ou num KFC, ir pro último andar e ficar olhando as motos passeando pelos retornos (Balão ou queijinhos, como dizem os goianos).
“Olha que coisa mais linda/ mais cheia de graça/é ela a menina que chega e ultrapassa/ em uma bicicleta indo pra qualquer lugar! Moça do corpo marrom/da fumaça de Saigon/a sua pedalada é mais que um poema/é a coisa mais linda que eu já vi me ultrapassar”. Pô, eu juro que eu fiquei cantarolando essa música na cabeça quando vi essa vietnamita, encantado com a graça com que ela pedalava pelo trânsito caótico de Ho Chi Minh. Se o Vinícius e o Jobim tiveram a Helô Pinheiro, porque eu não posso me inspirar numa vietnamitazinha também? 

Segundo o nosso guia, o Vietnã possui um moto para cada dois habitantes e 85% do tráfico é feito através de motocicletas. Eu depois fiquei pensando, depois de tanto tempo andando de bicicleta, um carro acaba sendo algo bem estranho. O trânsito em si é caótico. Um sinal vermelho não serve pra fazer com o que as motos parem, mas sim para “sugerir” que elas parem. Além de que é todo mundo cortando todo mundo, gente entrando na contramão e por aí vai. É uma coisa impressionante. Não é de se estranhar que por dia morram de 3 a 4 pessoas de acidentes de moto em Ho Chin Min.
Outra coisa que me impressionou no Vietnã é que os bichos são conservadores demais, cara! Vou dar dois exemplos pra vocês. Lá é quente que só o inferno! Um dia andando num calor infernal, fiz o que todo brasileiro faz quando tá com calor, fui lá e tirei a camisa pra poder facilitar a transpiração. Rapaz, pra que? Na mesma hora um guardinha meteu a boca no apito e mandou-me colocar a camisa de volta! Acho que foi porque, devido ao fato de eu estar sem camisa, as mulheres não iam tirar os olhos de mim e acabariam ocasionando um acidente. O bicho fez um escândalo tão grande que eu pensei até que ia ser preso, cara!
Um dia, não aquentando mais de calor, Steven convidou todo mundo que tava na casa dele pra poder tomar um banho numa piscina pública, algo como o “piscinão de Ramos vietnamita”. Fomos eu, ele, a filipina, uma vietnamita e uma canadense filha de vietnamitas. Rapaz, mas na mesma hora que essa canadense tirou a roupa e ficou de biquíni todo mundo não tirou o olho da mulher! Não só pelo fato de que ela era um espetáculo (um espetáculo, só pra reiterar), mas também devido ao fato de que ela trazia nas costas uma tatuagem maneira, um dragão com uma mensagem em mandarim. Não cara, não que eles nunca tenham visto uma tatuagem na vida, o ponto é que ela, como já falei, é filha de vietnamitas, logo aparentava ser uma vietnamita local. Todo mundo ficou chocado vendo uma mulher, vietnamita com uma tatuagem nas costas. No momento de cair na piscina foi uma sensação. Fomos todo mundo se jogando na piscina e nadando. Rapaz, mas na mesma hora, no mesmo instante, o salva vidas de apito na mão, mandou a gente separar. Cara, a piscina tinha uma raia no meio que era justamente pra separar homem de um lado e um mulher de outro. A piscina era de sexo separados! Eu nunca tinha visto isso na minha vida, mas enfim, tivemos que nos separar.
Depois eu fiquei imaginando um desses caras vendo a Mulher Melancia dançando o Créu, cara!!

Parque aquático no Vietnã – Vamos a la playa

Um dia desses, depois de já ter visitado os principais museus e centros turísticos de Ho Chi Mihn, resolvi que eu também merecia um pouquinho de descanso. Fuçando pelos guias que tinham pela casa descobri que na cidade havia um parque aquático. Era barato demais, doido!! A entrada custava uns cinco reais e eles ainda tinham uns toboáguas IRADOS!! Tinha piscina de onda e aquelas piscinas com correnteza! Parecia até o Beach Park, brother.
O que eu achei mais engraçado do parque foi que parecia que tudo lá tinha sido projetado pra você dar de costas na água quando caísse. Cara, eu consegui descer só três vezes no maior toboágua deles porque toda vez que eu caía na piscina eu dava aquela quicadinha básica na água e largava as costas. PLATF!! Caraca, eu saí vermelho demais de lá.
O calor tava insuportável e ainda, pra aumentar mais ainda a minha sede por piscinas e toboáguas, eu fui pro parque aquático pedalando, quase 45 minutos no trânsito caótico do Vietnã. 

Outra grande solução pra quem viaja por Ho Chi Minh é beber cerveja! Cara, como a cerveja é barata, meu amigo! Se liga nessa aí!! Quarenta centavos de real um copo de chopp. INSANO!!

Você já tinha visto isso? Beber cerveja com gelo? Pois é, mas é assim que funciona em Ho Chi Minh. Na maioria dos botecos que você vai, os caras enchem o seu copo até a metade e colocam uma pedrona IMENSA de gelo dentro da sua caneca! Pior que o gosto acaba ficando bom e a cerveja fica sempre gelada! Tem macetes que só o Vietnã ensina pra você!

Outro fato engraçado no parque aquático era que eles tinham uma ala do parque que se chamava, literalmente, “lugar pra banho de sol dos estrangeiros”!! Mermão, eu ri demais quando eu vi aquilo!!! A parada tinha o nome “para estrangeiros” no meio! Pô, só gringo mesmo pra ir pra parque aquático pra ficar pegando sol, brother! No Brasil quando você quer pegar sol, é só subir na laje, correto? Mas tava lá, um bando de gringão lendo livro e deitado naquelas cadeiras de piscina. Outra coisa que eu lembrei é que gringo também adora ir pra praia pra ficar lendo livro! Bicho, que diabo que você vai pra praia e leva um livro? Praia não combina com livro, cara! Praia não é lugar pra ler, tomar banho de sol ou praticar esportes! Praia é lugar pra se beber cerveja!

Mas cara, resumindo, esqueça drogas, prostitutas ou jogos ilícitos, o que dá grana mesmo no Vietnã é parque aquático, maluco! Que lugar quente, meu amigo!!!

Comentarios comentados

Galera, o post sobre o Vietnã já está escrito, revisado e pronto para ser postado. Não vou postar hoje porque, como falei, preciso fazer uma sessão de comentários comentados e já está acumulando. Se vocês gastarem um tempinho de vocês, acho que vale a pena dar uma lida aqui, tem várias dúvidas que as pessoas sempre tem e também algumas respostas que são interessantes para os amigos entenderem melhor a viagem em si e pegarem algumas dicas.

1 – O Anderson comentou:

-E ai Claudiomar, blz? Estou lendo o seu blog pela primeira vez, vim através do jacaré banguela. Estou gostando muito das suas histórias e fiquei com algumas dúvidas.
1ª Como surgiu a idéia de fazer a volta ao mundo ?
2ª Está viagem é patrocinada, ou você simplesmente caiu no mundo na cara e na coragem ??

R – Cara, resumindo: A viagem surgiu devido a um ensejo que eu tinha de fazer uma viagem logo após me formar. No começo eu estava planejando viajar para a África e ficar lá por seis meses fazendo trabalho voluntário num programa indicado por um sueco que conheci quando estava na África do Sul há dois anos atrás (pra quiser mais detalhes http://www.humana.org). Pesquisando sobre passagens, acabei chegando numa reportagem da Folhaonline que falava sobre tarifas de volta ao mundo. Comecei a namorar essa idéia e depois que descobri que poderia conseguir um visto de trabalho pros EUA no final do ano, não tive dúvidas, decidi fazer uma viagem de volta ao mundo. No começo eu tava planejando ficar só nas 15 paradas que a passagem me dá direito, sem me deslocar para outros países, pois isso iria aumentar e muito o custo. Seria uma viagem mais rápida e mais “light”. Depois que conheci o couchsurfing.com minha vida mudou completamente. Sem custos de moradia, as minhas possibilidades de viagem com custos menores se fizeram realidade, já que com a grana que eu economizaria, poderia gastar comprando mais passagens aéreas e terrestres. Logo, aqui estou, escrevendo a sessão de comentário comentados na milenar cidade de Orchha na Índia central.

Segundo ponto. A viagem ainda não é patrocinada. Meu pai me emprestou uma grana massa e também eu juntei uma grana fazendo uns bicos pelo Brasil. Os quatro meses de trabalho nos EUA também me deram um bom pé-de-meia.

2 – Meu pai perguntou:

o que aconteceu hoje? Dispararam as visitas! São 16 horas e já tem 366 visitas.

R – Isso é o que eu apelidei de “efeito banguela”. É engraçado ver a curva de acessos do site em um mês em que eu tenha aparecido no jacarebanguela.com. Vê como ficam os acessos.Essas “pontadas” são as aparições no jacarebanguela. Atente para o fato de que elas crescem absurdamente, mas depois também caem absurdamente. Essa “ascensão e queda” do blog é devido ao fato de que o endereço do blog acaba saindo da sessão principal do site, o que diminui a visibilidade do blog e faz cair o número de acessos. Mas atente também que, apesar da queda brusca, a média de acessos diários aumenta um pouco (já que novas pessoas passam a ser leitoras diárias).

Hahaha. Mas de boa, meu pai também já aprendeu a diagnosticar o “efeito banguela”.

3 – Anonimo perguntou:

eu também queria saber qual foi o motivo que fez vc se arrepender de comprar as passagens. já perguntaram isso aqui no blog milhares de vezes, não entendo pq vc sempre ignora esta pergunta 😦

R – Ok. A parada é a seguinte. Eu estava propositalmente ignorando essa pergunta porque eu estava, digamos, ficando “de bem” com a Staralliance e principalmente com a United. Após a minha desastrosa viagem pra Los Angeles (desastrosa pra mim, divertida pra vocês) eu comecei a odiar a United. Resumindo. Devido ao atraso de mais de 6 horas do meu vôo, a United me prometeu pagar um hotel quando eu chegasse em Los Angeles, pois chegaria numa cidade imensa e totalmente desconhecida pela noite e ainda teria que pegar um outro busão para Santa Bárbara. Achei que foi (e continuo achando) um grande desrespeito me prometer algo no Brasil e quando eu cheguei nos Estados Unidos, me falaram que não ia me dar porra nenhuma. Fiquei a ver navios (ou aviões, já que estava no aeroporto).

Como ia dizendo, comecei a odiar a United por causa disso. Apesar dessa sacanagem que fizeram comigo inicialmente, no decorrer da viagem a United vem me ajudando sobremaneira e até agora não tive mais problemas. Pelo contrário, a minha relação com a United vem apenas melhorando. Diria hoje que não odeio a United, mas também não amo de paixão. Hoje não mais me arrependo de ter comprado com a United.

Me arrependo sim de ter ido fazer o programa de trabalho temporário com a Intercultural, mas isso já é outra história. Vou esperar o site aumentar um pouquinho mais o número de acessos e posteriormente escrever a profunda falta de respeito que Intercultural nacional fez comigo. Tou pensando até em fazer um banner escrito “Não viaje com a Intercultural”e colocar no topo do site. Eles tão achando que eu esqueci, mas eu ainda não esqueci não, infelizmente sou uma pessoa rancorosa.

Gente, em tempo, se você for de Brasília, aconselho piamente fechar com a Intercultural de lá, as meninas de Brasília são minhas amigas da UnB, pessoas super-doces e atenciosas. Sempre que precisei de ajuda e orientações de Brasília, nunca tive problemas, pelo contrário, elas sempre se colocaram a disposição, meu problema é com a Intercultural nacional mesmo. Portanto vamos deixar em panos limpos, se você for de Brasília, feche com a Intercultural, se não for, feche com qualquer outra. Até com a CI.

4 – Mike Weiss começou me sacaneando, mas depois perguntou algo interessante:

Faaaala Garoto Cartao Postal! eheh
Seu blog é incrível, estou fechando minha RTW (inicio em outubro) e sou leitor assíduo 🙂
To fechando meu roteiro com a Oneworld, do sudeste asiatico vou fazer de Singapura a H.Kong por terra… to ferrado hein?! rs
Falando em ferrado, seus cartoes bancarios estao funcionando tranquilo aí? E o fuso horário, tá te deixando panaca??? eheheheh
se cuida aí, SORTE

R – Rapaz, o cartão de crédito aqui funciona sossegado. Tanto o meu cartão dos EUA, quanto o do meu pai tão funcionando perfeitamente bem. O único detalhezinho é que pelo sul da Ásia NINGUÉM aceita cartão, seja de débito, seja de crédito. Cara, em Bangkok você ainda acha alguns lugares que aceitam cartão de crédito, mas cidades com menos de 500.000 habitantes, eu ainda não vi. Portanto, sempre carregue dinheiro vivo. Na minha carteira, sem brincadeira, hoje tem quatro moedas: Dólar, Rúpias (Índia), Rúpias nepalesas e Baths (Tailândia). Se for viajar na Ásia lembre desse toque. Pegue uma boa quantia em dólares ou euros de dinheiro vivo e vá trocando nos países por moeda local ou então fique pagando taxas nos caixas eletrônicos toda vez que for sacar.

5 – A Adriana Jansen, ao ler o post sobre a Guerra do Vietnam, me deixou um scrap em ingles no orkut (gente chique e’ outra coisa). Como sei que muita gente nao entende ingles, vou resumir o que ela comentou.

Adriana comentou que curte le o meu blog, mas que ficou triste ao ver que eu parecia comemorar e gostar das mortes dos soldados americanos na Guerra do Vietnam. Ela perguntou se era impressao dela ou eu estava sendo anti-estadunidense. No final ela faz um pedido pra que eu seja mais cauteloso quando for escrever, porque o que eu escrevo influencia varias pessoas.

R – Adriana, certa vez, assistindo Chaves, eu aprendi que so os idiotas respondem uma pergunta com uma outra pergunta. Hoje vou dar ao luxo de ser idiota:

Os americanos, que nao tinham nada a ver com a historia, mataram diretamente mais de um milhao de pessoas e indiretamente mais uma galera, ja que os bombardeios americanos no Sudeste Asiatico contribuiram sobremaneira para a desastabilizacao da regiao. A subida ao poder do Khmer Rouge no Camboja que matou mais que 10% da populacao do pais (por volta de um milhao de pessoas mortas), assunto que vou tratar no post sobre o Camboja, conta como mortes indiretas na minha concepcao. Porque ninguem parece se importar com esse povo?

Serio, eu achei lindo eles terem pegado um pau no Vietnam e hoje “sentarem de ladinho” como falei, assim como achei lindo os franceses pegarem um pau na Argelia, os russos no Afeganistao e por ai vai. Numa guerra, dificilmente temos um lado “certo” e outro “errado”, mas nao tem ninguem que coloque na minha cabeca que ha algo mais legitimo do que o de um povo lutar pela sua independencia (como Argelia e Vietnam) ou por sua integridade territorial (como o Afeganistao). Serio, eu acho que seria muito bonitinho se todo mundo pudesse dar as maos e cantar “Imagine” do Jonh Lennon, mas isso, no contexto internacional e’ algo impossivel. Viva a brava batalha do povo vietnamita.

E ah sim, prometo ser mais cauteloso depois do seu comentario 🙂

Abracos maranhenses

Arf…

Galera… tou arrebentado…
Acabei de pegar uma viagem de mais de 25 horas entre o Nepal e a India… Serio, foi DE LONGE a pior viagem da minha vida… Mas serio, bicho… Voces vao rir DEMAIS depois quando eu comecar a escrever sobre essa viagem, afinal, voces SEMPRE riem das minhas desgracas.. hahahahaha
Enfim, esses dias vai ser meio complicado postar algo no blog, pois estarei viajando diariamente por trem, ar, jumento e o que vier… Mas enfim, eu nunca deixo voces na mao e levo essa parada desse blog muito a serio… A segunda parte sobre o topico do Vietnam ja esta acabada, falta so a revisao e o acabamento, logo, provavelmente postarei nessa semana… Mas antes de postar sobre o Vietnam gostaria de postar mais uma sessao de “comentarios comentados” e de “buscas engracadas”, porque ja ta acumulando…
Enquanto isso, divirtam-se com um videozinho que fiz ha MMMUUIIITTOO tempo atras na Tailandia e tinha me esquecido de postar aqui no blog… Esse video com certeza nao pode passar em vao

E mais uma vez!! APARECI NO JACAREBANGUELA, DOIDO!!! hUHAEUAEUHEU!! BOM DEMAIS!! OBRIGADAO BANGUELAS!!
abracos maranhenses

Vietnam

Vietnam?


– Mas depois que saiste da Malásia, de Kuala Lumpur, nao foste pro Camboja, Claudiomar? Porque o post de agora é sobre o Vietnã? – Você deve estar se perguntando.

Cara, o motivo é que eu curti demais o Camboja. O Camboja teve tudo do que eu mais curto numa viagem: cultura, história, gente legal, fatos engraçados etc. Por causa disso vou inverter um pouco a ordem das coisas. Alem dos motivos citados acima, resolvi inverter também porque se eu postasse sobre o Camboja e posteriormente sobre Bangkok e Ayutthaya (a ex-capital da Tailândia), a Tailândia ia ficar meio que sem graça, ja que as ruinas de Ayutthaya parecem coisa de crianca comparada com as ruinas de Angkor no Camboja. Portanto vou deixar o Camboja por último que é pra poder deixar vocês na curiosidade.

Esse templo chines em Ho Chi Minh teve uma historia MUITO engracada doido. Se voce prestar atencao, a minha mochila ta bem ali na escadaria. Eu tirei a mochila das costas e fui me afastando pra poder tirar uma foto. Rapaz, saiu uma chinesinha la de dentro, gritando, doido!! AAAAhhh!!! Eu sem entender o que era, fui la pegar a minha mochila. Quando eu peguei a minha mochila, eu vi que o motivo daquela gritaria dela e’ porque ela achou que eu tinha largado a mochila com bomba em frente ao templo. Hahahaha. Esse povo que gosta de ficar se matando tem cada neura, brother…

Mas então, o Vietnã é um país situado no Sudeste Asiático, cuja capital se chama Ho Chi Minh e mundialmente famoso devido a sua unificacao que levou a uma guerra feroz com o Estados Unidos. Possui uma população respeitável de 80 milhões de pessoas e 54 etnias (segundo o Museu Nacional), apesar de ser um país quase que do tamanho exato do famoso e amado estado do Maranhao (bicho, se liga na coincidencia! Vietna, 331,690 km² Maranhao 331,983.3 km²) que possui uma populacao aproximada de 6 milhoes de pessoas. Também faz parte da nova geração de tigres asiáticos e a sua economia anda indo bem das pernas por esses tempos, já que os bichos tão crescendo em média 8% ao ano.
Reconstituicao da francesa Catedral de Notre Drame em Ho Chi Minh

O Vietnã ainda é de fato um país muito pobre. Pareceu-me um pouco melhor que o Camboja, mas bem atrás da Tailândia. Seria capaz de comparar o nivel de vida ao que pude ver na Indonesia.
O país geograficamente é bem parecido com Portugual e com o Chile. Uma “língua de terra ” espremida entre países limítrofes e o oceano. E, assim como o Chile, apesar de ser bem fino, acaba sendo um país bem extenso de Norte a Sul. Por ter uma costa tão grande e uma história tão fascinante, o Vietnã definitivamente não é um país para ser visitado em apenas uma semana como foi meu caso. Uma pena que não pude ficar mais tempo, mas preciso terminar minha viagem em dezembro e ainda há uma Europa inteira por viajar.

Historia do Vietnã

Cara, o Vietnã com certeza é um dos países com história mais impressionante que conheci. Quando a gente fala de Vietnã, é inevitável que a primeira coisa que venha à cabeça seja a mais que famosa “Guerra do Vietnã” (que lá eles nomearam como a “Guerra dos Estados Unidos”). Mas a história desse país fascinante é muito mais do que isso.

AAAhhh sao muitos!! Matem-nos todos!!!


Pra começar que o Vietnã é um país de história milenar. Durante toda a sua história (e eu não vou me ater muito a isso por não ter muito domínio sobre o assunto) eles saíram no pau com vários tipos de povos diferentes, tais quais mongóis, chineses, khmers (Camboja) etc. Algumas vezes foram dominados, algumas vezes dominaram e por aí vai. Só pra vocês terem uma idéia, eles ficaram sobre domínio chinês por mil anos initerruptos. EU DISSE MIL ANOS. Gente, vocês tem noção do que são mil anos? É tempo demais, bicho. Quase o mesmo tempo que durou toda a historia do Imperio Romano do Ocidente, desde o seu nascimento de Romulo e Remo ate a queda em 476. Apesar disso, eles sempre mantiveram sua cultura e língua. E’ estudando acerca de um pais sobre esse que voce percebe que o Brasil e’ um pais de idade ainda infantil.Mas com toda certeza, nenhum século foi tão traumático para os bichos como o século XX. Cara, durante o século XX, eles tiveram que lutar contra japoneses, franceses, americanos e ainda enfrentar um regime socialista, que como todo bom regime socialista que se preze, matou milhares de pessoas de fome e exaustão.


Tanque americano abatido por vietnamitas. Museu da Guerra em Ho Chi Minh City


Após a segunda guerra mundial, os vietnamitas sobre a liderança de Ho Chi Minh, o grande herói da nação, iniciaram a sua luta pela independência da França. O país lutou bravamente, conseguiu ficar independente, mas ao final da guerra, acabou sendo dividido em dois países diferentes, um alinhado com os vermelhos e o outro alinhado com o Ocidente. Após poucos anos passados de vitoria sobre a Franca, como não havia lógica em um só povo ficar dividido em dois países, Ho Chi Minh e sua trupe mais uma vez pegaram em armas e tentaram reunificar o país a base da porrada. E aqui começa a nossa história.


Ah quem diga que nenhum lugar no Vietna esta completo sem um busto ou uma imagem de Ho Chi Minh. Busto dele no Museu Nacional

Guerra do Vietnã – entenda mais sobre

É lógico que os EUA não ficaram nenhum pouco satisfeitos quando perceberam que um dos seus estados satélites, numa das regiões mais estratégicas da Ásia corria o risco de ficar sobre dominação comunista. No início da guerra, eles apoiaram o Vietnã do Sul com armas e grana, numa parceria parecida com a que hoje possuem com a Colômbia. Em 1965, percebendo que não ia dar pros sul-vietnamitas e Ho Chi Minh e seus amigos ia realmente unificar o país, os EUA resolveram ser mais enérgicos.
Rio Mekong, famoso durante a guerra

Todo esse engajamento estadunidense devia-se ao receio de ocorrer um “efeito dominó”, ou seja, se o Vietnã ficasse sobre dominação comunista, isso iria contrabalancear o frágil equílibrio de poder da região encorajando os outros paises do Sudeste Asiatico a se alinhar aos comunistas. Com o mesmo clichê de sempre “a democracia e a liberdade estão sendo ameaçadas” no Vietnã e arrogantemente confiando em todo o seu aparato bélico e poderio econômico, os EUA começaram a gradativamente despejar tropas no Vietnã. O final todo mundo já sabe. Seguindo o exemplo da França, os Estados Unidos, graças a Deus, pegaram um pau tão grande que até hoje tão sentando de ladinho. Em 1975, o mundo inteiro, chocado, acompanhava pela TV as imagens pateticas de americanos e outros estrangeiros, desesperados, sendo resgatados de helicoptero da Embaixada americana. Era o fim da guerra e mais uma potencia ocidental era vencida pelos vietnamitas.
O principal erro dos estadunidenses, deveu-se ao fato de que eles entraram numa guerra que não era deles, onde seus soldados nao entendiam porque “cabelos longos não usa mais, não toca a sua guitarra e sim, um instrumento que sempre dá, a mesma nota, Ratatá”. Os garotos acostumados a Big Mac e que “amavam os Beatles e os Rolling Stones” estavam lutando contra um povo que há gerações não sabia o significado da palavras “paz” e, além disso, lutavam por um país, por uma nação, basicamente lutavam pelo seu pedaço de chão, portanto não importaria o preço que eles iriam pagar, mas eles não sair de lá tão cedo.

Ho Chi Minh, o maior herói vietnamita

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Vietnã – Tuneis de Cu Chi

Vietcongues!!! Corram para as montanhas!!!

Cara, os vietnamitas não tinham grana e armas da última geração, mas tinham raça. Perto da cidade de Ho Chin, é possível visitar parte da intricada rede de túneis que os vietnamitas utilizaram pra poder se deslocar pela selvas sem serem perseguidos pelos americanos.

Cara, é uma coisa impressionante esses túneis. Eles são muito, mas MUITO estreitos. Pô, eu, com 1,63m tive dificuldade pra poder trafegar por dentro deles, imagina um soldado americano. Aqueles tuneis beiravam a perfeicao, cara. So pra voces terem uma ideia, mesmo que eles achassem, sei lá, um descendente de japonês ou algo do tipo pra poder enfiar dentro do túnel e colocar pra ir atrás dos vietnamitas, ele com certeza ia se dar mal, já que os túneis não seguiam um só caminho. Eles levavam a várias armadilhas e alçapões diferentes, logo, você precisava realmente conhecer o caminho se nao tava no sal.
Guia do parque demonstrando como entrar no tunel
Por essas e outras que, pra poder lutar contra “vietnamitas tatus”, pra “poupar tempo”, os americanos jogavam gás laranja nas entradas dos túneis ou simplesmente, para não dar muito trabalho, bombardeavam tudo com B-52. Mermão, eles mostraram pra gente uma cratera de um B-52, uma coisa impressionante. Deve ter pelo menos uns cinco metros de profundidade. Desse jeito acha qualquer túnel, fiquei com pena foi só das formigas.
Outra coisa que me interessou bastante foram as armadilhas que eles colocavam no meio da selva. De todos os tipos e designs, imperceptíveis, perfeitas para infligir dor e dano aos soldados inimigos. Cara, quem já jogou RPG ia ficar fissurado vendo aquelas armadilhas, parecia AD&D demais!!! Depois coloco o video de algumas delas pra voces verem.

Um maranhense sempre esta a espreita a procura do inimigo.
Só sei que eu também tava andando por lá e vez ou outra eu só escutava o barulho: PÁ PÁ PÁ PÁ. Eu ficava pensando: – Será se os bichos resolveram reviver a guerra e saíram pra matar todo mundo? Pô, era real demais, cara! Parecia barulho de bala mesmo. No final fui descobrir porque parecia tão real. Eles tinham alguns fuzis do tempo da guerra e vendiam balas, caso você quisesse mandar ver em uns barrancos que tinham por lá! Rapaz, deu vontade viu?? Só não comprei e fui lá atirar porque o pacote de 10 balas custava a bagatela de 13 dólares ¬¬ Mas pô, os caras tinham até uma AK-47! Mermão, eu nunca na minha vida achei que um tiro de fuzil fazia tanto barulho!
Quem nunca pagou um cofrinho na vida? Se for nos tuneis de “Cu Chi” ainda.. E viva os trocadilhos infames
Mas no final, o que mais me marcou e o que mais me deixou feliz foi que, cara, ELES SERVIRAM MACAXEIRA PRA GENTE!! Não sei como vocês falam por aí, mandioca, aipim, tapioca ou o que for, mas no Maranhão é macaxeira!! Éguas doido!! Pirei demais!!! Desde o Brasil que eu não comia macaxeira!! Achei que mandioca só tinha no Brasil

Reportagem de capa no Jornal “O Estado do Maranhão”

Galera, como havia prometido há algum tempo, aí vai a reportagem que saiu no jornal maranhense “O Imparcial”. Nossa, curti demmaaaiiisss a maneira com que a reportagem foi feita! Queria deixar os agradecimentos mais do que especiais e fraternos para o Sarmatony e pro Robson que trabalharam na matéria e também pra Roseana (ou rosinha), uma amiga minha do Maranhão mais do que fofa que fez questão de escanear a reportagem lá no Maranhão e mandar diretamente no Nepal pra mim que não aguentava mais de curiosidade!!!

Acho que eu não cheguei a comentar como foi que essa reportagem começou. Algum amigo que lê o blog entrou em contato com o Sarmatony, jornalista que trabalha no Imparcial, falando sobre o blog. O Samartony gostou da idéia e entrou em contato comigo pra saber da possibilidade de conversamos pra ele fazer uma reportagem sobre isso. Até hoje não sei quem entrou em contato com o Samartony, mas fica para essa pessoa os meus mais sinceros agradecimentos. Se mais alguém quiser seguir o exemplo de nosso amigo e também entrar em contato com jornais sobre o “Zeca Camargo maranhense”, estamos aí, heheheh.

Enfim, aqui no Nepal tá MUITO complicado pra poder postar. A internet é muito longe do local que tou hospedado e pra variar ruim e cara. Mas vou ver o que posso fazer por aqui. Vou tentar fazer o post sobre o Vietnã amanhã ou depois de amanhã!!!

Abraços Maranhensesea4f6-clauclau1 Continuar lendo “Reportagem de capa no Jornal “O Estado do Maranhão””