
Marrocos – A terra dos bérberes – Relação Marrocos x França. Afinal, fica em qual continente?


Depois de todo esse rolê por Chile, Bolívia e Peru, todos esses perrengues, quando cheguei em Lima eu estava só o pó da rabiola. Cansado demais.
Lá fiquei hospedado na casa de alguém que já foi famoso nesse blog aqui. O meu fiel escudeiro e parceiro de perrengues e presepadas do tempo da Austrália. Sim, fiquei na casa do grande Jonas!
Ao contrário da época da Austrália, onde eu e o Jonas éramos apenas dois moleques desesperados por tentar sobreviver na Austrália, em Lima a situação era totalmente o contrário. Jonas hoje é diplomata e mora em um apartamento super legal, em um bairro super legal chamado Miraflores.
Não teve jeito. Combinou meu cansaço, com aquele friozinho bom de ficar dormindo o dia inteiro, com o apartamento do Jonas, com o fato de que eu iria voltar a trabalhar logo depois quando voltasse ao Brasil (portanto não poderia chegar todo moído)… Passei dias só dormindo.
A maioria dos passeios foram aproveitar da diversidade gastronômica de Miraflores com o Jonas, o que na verdade foi bem bom.
Jonas começou a querer fazer eu me mexer:
– Levanta daí, seu cabra! Vai procurar alguma coisa para conhecer em Lima!
– Mas, Jonas, Lima é exatamente como todas as outras cidades que eu já fui no Peru e na Bolívia. Plaza del armas para cá, Catedral para lá, Incas para cá, Pizarro para lá.
– Sim, mas levanta e vai fazer alguma coisa da sua vida! Você viajou até aqui para ficar dormindo?
Acabou que um dia resolvi ir para o centro de Lima. Miraflores é um subúrbio de Lima, loooonnggeee de tudo. Peguei um táxi e gastei quase uma hora e meia para chegar. Quando cheguei lá, o que tinha?
Plaza del armas para cá, Catedral para lá, Incas para cá, Pizarro para lá. ¬¬
Melhor foi a hora de voltar.
Nenhum taxista queria me trazer de volta, pois era horário de pico e para eles compensava mais fazerem corridas curtas do que ficar uma hora e meia no trânsito para me deixar em Miraflores. Tive que pagar o dobro para um taxista aceitar me levar de volta. ¬¬
Outra coisa digna de nota foi que uma noite resolvi ficar em um albergue, sei lá, para ver se conhecia gente nova. Escolhi um quarto com duas beliches. Quem viria a ocupar as camas de cima? Os irmãos Ortiga que eu havia encontrado algumas vezes pelo caminho e inclusive escrevi sobre elas na história da truta maldita em Copacabana (se quiser conferir a história, clique aqui). Coincidência demais.
Fomos sair a noite por Miraflores.
Paramos em um bar para tomar uma caneca de cerveja que lá estava em promoção. Um litro de chopp! Ficamos lá conversando e tentando matar aquela monstruosidade de cerveja.
Depois seguimos pela rua, no centro de Miraflores e nunca fui tão assediado para ir em um puteiro quanto naquela vez. Toda hora chegava um cara querendo rebocar a gente para um. Fomos em um Subway para comer um lanche e um gordinho, segurança de uma balada de dentro do shopping, começou a conversar com a gente. Bicho, o cara era tão gente boa que acabou convencendo a entrar na balada dele. Falou que era de graça e lá a cerveja era barata.
Quando a gente entrou…
Não era um puteiro? Dentro de um shopping!!!! Tudo bem que era um minishopping e só funcionava a noite! Mas ainda assim era um puteiro dentro de um shopping!
O lugar ainda era decrépito, as pobres das meninas tinham aquelas caras de abandono e um bando de velho barrigudo lá dentro. Visão do inferno!
Acabou que ficamos zanzando por lá e eu fui dormir cedo, haja vista que no outro dia tinha meu voo de volta ao Brasil.



Sim, Machu Picchu era o motivo principal da minha viagem. Estava ansioso para poder chegar e poder caminhar a vontade por entre aquelas pedras que, de forma impressionante, ainda se mantinham quase que intactas. Machu Picchu deve a sua conservação a seu isolamento. Havia relatos de uma cidade perdida nas montanhas, mas sempre imaginou-se que fosse uma lenda (mais ou menos como Atlântida) e os espanhóis não chegaram a descobrir a cidade. Ainda bem, pois segundo um guia que conversava comigo, se os espanhóis tivessem chegado a Machu Picchu hoje teríamos uma igreja em cima dela.






Cheguei às quatro e meia e já tinha uma fila gigantesca. Tou eu lá, morrendo de sono, com a bunda no chão gelado, esperando, quando um guia fala para um grupo que tava logo na minha frente:
– Óh, tá vendo aqueles dois guias? Eles tão guardando lugar para um grupo. Isso não é justo! Vocês tão aqui esperando e não podem deixar eles entrarem na frente! Façam barulho quando o grupo chegar.
Deu cinco da manhã chegou o grupo que os guias tavam marcando lugar. É lógico que os gringos da frente não fizeram nada. Ah rapaz, eu não deixei barato. Pensei no tempo que eu estava lá, na minha bunda gelada e, bem, comecei a gritar:
– Ow, tem fila aqui, vocês não perceberam não? Amigos gringos!! Tem uma fila aqui atrás.
E os caras começaram a fingir que não era com eles. Comecei a pensar que, bem, eu ia ter que ficar lá até as cinco e meia da manhã. Se eu não tinha o que fazer, eu ia começar ao menos na zueira com eles. Zueira never ends. Comecei a gritar em inglês e portunhol (para a fila toda entender):
– Ow!! Quantos custou a “espertotaxa”? Eu não quero ser bobo de ficar na fila não! Eu quero ser esperto que nem vocês! Eu quero pagar essa espertotaxa que vocês pagaram!
– Nossa, eu sou gringo! Eu sou tão esperto! Vou para América Latina e vou fazer os latinos de idiota furando fila!
– Amigos gringoooooosss!!! A fiiiilllaaaaa!!! É você mesmo que eu tou falando!!! Você de camisa verde, boné verde, calça jeans e cara de espertalhão, vamos pegar a filaaaaa!!
Rapaz, daí começou meio que uma revolução! A fila inteira começou a gritar e os caras começaram a ficar visivelmente sem graça. E eu lá, tacando o terror e dando risada. Rapaz… Até que teve uma hora que um dos gringos, um galego imenso, virou para mim e me mandou eu calar a boca… Ah, bicho, aí eu virei um capeta do avesso. Lembrei de todas as vezes na Austrália quando me tratavam como lixo, me mandavam eu calar a boca e eu ficava caladinho, pois sabia que não tava em casa. Daquela vez eu não ia calar…
Comecei a gritar que ele não podia vir para América Latina e mandar os latinos se calarem. Quem ele achava que era! Um gringo sacaneando na minha casa! Comecei a gritar alto mesmo, que ele era um safado, um miserável, que fazia as coisas erradas e ainda queria me mandar calar a boca. Comecei a gritar tanto que acharam que eu ia sair na porrada com ele. Ele obviamente não esperava a minha reação e ficou com olhar de assustado enquanto a “turma do deixa disso” chegou e ficou me segurando. Obviamente eu não ia sair na mão com ele, além de ser idiotice brigar na rua, se fizesse isso, ia perder o passeio a Machu Picchu. Acabou que parte deles saíram da fila e foram lá para o final, só os mais velhos que ficaram. Eu vi que nem todos haviam saído, mas fiquei de boa, afinal, os que ficaram eram senhores de mais idade.

A fila começou a andar. Quando eu ainda tava um pouco atrás, um dos motoristas gritou “Aqui tem uma vaga no ônibus ainda! Tem alguém sozinho? Se tiver alguém sozinho pode passar a frente”. Eu me voluntariei e, quando eu vi o lugar que tinha para sentar… Rapaz… Parecia filme. Sentei do lado dos velhinhos que furaram. Deu até pena ver o tanto que eles tavam sem-graça, pois sabiam que tavam errados.
Esses aí nunca mais furam fila na vida.
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Águas Calientes é mais do que uma cidade apenas para chegar a Machu Picchu. Uma cidade de montanhas e uma noite muito legal. Para quem viaja de casal sugiro DEMAIS ficar lá por mais uma ou duas noites, já que lá tem umas piscinas termais e um clima perfeito.


Agora, paaaaaaaaaaara os mão-de-vaca, existe a outra opção, a pamonha salgada.
Vi alguns anúncios em Cusco que diziam “vá a Machu Picchu por 100 dólares com tudo incluso”. Sim! O “tudo incluso” incluía passagem de ida e volta a Águas Calientes, a entrada de Machu Picchu, hospedagem em Águas Calientes na noite anterior à subida a Machu Picchu, guia em Machu Picchu, almoço, jantar e café da manhã (os dois últimos em Águas Calientes). Parece bom, não? Qual que eu escolhi? É óbvio! A pamonha salgada pode não ser a mais gostosa, mas é que a sempre carrega mais histórias.

Depois de sete horas de van e quatro horas de caminhada (já que fomos batendo fotos e daí o caminho demorou mais) enfim estava eu em Águas Calientes. Os acreanos, mais espartanos, me falaram que não iriam pagar o ônibus para subir a Machu Picchu, iriam subir na perna mesmo. Uma hora sem parar. SUBINDO ESCADAS! Literalmente! Cê tá louco, minhas pernas valiam mais que dez dólares.



Eu, mão-de-vaca, pensei “para que pagar um ônibus para descer? Para baixo todo santo ajuda!”. Cara, eu nunca tinha feito isso e não recomendo a ninguém. Descer uma hora de escadas é ruim demais. Cada degrau, quando você vai descer, concentra todo o peso do corpo em um joelho. No final meus joelhos estavam doendo demais. Isso porque eu ainda ia enfrentar mais duas horas e meia de caminhada, pois se você for sem parar, dá para fazer nesse tempo.


Cara, hoje quando me perguntam “Claudiomar, pego o trem ou vou no mais barato” eu só respondo “Vá de van só se você não tiver amor a sua vida”. E o pior que falo sério




Comecei a sentir tonturas fazendo um passeio pelos arredores de Cusco e, por mais que eu chupasse balas de coca, eu não melhorava. No outro dia de manhã, ainda que tenha comido só frutas e pão integral, acordei vomitando, com um mal-estar ferrado e diarreia. Depois de algum tempo vendo que não ia melhorar, resolvi procurar um médico. Perguntei no hotel onde havia uma clínica onde eu pudesse ir e a mulher me deu um panfleto de uma próxima. Panfleto em inglês. Perguntei quanto mais ou menos iria sair uma consulta e ela me disse que uns cem reais. Bem, tava valendo.






Cara, chegar a Cuzco é algo muito legal. Todo mundo viaja para a cidade imaginando que ela vai ser só um porto de entrada para Machu Picchu e acaba ficando por dias, como eu.
Cuzco significa “umbigo do mundo” em quéchua e era a capital do antigo império Inca, então o que não faltam são coisas para ver por lá. A gente acha o máximo Brasília ter sido construída em formato de avião. Pois, Cusco foi construída em formato de Puma.
Diz aí se isso não é mais estiloso? É uma das maiores cidades do mundo construídas apenas com base em pedras e foi fundada por Manco Capa, o primeiro imperador inca. O que mais impressiona em Cusco são as paredes de pedra, algumas pedras com 15 e 20 toneladas, perfeitamente encaixadas sem a utilização de nenhuma argamassa. Tão perfeitamente encaixadas que é impossível passar uma agulha entre elas.


Cusco é um dos principais motivos de orgulho do peruanos e símbolo de um passado que já foi grandioso para os incas. As escolas da cidade hoje ensinam quéchua para que seja possível manter a tradição e, na praça principal, Praça das Armas, há um memorial em homenagem a Tupac Amaru que comandou uma revolta em 1780 contra os espanhóis. No memorial é possível ler a mensagem “E no final não conseguiram nos matar” lembrando que mesmo depois de 500 anos a cultura inca ainda continua no Peru. Os peruanos são tão orgulhosos do seu passado inca que a moeda do país chama-se Soles, em homenagem ao Deus Sol Inca.Lá em Cusco é muito simples distinguir quem são os turistas de quem são os locais. Basta prestar atenção nas roupas. Se o cara tiver andando na rua com aquelas roupas de flautista peruano, pode ter certeza que é turista. Os cusquenhos tiram sarro disso, já que todos eles gostam de andar bem vestidos e há tempos não usam aquelas roupas. Outra coisa engraçada é que lá em Cusco parece que as ruas mudam de nome em cada esquina. Você vai andando em linha reta e a cada 50 metros a rua muda de nome. É ótimo para se perder por lá.



Depois de passear pela Catedral de Arequipa, pelo Monastério de Santa Catalina e de quase ter a cama mijada no albergue, chegou o momento de seguir para Cuzco.

Quando ainda estava em La Paz, perguntei a mulher do albergue (Bacoo Hostel, guardem esse nome para nunca ficar naquela espelunca em La Paz, fiquem no Wild Rover), antes de ela me vender a passagem para Copacabana, quanto tempo duraria de ônibus de Arequipa a Cuzco. Ela me disse que duraria quatro horas, o que era mentira, já que a passagem durava 12 horas. Acho que fez isso só pelo prazer de mentir mesmo. Na Bolívia você sempre tem que estar desconfiado. Quando olhei no mapa, nem parecia tão longe, mas, é como falei, no Peru e na Bolívia você sempre tem que lembrar que existem montanhas. O jeito foi encarar outra viagem de ônibus de 12 horas pela noite. A terceira noite que eu iria dormir em um ônibus em menos de uma semana e meia e a segunda seguida, já que eu cheguei de madrugada em Arequipa e ia embora no mesmo dia. Além disso, para piorar tudo, mais uma vez era feriado no Peru, parece que nos Andes eles resolvem comemorar feriado sempre na época que eu preciso viajar de ônibus.
Depois do Monastério, peguei um táxi com o taxista mais mal-humorado que conheci na vida. Pelo menos o ônibus não estava caindo aos pedaços como os da Bolívia. Procurei o meu banco e do meu lado sentou uma Cholita com bebezinho de colo que era uma gracinha. Tudo tranquilo.
Até chegar a noite.

Cara, a noite despertei de uma vez com um frio imenso! Mas não era aquele frio de boa não. Era realmente um frio grande, do lado de fora com certeza estava negativo e o busão não tinha aquecedor. Olhei para fora e imaginei que já estava amanhecendo, então era só esperar o sol aparecer e ficar de boa. Porém depois de mais ou menos uma meia hora o sol não parecia que ia aparecer tão cedo. Não, não estava amanhecendo, era noite de lua cheia. Eram duas da manhã. A tia do meu lado estava com o seu bebezinho no colo e cada sacolejada que o busão dava, ela ia jogando o bebezinho mais perto do meu colo. Eu ia lá e devolvia ele à mãe.
Tecla Pause
Você acha isso desleixo materno? Um amigo, em um desses ônibus na Bolívia, entrou e quando foi colocar a mochila naquelas prateleiras no teto do busão se deparou com um lindo bebezinho deixado pela mãe que estava abaixo. De boa, né?
Tecla Play
Mas, cara, a cholita do meu lado tinha colocado uns dez lençóis enrolados naquele bebê, ele mais parecia um casulo. Um casulo quentinho… Me abracei a esse casulinho boliviano e comecei a me esquentar. Porém chegou um momento em que meus pés começaram a ficar dormentes. Fiquei com medo de meus dedos do pé congelarem. Cara, no desespero eu decidi tentar falar com o motorista para ele parar o ônibus e eu poder pegar algumas meias na minha mochila.
Rapaz, não é que quando eu chego perto da cadeira do motorista do ônibus tinha uns três edredons lá? Provavelmente seriam para ele, mas, nessas horas, tudo o que você pensa é nos dedos do seu pé. Surrupiei dois e levei para o meu banco como se nada tivesse acontecido. Bem vindo a selva, amigão. Com esses edredons consegui me esquentar de boa e seguir viagem.
O pobre do motorista deve estar se tremendo até hoje.
Arequipa foi supostamente fundada por Pizarro em 1540 e já em 1579 foi fundado um monastério que, por algum tempo, foi o maior do Peru. Como nunca havia feito uma vista a um monastério para valer, resolvi pagar a absurda quantia de dez reais e realizar uma visita guiada por ele. 




Hoje vivem 14 monjas naquele monastério com idades variando entre 26 e 65 anos. Porém, na época áurea esse número poderia ser até dez vezes maior. Hoje as regras a que estão sujeitas as monjas são mais flexíveis, porém vou descrever como era na época em que o Monastério foi criado pois são mais interessantes os relatos antigos que os atuais.
As monjas viviam em regime de completo isolamento frente ao mundo exterior. Qualquer contato era realizado por uma parede onde havia uma venda e elas só conseguiam ouvir quem estava fora. Para pegar comprar coisas como remédios e mantimentos, havia uma gaveta onde era possível fazer essa troca.

Se quisessem sair para ver alguém ou receber uma vista, um familiar ou algo assim, teriam que receber autorização do bispo, o que nem sempre era concedido.
Só a elite do Peru fazia parte desse convento, pois ele era extremamente caro. Para ser aceita, a família da monja teria que pagar 2400 moedas de prata, uma fortuna na época, que era dividida em suaves prestações de quatro anos, período que levava para a iniciada ser convertida em monja. Com esse recurso era mantido todo o Monastério, pois um dote era o necessário para bancar até 10 anos de manutenção.
Lá dentro as monjas trabalhavam confeccionando hóstias e roupas para padres e elas podiam ter até oito escravas para ajudar nos afazeres domésticos. Dormiam em uns quartinhos que mais pareciam quitinetes, com fogão, uma salinha e coisas assim. Às escravas era possível sair vez ou outra do monastério, desde que a monja que detinha a escrava autorizasse. Outra coisa que achei interessante é que caso uma monja ficasse doente um médico era chamado. Era amarrado um cinto com sinos em sua cintura e, ao ouvir o barulho dos sinos, as monjas deveriam entrar para seus aposentos, pois só a monja principal e a doente teriam contato com o médico.




Como as monjas viviam em um regime de clausura dedicado a muito estudo, elas eram bem mais instruídas do que a maioria do povo da cidade e bastante procuradas a busca de conselhos que iam desde a esfera íntima à esfera política. Não é de se estranhar que convulsões políticas tenham acontecido com envolvimento, ainda que tênue, das monjas. Até mesmo refugiadas políticas foram aceitas pelas monjas que as hospedavam e as guardavam até o momento em que a poeira baixasse. O exército costumava respeitar o Monastério e não o invadia, porém após algum tempo esse asilo deixou de ser concedido porque já tava virando bagunça. Ainda assim, o Monastério ficou asilando mulheres que necessitavam de ajuda, como mães solteiras expulsas da família.
Essas são algumas das dezenas de histórias que os guias vão narrando enquanto entramos naquele labirinto de quartos, corredores e salões. A visita guiada ao Monastério vale muito a pena, pois o lugar em si é muito impressionante.
Arequipa vale demais a visita, nem que seja para se chegar pela manhã e ir embora pela tarde, como fiz. O monastério e a catedral de Arequipa foram dois dos lugares mais bonitos por onde já pude viajar, de forma que recomendo demais.



