Boletim sueco (UUUUhhhh)
Claudiomar e a Volta ao Mundo em "Um maranhense e a neve"
Galera, sabe aquela conversa de “eu não vou pedir votos pra vocês desesperadamente”? Sim, ela acabou!!! Descobri que se eu for o mais votado em todas categorias posso ganhar um prêmio de 500 dólares!!! Mermão, grana demais!! Portanto!! Não esqueçam de votar, não custa nem dez segundos do tempo de vocês!! Por favor, não esqueçam!! Dêem uma fézinha pro amigo de vocês aí que é pra eu poder viajar mais… Cada pc pode votar uma vez por dia. Se vocês puderem me ajudar mesmo, votem também no meu albúm, na seção “fotos” logo ao lado da seção “blog” que eu também tou por lá. E, por favor, não votem nos concorrentes, pelo amor de deus!!! uhaeuhaeh
Link: http://www.beaworldcitizen.com.br/novo/_br/?secao=Capa_Blogs
Só mais uma observação, gostaria de pedir desculpas por estar postando apenas hoje, mas é que a internet daqui de casa deu piripaque e não consegui postar ontem. Próximo post, como prometido, vai ser na sexta, não percam!!!
Amigos, eis que um dia, 7 horas da manhã, ao sair do trabalho me deparo com uma vista inusitada ao longe. Cara, lindo demais, pareciam até as montanhas nevadas de South Park. Fiquei tão emocionado que resolvi fazer um vídeo e postar no blog. Sim, ficou meio gay essa frase, mas é pra que vocês entrem (uuiii) no clima.
Não deu tempo pra poder ver direito os picos (uiii) gelados no vídeo, logo, resolvi postar a foto pra ficar mais claro. Só pra que vocês entendam melhor, aqui não nevou. Nem passou perto disso, já que aqui o clima é seco. O que aconteceu foi que, depois de muito tempo fazendo um frio danado, as montanhas que tem perto daqui ficaram nevadas.
American Way of Life – como o padrão de vida estadunidense está afetando todo um país
OS BIGMACs MÁGICOS
Boletim suecos (Uhhh!!) e primas!!
Claudiomar X Típica americana caipira!!!
E o que é que a gente quer??? A gente quer…
Pescaria em Santa Barbara – Califórnia
Como precisava de história do blog. Resolvi sair com a galera pra poder fazer uma pescaria no Pier que tem aqui em Santa Barbara. Japoneses, bielo-russa, chineses, suíços e, claro, um simpático maranhense foram para o o ponto turístico mais famoso de Santa Barbara (talvez o único) pra poder demonstrar as suas habilidades de pescadores.
Como de costume acordei quatro da tarde (é porque trabalho de noite, né parceiro?). Escovei os dentes e fui para o Pier já que quase todos estavam lá “pescando”. Quando eu cheguei, já fui vendo a marra do chinês e do suíço. Eita, mas a vara de pescar dos bichos tinha tudo, cumpade… Linha de marca famosa, carretilha, pesinho, CINCO ANZÓIS (eu nunca tinha visto mais que um anzol em uma vara de pesca!!) que pareciam ter sido desenhados por um designer, mira infra-vermelha e o caralho!! Eu, acostumado a pescar com vara de pescar feita de um galho qualquer e sem carretilha, confesso que fiquei espantado logo de começo, afinal, a vara dos bichos (sem segundas interpretações por favor) só faltava falar. Depois de algum tempo aprendendo a manusear aquela “Ferrari” dos mares eu notei que faltava alguma coisa. Não era algo tão importante não. Eu juro que eu fiquei até sem graça de perguntar, sabe?? Sei lá, coisa de maranhense matuto que não conhece a modernidade. Depois de muito relutar eu fui conversar com o chinês:
– Vicent, essa tua vara é boa pacas, né cara?? Eu tou vendo que ela pesca, lava os pratos e ainda leva os cachorros pra passear, mas lá no Maranhão tem algo que a gente usa com a vara quando vai pescar que sempre dá certo e eu tou vendo que vocês não tem..
– O que é, Claudio?
– Tipo… Cara.. cadê A ISCA???????????????
HAEUHhuuhuaheuHUHAUEH.

Sim, foi isso mesmo, a vara de pescar do chinês apesar de ser de última geração nào tinha um pequeno detalhe: A isca. Coisa besta, de matuto mesmo. Pra que você vai oferecer comida pro peixe pra induzí-lo a morder o anzol e assim pescá-lo?? A vara do chinês (EU FALEI: SEM TROCADILHOS!!) não precisava dessas coisas.
Não precisa dizer que a gente ficou lá, que nem um bando de paspalho por quase uma hora e nada, né? Depois de duas horas, eu comecei a perder a paciência e fui falar com o bicho de novo:
– Velho, eu não sei na China, mas no Maranhão, anzol não faz parte da cadeia alimentar dos peixes. O que te faz acreditar que esses peixes vão morder o anzol sem nenhuma isca pra eles comerem??? Cê acha que ele vai pensar “Oh que vida cruel, não aguento mais tanta pressão, vou me matar” e vai lá e morde o anzol?? Eles vão se matar assim de graça???
– Calma, rapaz!! Eu tou te falando, eles comem o anzol sem colocar a isca!!
Perdi a paciência e fui tentar convencer o Suíço a colocar uma isca. Conversei com o bicho e ele falou que tudo bem. Falei com um pescador do nosso lado e o cara me deu uns pedaços de peixe pra poder fazer isca. Não precisa dizer que deu dois minutos conseguimos pescar um peixe, né?? Já tava virando pro chinês com uma cara de “tá vendo, seu idiota, não disse”, quando antes disso um outro fato me chamou a atenção.
Rapaz, quando esse peixe começou a se debater, uma das japinhas que tinha ido com a gente começou a fazer uma festa danada!! Iche, mas a mulher pulava de um lado, pulava de outro, batia palma, gritava, vibrava… Porra, eu vi a hora dela chorar de emoção por estar vendo um peixe! Eu até entendi na hora, poxa, a menina é do Japão, é por isso que ela nunca viu um peixe. Se ela fosse de um país INSULAR, em que a DIETA BÁSICA É BASEADA EM PEIXE, e que é um dos MAIORES PRODUTORES DE PEIXE MUNDO como a BOLÍVIA, eu até entenderia. Mas ela era do Japão, um país sem saída pro mar e desértico, deve ser por isso que ela nunca viu um peixe!!!
Mas voltando, a mulher pulava mais que calango em sol quente!! Parecia uma criança vibrando e só ficava falando “Olha o peixe, olha o peixe”. E bate foto daqui e bate foto dali, só vocês vendo o show da menina. Ela REALMENTE nunca tinha visto um peixe na vida. O Pier inteiro parou pra poder ficar olhando pra gente, pra ficar olhando aquela japonesa serelepe. Melhor não foi a japonesa vibrando, melhor foi a bielo-russa pisando na cabeça do bicho com “um quê de sargentona” e acabando com a festa da japonesa:
– Corta esse peixe aí logo, chinês, senão vai ficar tarde e tá ficando frio. A gente precisa de isca.
– Ôooohhh, você matou o peixinho… (japonesa)
– Claro, minha filha, pra que você acha que isso aqui ia servir?? Botar num quadro e pendurar na parede do seu quarto?
Uuuuuhhh, nada como a doçura de uma eslava para poder lidar com uma situação dessas…
Saldo final?? Dois peixes pescados, posteriormente usados como iscas e mãos vazias para casa.

Lidando com a situação…
Ontem, enquanto escrevia o blog, aconteceu um fato no mínimo inusitado.
Entra pela porta principal, uma mulher, CINCO HORAS DA MANHÃ, com uma cara de desesperada. Pra melhorar a situação, rua deserta, eu sozinho na recepção do hotel e chovendo do lado de fora, cenário perfeito para um filme de terror ou para ocorrer um “maranhencídio”.
Vendo aquela situação, fui na direção da mulher pra poder falar com ela:
– Olá, tudo bem? Como posso ajudá-la?
– Tipo, tipo, é… Será se eu poderia ficar por um instante aqui dentro?? (Ela realmente parecia nervosa). Será se eu poderia dormir, deitada no banco de madeira que vocês tem aqui no lounge por algumas horas??
Cara, quando ela falou a primeira palavra pra mim deu pra ver que a mulher tava mais louca que o batman. Eu fiquei bêbado só com o hálito dela. A melhor de tudo não é essa, a melhor é que além de estar bêbada eu ainda teria que explicar pra ela como funciona um hotel. Deu vontade de falar pra ela, algo do tipo “minha amiga, sabia que o hotel é um lugar em que você PAGA PRA PODER DORMIR?? Depois de pedir pra dormir no banco daqui você vai fazer o que?? Vai em um restaurante pedir pra comer só um pouquinho??”. Pô, dá vontade de falar nisso, não dá?? Tá, mas confesso que tentei lidar com a situação com a velha “resposta clichê”:
– Olha, por mim até que você podia ficar aí e talz, dormir no banquinho de boa, mas eu fico preocupado é com meu chefe, já que ele vai já chegar daqui a pouco e ele pode não gostar. Veja bem, não é por causa de mim, mas é porque eu posso me dar mal mesmo e talz… Desculpa mesmo…
– Mas é que eu não tenho onde dormir. Acabei de brigar com meu namorado e eu não tenho pra onde ir…
Uuuuhhhh, sabe aquela coçadinha de queixo de ator pornô com aquele sorriso sacana?? Sim, foi desse jeito que eu fiquei na hora. Presa abalada psicologicamente e totalmente desprotegida à espera de receber o bote. Gorjeta à vista… Juro que já estava pegando o carimbo pra dar a “carimbada na fuselagem”, quando pensei que seria MUITA sacanagem de minha parte me aproveitar da situação em que a mulher estava pra conseguir “o que é que a gente quer”. Além disso, não valia o risco! Precisava pensar em um maneira de fazer a mulher ir embora, já que minha gerente REALMENTE já estava quase pra chegar.
Depois eu fiquei até pensando, a mulher briga com o namorado e no final acaba sobrando pra mim.
– Pois é, o que você tá pensando em fazer? (eu perguntei)
– Não sei, não tenho aonde dormir e tou pensando. Cê tem carro?
– Ãhn?? Não?? (pombas, a mulher era direta no ponto!!! Maria-gasolina total!!)
– Será que você poderia me conseguir um pouco de água?
Fui lá dentro e peguei um pouco de coca-cola pra ela (a mulher precisava de açúcar) e entreguei. A mulher tomou a Coca e não me falou nem “obrigada”. Ela tomou de uma vez e foi só falando depois:
– Será se você podia pegar um pouco mais de coca pra mim??
Ãhhhnnn??? Pronto, agora eu disse pronto mesmo! Será se eu fiz caipirinha no Santo Graal?? Será se eu colei chiclete na cruz?? Pra melhorar a situação a mulher ainda era mais folgada que colarinho de palhaço. Fui lá dentro de novo, dessa vez “com um olho no peixe, outro no gato”, com medo dela se aproveitar da situação pra meter a mão na caixa registradora. Peguei um pouco de água e dei pra ela. Aí veio a melhor parte:
– Ei, eu pedi coca-cola e não água. (FOLGGGGGGGAAAAAAAAADDDDDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!)
– Tá, não posso te dar mais coca não, bebe essa água aí e fica de boa. (Já tinha começado a ficar puto)
– Ah, mas essa água tá com um gosto estranho, o que foi que você colocou? (Pronto, ela realmente achava que eu queria fazer ela de gorjeta!!)
– Não é nada não, é só água!
– Bebe aí pra eu ver! (FOLGGGGGGGAAAAAAAAADDDDDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!).
Caraca, deu muita vontade de rir na hora, como eu tava doido de vontade pra ela ir embora fui lá e bebi.
– Tá vendo, não tem nada!
– Ah, mas eu queria coca! (FOLGGGGGGGAAAAAAAAADDDDDAAAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!)
– Minha amiga, eu já te falei que eu não posso te dar mais coca! Bebe essa água aí! Falando nisso, eu sei de um albergue bem baratinho que você pode ir se quiser, é só 20 dólares a noite.
– Ah, mas eu não quero ir na chuva, tá chovendo lá fora. (Pronto, a mulher já se achava em casa. Fiquei me imaginando naquela situação em que você joga umas pipocas pra uns pombos na praça e depois junta tantos bichos ao redor de você, que você não vê outra opção senão dar o saco inteiro pra ver se eles vão embora).
– Minha amiga, pega um ônibus e vai pra lá. Toma aqui um mapa que mostra como chegar lá de ônibus.
– Ah, mas eu não tenho dinheiro pra pegar ônibus.
– Porra, toma $1,25 aqui (fui lá e peguei na minha carteira). Agora VAI EMBORA!!!
Mlk, depois que eu falei isso, eu acho que ela se tocou, virou as costas e foi com o rabo entre as pernas pegar o busão. Caraca, ainda bem que ela foi embora, cara. Do jeito que ela tava se comportando eu tava vendo era a hora de ela pedir pra eu ir lá dentro e pegar um lençol e um travesseiro pra ela poder deitar no banco. Graças a Deus ela foi embora! Foi bater lá no albergue, hehehehehe. Virou problema de outro, hehehe. Cara, é isso que dá sempre querer ajudar as pessoas, mulher folgada que só amendoim em boca de banguela, meu…









