Belém – Quem tem um sonho não dança

Depois de todos os caminhos pela América Central, ainda me restavam alguns dias em Belém antes de voltar para Brasília. Como já tinha ido algumas vezes a Belém (pô, é do lado de São Luís), não me restou muitas coisas turísticas a se fazer a não ser aproveitar a cidade. Fiquei hospedado na casa de um cara super gente boa do Couchsurfing.org. Até fomos a uma disputa de marchinhas onde a que eu mais gostei os caras fizeram com base em uma história quando foram pescar na Ilha de Marajó e um deles foi ferroado por uma arraia dando origem aos versos “Não arraia comigo que eu ferro com você”.
Porém, o que eu mais gostei passeando por Belém foi ter tido uma surpresa próximo ao teatro de Belém. Perambulando por lá, resolvi parar em um barzinho para tomar uma! Cadeira no meio da praça, hippies vendendo a arte, bêbados maltrapilhos dormindo nos bancos, mendigos por todos os lados, enfim, aquele paraíso para se tomar um chopp e descansar um pouco do mormaço. Cerveja Cerpa no copo e suor descendo pelas costas, noto, de repente, uma movimentação. Era um bloco de pré-carnaval! Éguas! Havia esquecido! Estávamos próximo do carnaval!
Pedi a conta e desci para lá. Quando estava indo a caminho, escutei uma senhora apontando e falando para o filho dela “Olha, o Gim manobrista tá ali no meio, vamos lá bater uma foto!”. Ela parecia realmente feliz em ir atrás dele.
Da floresta tira-se remédio para tudo, de colesterol a derrame!
Fui lá para o bloco para também conhecer esse Gim Manobrista. Depois que eu fui ver que na verdade não era nada de manobrista. Era uma morena, de cabelos longos e olhos escuros, aquele exemplar de beleza do Pará mesmo! O nome dela era “Gina Lobrista”! As pessoas pareciam felizes perto dela, o que me levou a crer que se tratava de uma cantora famosa!
No outro dia, andando com o Lysmar, couchsurfer que me hospedou em Belém, voltei novamente para a praça do Teatro onde estava havendo algo como uma feirinha. Ambiente muito legal, apresentação de capoeira, disputa de rimas, feira de doação de animais, vários eventos ocorrendo naquilo que nos faz lembrar como as cidades podem ser vivas quando ocupadas pelas pessoas fora de suas casas.
E, claro, onde há concentração de pessoas, há Gina Lobrista! E onde há Gina Lobrista, há um turbilhão de gente ao redor batendo foto com ela. Depois que fui saber da sua história. Há alguns anos, Gina Lobrista sai pela manhã de casa com uma caixa de som tocando suas músicas pelos pontos de maior concentração de Belém vendendo seus CDs por cinco reais cada um. Para ter noção do sucesso, vi um programa do Pará que visitava a casa dela e os caras davam uma volta no carro que ela comprou vendendo seus CDs de cinco reais.
Simplesmente adorei. Gina Lobrista é a representação do correr atrás de um sonho do jeito que der. Bota seu carrinho de som na rua, acredita no que você tem para mostrar e sai pelas ruas sem se perguntar se isso vai dar certo ou não. Se Glauber Rocha era o cara do “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, pode-se dizer que Gina Lobrista é a mulher do “um carrinho de mão e um sonho na cabeça”. O som dela é legal, algo entre a sofrência do Pablo e o brega característico do Pará. No início era tudo ela sozinha mesmo, depois começou a chamar alguma atenção e hoje ela já tem até clipe:
Cheguei para bater uma foto com ela, mas preferi ficar de longe e bater foto da muvuca de pessoas se amontoando para poder comprar o cd, tê-lo autografado e tirar foto com ela. 
Gina Lobrista é hoje a Índia Apaixonada e patrimônio imaterial de Belém!

Quem tem um sonho não dança, já diria Cazuza.

Saindo da Guiana Inglesa e pelejando para chegar em Belém

Depois de sair da Guiana, a Surinam Airways, acho que de tanto eu reclamar dela, resolveu nos preparar uma surpresa. Como ela é uma empresa que faz questão de não cumprir horário, fez algo que eu nunca vi acontecer em um voo. Como todo mundo já estava no aeroporto, o voo acabou saindo… mais cedo! Uma hora mais cedo para ser mais exato! Valeu Surinam Airways! Se isso não significasse exatamente nada para mim! Depois da Guiana eu ainda tinha escala no Suriname e na Guiana Francesa. Descemos uma hora mais cedo no Suriname! Yes!!! Porém, só havia um detalhe! Com esse adiantamento do voo, descobri a única coisa em que a Guiana foi melhor que o Suriname. No aeroporto da Guiana havia internet grátis. No aeroporto do Suriname, não! Uma hora a menos de internet. É isso aí, até quando a Surinam Airways tenta ajudar, ela me arrebenta!
Tudo bem, Surinam Airways, o que vale é querer ajudar!
Já de volta ao Brasil, uma fila gigantesca na imigração. Pior que pela primeira vez gostei de uma fila grande. Era interessante ficar ouvindo as histórias que os garimpeiros iam comentando entre si, empolgados na volta para casa. Um falava que tinha recebido um carimbo vermelho do Suriname (o que o impedia de voltar ao país por alguns anos), o outro falava que voltava cheio de dinheiro, o outro que tinha gastado tudo com bebidas e mulheres (de longe o que melhor investiu o dinheiro), fora as diversas histórias de amigos que tinham sumido e ninguém sabia por onde estavam na mata. Vida loca!
Na fila vi um cara cabisbaixo, com o olhar perdido no piso do aeroporto. Fui conversar com ele porque caras assim sempre rendem boas histórias. Tinha um passaporte diplomático à mão. Não entendi se ele era diplomata ou não, mas sei que trabalhava auxiliando os brasileiros na Guiana Francesa. Conversou comigo meio baixinho como era um inferno a vida dele. Cara, imagina ter que lidar com esses bandos de garimpeiros tudo na ilegalidade? O coitado vai lá, estuda para concurso, é aprovado, chega no Itamaraty cheio de esperança, acha que vai ser lotado em Paris ou Londres e jogam o pobre coitado lá no meio da selva amazônica para cuidar de garimpeiro. Ê fase! O trabalho dele basicamente se resumia a visita à prisão, ao hospital e ao necrotério. A vida infernal dos garimpeiros tornava, por tabela, a vida dele também infernal. 
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Uma Guiana francesa diferente – Visão dos garimpeiros brasileiros

P.S: As imagens não são minhas. Foram todas tiradas da internet
Não cheguei a visitar a Guiana Francesa devido a questão do tempo e também porque lá precisamos de visto para entrar. Sim, não precisamos de visto para entrar na França, porém, para a Guiana Francesa, sim. Doido, né? Isso é devido ao grande fluxo de garimpeiros brasileiros que se aventuram na Guiana Francesa e que a França tenta evitar de todo jeito.
Porém, conversando com os garimpeiros que nas guianas, aprendi bastante sobre a Guiana Francesa, pelo menos sobre os garimpos. Todos os garimpeiros que conversei eram unânimes em falar que o pior garimpo é o da Guiana Francesa. Por mais que eu esperasse o contrário (bem, a França é um país um pouquinho mais organizado que as Guianas), o “Garimpo da França” era absurdamente mais perigoso que os garimpos do Suriname e da Guiana Inglesa. Nos garimpos da França todo mundo anda armado e, segundo as próprias palavras dos garimpeiros, o seu documento é uma escopeta. Os garimpos brasileiros na França são ilegais e, onde não há Estado, não há lei. Todas as pendengas são resolvidas na base da bala.

Conheci um cara que trabalhava como músico de garimpo. Ele me disse que era de um dos bairros mais violentos de Belém, mas que ainda assim se assustou com o que viu nos garimpos franceses. O bando de armas que as pessoas carregavam foi a visão mais próxima que ele viu de um filme de faroeste. Disse-me que quem anda “desarmado” por lá anda pelo menos com uma pistola no bolso. Apesar de tudo, diz que rola um respeito entre os garimpeiros e eles não saem se matando assim gratuitamente, até porque, bem, em um lugar que todo mundo anda armado, talvez seja melhor manter a calma.

Ele me disse que uma vez estava tocando em um garimpo e caiu na besteira de tocar uma música do rei da sofrência. Sim, ele começou a tocar Pablo. Rapaz, diz que é só tocar Pablo que os cabas ficam doidos. Diz que ele tava lá de boa, moendo o teclado quando só escutou uma rajada que de tão alta ele se assustou e caiu por cima do teclado. Quando foi ver o que estava acontecendo, era um cara empolgado dando tiro para cima com uma escopeta. O que a sofrência não faz.

 O pagamento por todo tipo de serviço, como o de músico, é feito, lógico, em ouro, não em dinheiro. Mas como eles fazem, metem o ouro no bolso e voltam ao Brasil? Eu também fiquei com essa dúvida. Não, não dá para fazer isso. Andar com ouro no bolso é muito arriscado, ainda mais no meio do mato e na ilegalidade. Alguém pode querer te matar para ficar com seu ouro ou a polícia ou alfândega do Brasil ou das Guianas vão te questionar o que você vai fazer com isso e, como nada é declarado, obviamente, será confiscado. Nesses lugares de garimpo ou tem várias casas que simplesmente compram ouro ou casas em que você faz o depósito em ouro e eles remetem o valor para uma conta no Brasil, obviamente tirando a comissão deles. Cara, tudo já é engrenado para o garimpo, por isso que tem tantos brasileiros pelas Guianas fazendo isso.
Diz que esses garimpos ilegais na França dão uma grana danada para todo mundo, mas tem que extrair tudo o mais rápido possível, pois dá um mês, dois meses, chega a polícia francesa, dá o flagrante e leva todo mundo preso além de tacar fogo em tudo que for possível, das cabanas ao maquinário. A polícia taca fogo, os caras perdem tudo, são mandados de volta ao Brasil só para dar o tempo de comprar novamente um novo maquinário e se embrenhar na selva francesa novamente com máquina e tudo para um novo garimpo. E aí fica esse eterno jogo de gato e rato. Por isso que precisamos de visto para viajar a Guiana Francesa como se isso, obviamente, fizesse alguma diferença a quem sai se embrenhando no mato.
Engraçado que conversando com Raimundo, o maranhense que conheci no aeroporto da Guiana Inglesa, fiquei surpreso quando ele me disse que já tinha ido a Guiana Francesa:
–          Mas como tu conseguiste entrar lá, Raimundo? Lá precisa de visto!
–          Ah, eu dei um jeito.
Hoje fico pensando o quão idiota foi pergunta isso para ele. Cara, os bichos conseguem atravessar o rio e entrar ilegalmente na Guiana Francesa com TONELADAS de equipamentos e maquinários. Dragas do tamanho de carretas. Imagina como deve ser difícil só atravessar o esquálido do Raimundo.
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Na Guiana Inglesa, um maranhense bem esperto e eu

Quando estava saindo da Guiana Inglesa, ainda no aeroporto, conheci um brasileiro. Depois de um tempo conversando fui descobrir que o cidadão era maranhense. Chamava-se Raimundo, estava na Guiana fazia seis meses e foi trabalhar no garimpo. Antes trabalhava como barrageiro, que é como chamam a galera que trabalha na construção de barragens. É um serviço interessante e meio itinerante onde ele disse que dava para tirar uma grana legal. Como queria conhecer outros países (bem, a Guiana Inglesa é outro país, não?), aproveitou que tinha uma tia no Oiapoque, cidade no topo do Amapá, e resolveu se aventurar nas guianas. Passou seis meses no garimpo e tinha juntado quase 25.000 reais em seis meses trabalhando lá, já descontando as despesas com alimentação, hospedagem e passagens. Nada mal, não?
Ele começou a me falar como era o garimpo na Guiana Inglesa. Disse que era de boa, que lá quase não morria ninguém assassinado no garimpo (ênfase no “quase ninguém”), era só não ter boca grande e não sair falando quanto o garimpo que você trabalhava tava dando de lucro. Foi outro também que me disse que hoje no garimpo ninguém mais faz nada a mão, é tudo mecanizado!
Cara, ele era tão humilde que nem escrever direito sabia, praticamente desenhava o nome e me pediu diversas vezes para preencher o cartão de imigração dele, já que escrevia muito devagar. Na hora que nos chamaram para fazer a imigração, eu meio que me distanciei dele, pois, bem, ele tava meio enrolado. 
Catedral anglicana de São George. Uma das mais altas igrejas de madeira do mundo.
Interior da Catedral
Senti-me um pouco mal de deixar um brasileiro a própria sorte, mas aeroporto é assim. Não poderia ficar do lado dele o tempo todo pois, afinal, cara, ele não tinha preenchido no formulário de imigração o endereço em que havia ficado em Georgetown, o endereço que iria ficar em Belém, ele só poderia ficar três meses no Suriname e estava há seis, tinha trabalhado mesmo só tendo visto de turismo e para piorar, bem, ele era garimpeiro. Era um cara legal, mas garimpeiro tende a se envolver em enrolada. 
Parlamento Guiano
Interior de uma igreja católica em Georgetown

Trocando em miúdos, ia dar problema. Por mais que quisesse ajudá-lo, se desse algum problema e me vissem do lado dele, até eu explicar que havíamos nos conhecido há algumas horas no aeroporto e que não estávamos juntos… Bem, poderia ser o suficiente para eu perder o voo e ter que pagar pela remarcação de todas escalas seguintes.

Falei para ele ir na frente e fui para o outro guichê. No meu guichê o cara me bombardeou de perguntas, onde eu tinha ficado, o que havia feito na Guiana, o que fazia no Brasil, assim, como se alguém que passa dois dias na Guiana vai para lá para garimpar. Tudo sendo perguntado em inglês e eu pensando “rapaz, se a coisa tá ruim assim para mim que tou com tudo certo, imagina para Raimundo que nem escrever o nome dele sabe direito”. Sei que depois do batalhão de perguntas, quando vejo, tá Raimundo lá frente, todo sorridente, já tinha passado até o Raio-X.
Fui, lógico, perguntar para ele como ele tinha resolvido, já que, beleza, ele podia até ter tido sorte de não arrumarem problema com ele, mas ao menos o visto expirado eles iam fazer alguma pergunta e ele não falava inglês. Ele não se fez de rogado e me respondeu:
– Claudio, foi simples, eu coloquei 1000 dólares guianenses (cerca de 10 reais) dentro do meu passaporte. O cara folheou, folheou, folheou, quando viu a nota, só sorriu e me mandou seguir.
Raimundo não era fluente no inglês, mas sabia a única língua que importava.
Banco Central da Guiana
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Histórias de um vendedor de livros…

Recebo um pedido de amizade de uma menina que eu não lembro de conhecer:
– Oie, tudo bem, você me adicionou no Facebook, de onde nos conhecemos?
– Então, não nos conhecemos. Moro em Indaiatuba e trabalho com uma empresa de transporte logístico da Azul Linhas Aéreas. Comecei a ler o seu livro e simplesmente adorei. Daí resolvi te adicionar.
– Nossa, que legal. Sem problemas. Mas então, não temos nenhum amigo em comum e não lembro de ter te vendido o livro. Como conseguiste ele?
– Ah, um amigo me deu.
– Sabe o nome dele?
– Então, foi um outro amigo que deu para ele.
– Hum, faz assim então. Todo livro que eu vendo eu faço uma dedicatória e coloco a data. Checa aí por favor.
– Bem, o livro tem a data do dia 19 de março e a dedicatória está em nome de Tiba.
Momentos depois…
– Pô, Tiba, tudo bem, cara? Você sabe onde está o livro que você comprou comigo? Pois eu sei onde está e sei que não está contigo!
– Tá brincando que tu sabe, Maranhão! Bicho, esqueci o livro em cima de um banco em Viracopos!!!! Onde ele foi parar?!?!?!
….
Histórias de um vendedor de livros…
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

A Guiana Inglesa, Jonestown e Jim Jones

A Guiana será para sempre lembrada por um acontecimento infeliz: Jonestown.

Tudo começou quando Jim Jones (leia mais sobre ele na Wikipedia), um conhecido líder de uma seita estadunidense, conseguiu uma gleba de terra próxima a fronteira com a Venezuela e resolveu fundar a sua própria comunidade, chamada Jonestown, no meio da floresta guiana. Centenas de americanos pertencentes a sua seita mudaram para a comunidade.
Tudo parecia caminhar normalmente até que começaram a surgir denúncias de abusos com os residentes que, supostamente, não poderiam sair livremente de Jonestown e voltar aos Estados Unidos.
Um congressista americano, Leo Ryan, recebeu autorização do governo americano para visitar o local e viajou ao local com alguns repórteres da NBC. Quando chegou foi calorosamente recebido. Tudo parecia bem e Ryan inclusive elogiou a comunidade.
Porém, com o passar dos dias, grupos de pessoas procuravam Ryan com a intenção de desertar. Jim Jones até chegou a liberar a sua saída, não sem antes acusa-los de traidores. Isso criou um clima de tensão no local.
Após uma agressão a faca sofrida por Ryan, ele pensou que talvez fosse bom ir embora dali e adiantou a sua saída de Jonestown. Quando estava se preparando para pegar seu avião, guardas responsáveis pela segurança de Jones mataram Ryan (até hoje o único congressista estadunidense a ser morto no exercício da função) e os repórteres da NBC.
Assim que soube da morte de Ryan, Jones colocou em prática o seu plano de suicídio em massa. Ele inclusive já teria ensaiado em suas “noites brancas” ritual onde todo mundo era obrigado a tomar um líquido, porém sem veneno. Aquela seria a última “noite branca”.
Todos foram induzidos a beber sucos de uva com cianeto com as crianças recebendo diretamente na boca ou por meio seringas. Quem tentava fugir era abatido a tiros.
Cinco minutos depois, 918 corpos jaziam no solo da Guiana marcando o nome do país para sempre a esta tragédia.
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Guiana Inglesa, como é a vida? Como vivem os brasileiros que moram lá?

Das três guianas, o único país que efetivamente ficou com o nome de Guiana foi a antiga Guiana Inglesa.

Se o Suriname foi tudo o que eu não imaginava, a Guiana Inglesa terminou por ser tudo o que eu imaginava. Ou pior. Não há nada que deixe um surinamês mais feliz do que comentar como o Suriname parece um país ano-luz na frente da Guiana Inglesa e não há nada que deixe um guiano mais chateado do que comentar como o Suriname parece um país ano-luz à frente da Guiana.

A Guiana Inglesa é a mais pobre das três guianas e, de longe, a mais caótica. Quando comentava no Suriname que iria viajar a Guiana as pessoas me perguntavam “vai lá para ser morto?”. Georgetown é uma cidade entregue ao caos onde parece que não há nenhuma presença de Estado. Comércio, favela, vala de esgoto, plantação de cana, cabras passeando pelas ruas, tudo misturado em meio ao ambiente urbano. O trânsito é maluco e não há uma rua da cidade onde não há uma vala de esgoto passando. Assim, eu sei que no Brasil tem muitas ruas assim, mas o que eu estou falando é que na avenida principal, da principal cidade da Guiana, tem uma vala de esgoto margeando a pista. Seria mais ou menos como termos isso na Avenida Paulista. Em defesa dos guianos pode-se dizer que a cidade de Georgetown foi construída abaixo do nível do mar e essas valas são para drenar a cidade por meio de uma bomba que está na cidade desde a época dos ingleses.

Como diria um amigo meu, a gente acha que entende de pobreza porque vive no Brasil, porque vemos pobreza e tal, mas cara, quando você chega na Guiana você aprende que a lição número 1 do lugar é que tudo sempre pode piorar. A aparente ausência de estado, o “salve-se quem puder” no meio das ruas, tudo isso pode até ter em uma cidade de fronteira do Brasil ou em cidades do interior mais pobres, mas na Guiana Inglesa é na capital do país, em Georgetown.
Depois do Camboja, a Guiana foi o único lugar onde pude ver alguém na rua cobrando para você utilizar uma balança e ver seu peso. Clique aqui para ver a foto no Camboja
Como curiosidade, a Guiana é o único país da comunidade dos países de língua inglesa na América do Sul. O termo Guiana vem de dialetos indígenas locais e significa “terra de muitas águas”, devido ao grande números de rios. A sua economia é dependente da exportação de produtos primários, principalmente minérios, o grande responsável pelo afluxo de brasileiros. Ao que me parece, a única coisa que faria valer uma viagem para o país seriam as impressionantes Cataratas de Kaieteur para ler mais sobre elas clique aqui), pois Georgetown é caos.
Estátua de Gandhi em um parque de Georgetown
Georgetown é uma cidade litorânea, porém a praia foi o de mais sujo e horripilante que pude presenciar e não vi ninguém corajoso o bastante para pular na água enquanto estive andando na orla.
Inicialmente estava planejando ficar em um hotel indicado pelo Lonely Planet. Quando comecei a checar, vi que o hotelzinho era sujo e caro o que me fez seguir uma sugestão de hotel que um couchsurfer me indicou onde ficar. Chama-se Juliens guesthouse. Era nova, perto do bairro onde ficavam os brasileiros e em um bairro relativamente seguro. No final, o hotelzinho era até bom, tirando o fato que ele literalmente balançava quando passava um caminhão do lado.
Tentei dar uma volta, sair do hotel a noite, porém caminhei por Georgetown procurando por um suposto bar brasileiro a noite e posso dizer que foi uma das experiências mais assustadoras da minha vida. Acabou que fiquei a noite encastelado no hotel que serviu quase como um bunker.

E OS BRASILEIROS NA GUIANA – COMO ELES VIVEM?

Enquanto no Suriname a pergunta padrão era “você é de Belém?” na Guiana a pergunta quando eu falava que era brasileiro era “você é garimpeiro?”. No início eu imaginei que os garimpeiros brasileiros eram visto com maus olhos pelos guianos, por supostamente roubar empregos deles ou algo assim, porém pude perceber que há uma certa convivência pacífica.  Um dos motivos é devido a forma como é feito o garimpo hoje em dia. Quando se fala em garimpo, eu imaginava aquela galera peneirando na beira do rio esperando que dali vai sair algum ouro. Pelo que pude perceber, o garimpo hoje está longe disso e é algo extremamente mecanizado. E grande parte dessa mecanização na Guiana é devido aos brasileiros que tem mais capital que os guianos para isso. Lógico que isso não deve ser sempre a regra, também deve haver muitos brasileiros pobres disputando vagas com Guianenses.

Em Georgetown há diversos empreendimentos ou de brasileiros ou para brasileiros, em vários deles todo mundo só falava português. Fui em um restaurante brasileiro recomendado pelo livro-guia, que na verdade era pior que aquelas churrascarias de posto de gasolina do interior do Maranhão, tentei bater papo com o dono do restaurante. Ele era paranaense . Como esse cara veio se tocar lá do Sul para a Guiana não tive tempo de conversar já que ele não me deu papo e era todo desconfiado. O máximo que consegui de informação com ele foi um bar onde facilmente eu iria encontrar brasileiros, ele me indicou um que era até do lado de onde eu estava hospedado. Fui em um dia a noite só para descobrir que o lugar era um prostíbulo. Bem, em viagens prostíbulos sempre são os melhores lugares para ser preso, ferido ou morto, então voltei para o hotel.

Continuar lendo “Guiana Inglesa, como é a vida? Como vivem os brasileiros que moram lá?”

Como chegar à Guiana Inglesa

DESLOCAMENTO

 
Por incrível que pareça, a Guiana é mais fácil de acessar que o Suriname. Ela tem conexão por terra com o Brasil. Você pode pegar um voo para Boa Vista, de Boa Vista dá para pegar um taxa até Bonfim e de lá atravessar por uma balsa para a cidade de Lethem, na Guiana. 
Anúncio de viagens a Lethem em direção a fronteira do Brasil. Georgetown

De Lethem é possível seguir para Georgetown, capital da Guiana, por pequenas aeronaves que saem diariamente e não precisa (ou não tem como) marcar com antecedência, basta chegar lá e pegar. Ou então você pode encarar uma viagem por terra (e a palavra é encarar mesmo) onde leva entre 10 a 16 horas dependendo de que estação do ano você está. Paga-se por volta de 150 reais por um trecho.

Outra forma é por meio de voo com a Surinam Airlines. Dá para sair de Belém, com escala em Caiena e Paramaribo. Lembrando, mais uma vez, que não é possível comprar passagem pela internet da Surinam Airlines se a sua origem não for Paramaribo. Se você sai de Paramaribo para algum lugar, tudo bem, mas se viaja, por exemplo, de Belém para Paramaribo tem que comprar com agências de turismo.
Por terra também é possível alcançar o Suriname, porém não a Venezuela. A Guiana apesar de ser um país pequeno tem problemas territoriais tanto com o Suriname quanto com a Venezuela que clama por quase metade das terras da já pequena Guiana. Devido ao esfriamento das relações dos dois países em relação a isso, não há fronteira por terra entre Venezuela e Guiana.
Embaixada brasileira em Georgetown

E O VISTO? COMO FAZ?

Brasileiros não necessitam de visto para ir a Guiana
Na verdade, o único problema que acabei tendo mesmo na Guiana foi na Imigração. Pode parecer estranho, mas a Guiana foi um dos lugares mais chatos na imigração até hoje. Conseguiu ser pior do que a de Trindade e Tobago (ver nesse link). Quando foi minha vez, o funcionário da imigração começou a me bombardear de pergunta, queria saber para onde eu ia, onde eu ia ficar, o que eu fazia no Brasil… Enfim, o cara começou a praticamente me interrogar. Só a título de curiosidade, tirando algumas poucas pequenas ilhas, eu nunca havia pousado em um aeroporto onde não houvesse esteira de bagagem. Até pousar na CAPITAL da Guiana. Eu ficava pensando se o cara realmente imaginava que eu poderia pensar em me perder pela Guiana enquanto observava as malas chegando em um carrinho com um cara puxando na mão e as jogando no chão. Pensava se ele me interrogava sério mesmo ou só de zueira. Mal sabia eu que isso seria o menor dos problemas em Georgetown.
Bairro brasileiro em Georgetown. Repare nas placas escritas em português

Aqui é o lugar para quem gosta de bife “assebolado”
Pode não ter muita coisa em Georgetown, mas uma Igreja Universal não poderia faltar. Fui lá conversar com o pessoal e perguntar se os cultos eram em inglês e eles me disseram que às vezes era em inglês, para os guianos, e as vezes era em português, para os brasileiros. Quando fui embora, agradeci a gentileza e falei “Obrigado por me responder as perguntas, fiquei curioso porque essa é uma igreja do Brasil” ao passo que fui corrigido “Não, não é uma igreja do Brasil, é a NOSSA Igreja!”. E viva Edir Macedo!
Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.
Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog
Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila

Continuar lendo “Como chegar à Guiana Inglesa”

Visto, como chegar e perambulando por Granada

É engraçado como nesses países minúsculos a noção de espaço é diferente da nossa. Para os granadinos a ilha é grande demais…
Teve um cara que eu perguntei onde era a melhor praia para mergulhar, ele me apontou a praia no mapa, chegou outro e falou, zoando, que aquela praia era um lixo. Quando ele foi embora, o primeiro cara me falou “liga não, ele tá me zoando porque eu sou do litoral do país e ele nasceu nas montanhas” (!!!!). Cara!!! De uma ponta a outra do país, deve ter uns 20 quilômetros!!! E eles se estranhando porque um cara do litoral achava que um do interior não sabia nada sobre praia! Isso quando eu não perguntava onde comprar algo específico e o cara só respondia “Ih, isso só em outra cidade”. Quando eu via, a cidade era a quatro quilômetros de onde eu estava.
Em Granada não tem ônibus, só minivan, o que não quer dizer que não funcione muito bem e nem seja divertido. As vanzinhas são rápidas e totalmente malucas. Os motoristas achavam que estavam pilotando carros de Fórmula 1, um querendo ultrapassar o outro! Falando em transporte, em Granada aconteceu algo que nunca havia acontecido comigo em lugar algum do planeta.

Apesar de eu ter sido enrolado assim que cheguei a Granada por uma dessas vans (inclusive o cobrador ladrão parecia super gente boa me dizendo que poderia conseguir qualquer coisa em Granada dando bastante ênfase no “qualquer coisa”), a melhor lembrança que levo de Granada é a de como um país pode ter pessoas tão simpáticas quanto lá.Eu estava sentado esperando uma van e parou um caminhãozinho do meu lado. Achei que ele estava me pedindo informação, mas só depois que eu vi que ele estava oferecendo carona para mim e para a menina que aguardava no ponto. Eu já havia conseguido carona em outros lugares, porém sempre pedindo, nunca alguém havia parado para me OFERECER carona sem eu pedir. Isso porque o cara ainda foi um pouco além de onde ele estava planejando só para poder me deixar na entrada da praia que eu ia.

COMO CHEGAR À GRANADA

Cara, chegar lá é muito fácil. Existem diversas companhias aéreas que voam para lá. Até voo direto para Miami tem. A maioria dos voos vai ser pela Liat ou Caribbean Airlines. Eu voei de Liat em um aviãozinho que não tinha nem turbina, era a hélice mesmo, mas foi e voltou de boa.
Algo engraçado e bastante burro de minha parte foi que, como eu só peguei voo saindo cedo pela manhã (Essa não foi a parte burra. Fiz isso porque no Caribe você não aproveita a noite e sim o dia. É bom chegar cedo para aproveitar o dia), sempre chegava morrendo de sono no avião esperando dormir. Só que o avião era pequeno e não tinha daquelas poltronas de aeronaves comuns, na verdade pareciam mesmo eram aquelas cadeiras de praia, o que me levou a crer que elas não reclinavam. Só no meu último voo é que eu fui descobrir que elas reclinavam! É, agora saio de idiota, mas eu entrava tão lesado de sono no avião que nunca me passou pela cabeça perguntar à aeromoça como reclinava a poltrona.
Estátua feita por sobrevivente de um naufrágio em agradecimento ao socorro prestado por granadinos

COMO TIRAR VISTO   

Granada é mais um país da América Central onde não é necessário visto. Você chega ao aeroporto e, pimba!, eles carimbam seu passaporte e é só alegria. Só precisa, como na maioria dos países, ter um lugar onde vai ficar. Aí é só pegar no guia, escrever o nome de qualquer hotelzinho e tá tranquilo. Tecnicamente você não está mentindo, você está escrevendo o lugar que você acha que vai ficar. É o que eu sempre faço

TENTANDO CHEGAR À GRANADA

Cara, não tive sorte com voos. Em toda essa viagem, mais da metade dos meus voos atrasaram ou foram cancelados sempre da pior forma possível.
O voo de Belém para o Suriname atrasou quase oito horas. Tranquilo, segundo o que vi os passageiros falando, não era nem para se estressar, já que a Surinam Airways é famosa por não cumprir horários. Do Suriname para Trinidade e Tobago peguei o primeiro voo do dia. Avião no pátio, impossível dar problema. Bem, como a Surinam Airways é zelosa, fez questão de atrasar em meia hora o voo só para eu achar que a vida não é muito fácil.
Por último houve o voo Trinidade e Tobago – Granada. Voo tranquilo, horário ótimo, cinco horas da manhã. Simplesmente, Deus sabe porque, cancelaram o meu voo e me enfiaram em um outro meia hora depois. Tranquilo se não houvesse QUATRO ESCALAS até eu chegar em Granada. Cara, uma ponta a outra do Maranhão é mais longa do que a distância entre Trinidade e Tobago e Granada, mas ainda assim eu iria fazer um périplo pela América Central que, em horas, daria para cruzar o Brasil de uma ponta a outra. De Trinidade seguimos para São Vicente e Granadinas, depois para Santa Lúcia, depois para Barbados e só depois, quatro horas após, descemos em Granada. Isso não foi uma viagem, foi uma epopeia!
Vários locais onde viajei pelo Caribe possuíam placas como essa dizendo que não aceitariam “linguagem obscena”. Realmente isso deve ser um problema por lá.

Gostou do post? Então curta nossa página no www.facebook.com/omundonumamochila para sempre receber atualizações.

Quer entrar em contato direto com o autor ou comprar um livro? Clique aqui e tenha acesso ao nosso formulário de contato!

Se gostou das fotos, visite e siga nosso Instagram para sempre receber fotos e causos de viagens: www.instagram.com/omundonumamochila
Quer receber as atualizações direto no seu e-mail? Cadastre-se na nossa mala direta clicando na caixa “Quero Receber” na direita do blog

200 e 500!!

Essa semana se inicia com dois pequenos marcos sendo atingidos. Primeiro, a página que mantenho do livro/blog no Facebook ultrapassou a marca das 500 curtidas. Ainda não é um Luciano Huck, mas vamos indo com um passo de cada vez. Quem ainda não curtiu e quiser curtir, é só clicar no link aqui.
Além da página outro marco simbólico que foi ultrapassado essa semana foi o de 200 livros vendidos. Digo “passou dos 200” e não “vendi 200” porque o controle aqui é meio caótico, já que agora até meu irmão tá vendendo livro também! Olhando assim o número por si só, ele parece meio frio, “200”. Porém a minha satisfação é entre esses 200 receber os comentários como:
– Claudiomar, eu comprei o livro e deixei aqui no quarto para poder ir lendo aos poucos. Meu pai acho ele, pegou, começou a ler e não me deixou tocar o livro enquanto ele não terminasse!
– Claudiomar, fazia anos que eu não lia um livro. Confesso que comprei o seu só para te ajudar (?!?!), mas depois que eu comecei, cara, li em menos de uma semana!!
– Claudiomar, meu primo tinha comprado um livro e quando fui passar um tempo na casa dele, peguei e comecei a ler. Rapaz, não consegui parar e nem terminar a tempo! Agora vou ter que comprar um, já que não terminei a leitura e ele não quer me emprestar de jeito nenhum!
– Claudiomar, esse teu livro é daqueles que agarra a gente pela goela e só deixa a gente ficar em paz quando termina de ler!
Parte dessas pessoas inclusive estão no meu Facebook e poderão ler isso 😉
Fora as diversas pessoas que leram e vem comentar das risadas, das histórias preferidas, das presepadas, de como gostaram de ler! Se hoje eu não vendesse mais nenhum, parasse nesses 200, ainda assim já teria valido a pena…
Que logo logo eu possa escrever comemorando os 100.000 livros vendidos! Sonhar pequeno e sonhar grande dá o mesmo trabalho =)
P.s: Optei por postar a página onde tem a descrição da equipe atuante no livro. Ficou engraçado, mas realmente ilustra como tem sido complicado eu ter que ir tocando tudo, tirando os toques que todos me dão, quase que sozinho!
P.s2: Galera de Brasília que quiser adquirir, dia 19 de março, quinta feira, vai ocorrer o lançamento no Bar Moisés na 208 sul. Mais detalhes do evento aqui: