Chegaram mais livros!

Hoje de manhã recebi uma chamada no interfone e achava que já era alguém reclamando que eu tava tentando tocar algo no violão. Nada! Era o porteiro dizendo que “tinham chegados uns sacos” para mim. Disse que era tanta coisa que ia mandar no carrinho de supermercado do prédio!

Caramba! Chegou a terceira remessa!! E chegou tudo junto!!! Depois de quase 200 livros vendidos! Daqui a pouco o Paulo Coelho vai se sentir ameaçado!!!
Lembrando que o lançamento vai ser dia 19 de março no bar Moisés!!
Mais detalhes do evento aqui:

Pós Invasão/intervenção americana em Granada na América Central

Interessante sobre Granada é que parece ser o único lugar o qual visitei onde as pessoas tem uma visão positiva acerca de uma invasão americana. O dia em que as tropas americanas desembarcaram no país é um feriado nacional e os Estados Unidos investiram pesadamente no país após invasão.
Fui visitar uma igreja em Granada e dei sorte que quando cheguei estava ocorrendo uma missa. Bem, como também sou cristão, entrei e fiquei lá fora observando a missa. Engraçado como os ritos são todos os mesmos, até na hora do “paz de Cristo” eu saí apertando a mão de todo mundo =)
Porém acho que uma das coisas que mais impactam de forma benigna a ilha é a parceria entre a universidade de St. Georges, em Granada, e universidades americanas, notadamente da área de saúde. Cara, se em Tobago só se via velhos e famílias na praia, Granada foi contrário. Havia muita gente jovem na praia e foi o lugar na América Central que achei mais próximo de ser uma Tailândia ou uma Indonésia. Para quem viaja solteiro, Granada é um ótimo lugar, rapaz. Depois saí conversando com o pessoal na praia e fui entender que grande parte daquela galera são estudantes que vão a Granada cursar alguns anos de universidade para depois voltar aos Estados Unidos. Explico. Os Estados Unidos tem um teste parecido com o Enem daqui do Brasil. Todo mundo faz a prova e, dependendo da sua nota, você pode escolher para qual universidade ir. A grande maioria dos estudantes que pude conversar eram estudantes que não conseguiram uma nota tão boa para entrar em uma universidade de medicina americana. Eles me explicaram que muitos vão a Granada, fazem o ciclo básico de dois anos na universidade de St. George e depois voltam aos Estados Unidos para terminar o curso por lá sem se preocupar com refazer os testes. Assim não precisam se preocupar em conseguir uma nota melhor no Enem americano além de também poder desfrutar de dois anos morando em Granada, o que não é nada mal.
Até cheguei a conhecer uns estudantes quando fomos a um bar depois de um mergulho. Provei um drink típico chamado Rum Punch(murro de rum!). Pelo que consegui entender tinha Rum, pimenta e outros ingredientes. Cara, não sei o que foi aquilo, só sei que parece que havia tomado um soco de uma garrafa de Rum mesmo. Saí cambaleando do bar.
Rum Punch
Na hora de ir embora, vendo que eu tava meio tonto, um dos caras da mesa, granadino, perguntou se eu sabia onde eu ia. Eu tava tranquilo, pois antes de sair havia pedido para o atendente anotar o nome do hotel em um papel. Quando eu tiro o papel do bolso e mostro para o granadino ele só me responde: – “Mas isso aqui é o nome de um supermercado!”. Bicho, sabe-se lá Deus porque cargas d´águas o cara anotou o nome de um supermercado para mim, só sei que o jeito foi sair andando tentando reconhecer a fachada do hotel, pois todas são bem conhecidas. Enrolei-me um pouco, mas felizmente deu certo.

FURACÃO IVAN – DEVASTADOR DE GRANADA

Outro fato histórico da ilha foi a passagem de um furacão em 2005 que destruiu ou devastou 90% das habitações do lugar. Quase uma bomba atômica!
Corte de Granada

Para os mais religiosos: a Igreja foi destruída, porém o altar ficou intacto

O furacão Ivan foi bem traumático para Granada que conseguiu se reerguer parte por meio de remessas de dinheiro de granadinos que trabalhavam no exterior, parte por meio de uma força tarefa dos países vizinhos que enviaram força de trabalho para reconstruir as casas e parte por, como um granadino chegou a me dizer, mendigando (sim, ele usou essa palavra, “begging”) dos navios de cruzeiros que iam aportando na ilha. Se isso vez muita diferença mesmo, não sei, mas segundo ele, eles chegaram a arrecadar quase um milhão de dólares “mendigando”.

Conversei com um granadino como foi viver durante esse furacão e ele me disse que tudo que puderam fazer foi se trancar em casa, como se isso fosse resolver algo, e torcer para que tudo passasse logo.
O furacão ainda está bem recente na memória de todos os granadinos. Passeando pelo centro da cidade, dá para ver que algumas construções importantes ainda não foram reconstruídas, como da corte de Granada e uma igreja protestante.
Porém há quem acredite que ele foi até benigno, pois após o desastre, Granada foi reconstruída, alguns setores replanejados e hoje o país encontra-se bem mais estruturado para o turismo.

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Granada, volta para Cuba!

 O legal de viajar para essas ilhas perdidas no meio do mar é que você não sabe de nada e de repente descobre bastante coisa sobre o lugar. Granada foi assim. Granada para maioria das pessoas é aquela bomba usada em guerras. Mas não, Granada tem história para caramba!
Visão do quarto que consegui alugar
Primeiro que como toda ilha da América Central ela já foi espanhola, holandesa, francesa, inglesa, quase americana etc. Parece que era esporte ver quem conseguia tomar a ilha.

Segundo que, cara, Granada já recebeu uma invasão de peso dos Estados Unidos na década de 80 e eu nem sabia disso. Tudo começou quando foi fundado em Granada um partido parecido com o PT aqui do Brasil. Ele surgiu da fusão de movimentos sociais, sindicatos e outros setores representativos. Ao contrário do PT, que depois se tornou um partido com tendências mais sociais-democratas, o partido de Granada manteve a todo momento o seu caráter socialista.

Depois de um tempo deram um golpe no governo e Maurice Bishop assumiu como presidente. Ao contrário do que se poderia imaginar, ele, apesar de se dizer socialista, trabalhou para tentar transformar Granada em um importante destino turístico, mantendo o respeito à propriedade privada e buscando uma aproximação com os Estados Unidos.

Lógico que a turma do “José Dirceu granadino” não gostou nada dessa história e deu um golpe dentro do golpe alegando que Bishop não era um socialista de verdade. O retirou do poder e o aprisionou. Como Bishop tinha uma popularidade danada, o povo foi lá soltá-lo. Depois de solto ele foi novamente recapturado e, para dar menos problema dessa vez, foi fuzilado junto sua mulher e seus apoiadores mais próximos em um quartel em Granada.

O povo, lógico, não gostou nenhum pouco dessa história, porém, após algumas escaramuças, o novo governo conseguiu se manter. O novo presidente estreitou ainda mais os seus laços com a União Soviética e, claro, Cuba. É lógico que tudo o que os Estados Unidos menos queriam era outra Cuba na América Central, ainda mais com o posicionamento estratégico de Granada. O novo governo, para tentar apaziguar os ânimos e continuar com a política de atração do turismo iniciada por Bishop, resolveu construir um novo aeroporto para a ilha já que o passado estava sobrecarregado e não tinha mais como expandi-lo. Contratou uma empresa canadense para iniciar a construção que depois foi transferida para uma empresa inglesa.

Titio Reagan, que via simpatizante comunista até na bandeira vermelha do Mcdonalds, ficou doido, jogou água no chope dos granadinos e começou a questionar porque uma ilha que, veja você, estava querendo investir no turismo precisava de um aeroporto confortável para receber as tias gordas e aposentados endinheirados dos Estados Unidos. Ora, que viessem nadando! Titio Reagan começou a alegar que aquilo era um plano maligno do Foro de São Paulo para dominar o mundo, quer dizer, que aquele aeroporto estava sendo construído para receber aviões militares de carga (!!!!) da União Soviética para servir como um entreposto estratégico para alimentar futuras revoluções e sublevações na América Latina com o apoio de Cuba! Não, não tou brincando, alegaram isso mesmo!

Não adiantou o Canadá e a Inglaterra alegarem que, beleza, a gente pode sair caçando comunista em qualquer lugar, mas aquilo já era ridículo demais. Não adiantou um representante do Congresso Americano ser enviado ao aeroporto em obras e constatar que sim, tudo indicava que aquilo seria um aeroporto civil. Não adiantou nada disso. Titio Reagan tava com um estoque de balas sobrando e um bando de militares entediados, então pensou, se não tou fazendo nada aqui mesmo, vou ali invadir uma ilha no Caribe.

Reuniram uma força militar americana com apoio de outros países caribenhos, a maior movimentação americana desde a Guerra do Vietnã, e surraram os comunistas granadinos. Só a título de comparação, Granada inteira tem quase 90.000 habitantes enquanto os Estados Unidos tem uma população 3.500 vezes maior e levaram quase 8.000 soldados. O presidente foi deposto, preso, julgado por um tribunal financiado pelos Estados Unidos e condenado a morte, o que depois foi comutado para prisão perpétua.

No final, sim, o aeroporto foi construído e hoje é o principal aeroporto de Granada. O nome do aeroporto? Maurice Bishop!

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Saí em um Jornal do Maranhão – O Imparcial

Domingo agora saiu uma reportagem sobre o meu livro no jornal o Imparcial do Maranhão. Inicialmente eu achava que ia ser só uma chamada ou algo do tipo, nunca iria imaginar que seria uma reportagem de uma página inteira em um jornal de domingo. Cara, ficou bem legal.
Para quem ainda não sabe, o lançamento vai ser no dia 19/03 aqui em Brasília no Bar Moisés. Segue o link do evento:
https://www.facebook.com/events/679745072133902

Continuar lendo “Saí em um Jornal do Maranhão – O Imparcial”

Trindade e Tobago – Pedalando pela ilha de Trindade

No primeiro dia em Tobago resolvi seguir o conselho que haviam me dado e aluguei uma bicicleta para dar a volta por toda extensão da ilha. Quando descobri que teria que pedalar quase uns 150 km para fazer todo o trajeto, lembrei que não tenho mais 15 anos e resolvi pedalar “só” 40 quilômetros, visitando algumas cidades da ilha e cortando ela de leste a oeste. 
Quando fui alugar a bicicleta não gostei nenhum um pouco do preço, 13 dólares por dia (saudades de Bali onde uma moto era cinco dólares o dia. Confira aqui). Porém quando eu subi na bicicleta vi que ela valia cada centavo. Cara, era uma mountain bike de última linha! Sério, deu vontade de ficar o dia inteiro pedalando só para ficar pedalando nela.

Forget UN, soccer will save the world!

Saí pedalando para a maior cidade de Tobago, Scarborough a metrópole da ilha com seus incríveis 25 mil habitantes. Quando saí de Scarborough e segui para cruzar a ilha de leste a oeste que fui ver no que havia me metido. Sabe aquelas coisas que são bem mais legais de contar do que de fazer? Daquelas que você só viu que fez besteira quando está na metade do caminho? Pois então, foi essa pedalada! Cara, atravessar a ilha foi um dos piores caminhos que já enfrentei pedalando! O caminho era todo de morro! O problema quando não se pedala não é subir ou descer, é subir e descer toda hora!!! E o meio da ilha parecia Belo Horizonte! Isso sem falar que o mapa que eu tinha não ajudava em nada, não havia sinalização nas ruas, a rodovia principal serpenteava a todo momento e toda hora eu me perdia.

Os poucos seres humanos que eu encontrava na rua primeiro me olhavam com aquela cara de “o que diabos esse gringo tá fazendo aqui no meio do nada de bicicleta?” e quando iam tentar me ajudar falavam com aquele sotaque incompreensível! Bicho, um perrengue!

Jardim Botânico em Scarborough, capital de Tobago

Quando enfim cruzei a ilha, achava que ia ter a minha recompensa, pois no mapa parecia que a estrada no caminho de volta seguia margeando o mar e ai ser aquela brisa e aquele paisagem. Que ledo engano! Bicho, os caras tiveram a manha de fazer a estrada a uns 100 metros do mar, o suficiente para você não ver nada e sair fritando no sol escaldante de Tobago! Rapaz, até agora não sei como eu não travei e saí tendo convulsão que nem o Ronaldo na final da Copa de 98!

Achei que o visual da pedalada ao redor da ilha iria ser assim

 

Mas na verdade, acabou sendo assim

Tobago é paraíso
           
Cara, a todo tempo eu escutava isso, Tobago é paraíso! Tudo que eu perguntava em Tobago o pessoal falava isso:
   – Cara, posso ir nadar na praia e deixar minha mochila na areia sem ninguém tomando conta?
    – Amigo, Tobago é paraíso, mas não quer dizer que isso não vai acontecer, alguém vai pegar sua mochila!
     – Senhor, onde fica o banco mais próximo?
    – Você vira a direita, segue em frente e lembre-se, Tobago é paraíso!
Tobago é paraíso? Cara, não vou dizer que Tobago é uma Cubatão, mas está longe de ser como Fiji, Los Roques ou Cuba, esse paraíso todo que falavam. Lá é bonito, mas não achei nada que valesse sair do Brasil para poder ir para lá. Na verdade, só vale a pena mesmo para quem mora em Trindade. Não sei se é porque metade do tempo ficou nublado ou se o fato da areia ser mais escura deixa a impressão que o mar é menos azul, mas eu confesso que esperava muito mais.
Ainda houve o mergulho que eu fiz, que me custou os olhos da cara e também não teve nada demais. Não valeu o investimento. O snorkelling também super sem graça, quase não vi peixe e quase não havia corais coloridos. Se sugiro ir a Tobago? Cara, na América Central há outros países bem mais convidativos. Vá a Trindade e Tobago só se for caminho para outras ilha da América Central.

Como chegar a Trindade e Tobago

Chegar a Trindade e Tobago é bem fácil. Diversos países tem voos para lá e o aeroporto de Trindade é relativamente bem movimentado. Eles inclusive tem a própria empresa aérea que opera para vários lugares da América Central e até para os Estados Unidos, a Caribbean Airlines.
Quem estiver visitando esse lugar a turismo, adianto logo, não perca tempo em Trindade, apenas se tiver muito tempo e realmente tiver curiosidade de conhecer. Todos me disseram que a ilha de Trindade não tem nada, só cidades industriais com hotéis e restaurantes tremendamente caros. O negócio é seguir direto pra Tobago.
Canhão que era usado para proteger Tobago de invasões

Para chegar a Tobago é possível pegar um ferry de Trindade e ir por mar, o que eu acho que só é uma vantagem se você precisa levar seu carro de uma ilha a outra. Nem me interessei em procurar, pois são horas de viagens e o preço não compensa. Paguei 24 dólares por cada vez que voei entre as ilhas. Na verdade, acho que eles te marcam em um voo só para tu não reclamares se quiseres ir em outro e não tiver vaga. A viagem leva 20 minutos. Pode comprar qualquer voo, de qualquer horário (são dezenas durante o dia), que se você mudar de ideia eles remarcam para outro horário sem custo. Achei estranho porque inclusive não me cobraram taxa de embarque nem na ida, nem na volta. Cara, parece viajar de ônibus.

Em Tobago fiquei em uma região chamada Crown Point. É onde fica o aeroporto. Literalmente. É engraçado, você desce do aeroporto, caminha uns 10 minutos e está no centro da vila e do lado da praia. Disso eu gostei, sem ter que pagar táxi nem nada. É só caminhar e, pimba, você está no meio das pousadas. Fiquei em um lugar chamado Stewart Guesthouse, custou 40 dólares a noite e tinha um quarto só para mim com ar condicionado e péssima internet. Foi o lugar mais barato que consegui encontrar em Crown Point.

Meu quarto na Stewart´s Guesthouse
Se no Suriname foram tudo as mil maravilhas, em Trindade e Tobago as coisas começaram mal. Para começo de conversa, a imigração foi a que mais fez pergunta na minha vida desde a de Israel. E a mulher queria saber para onde eu ia, onde eu ia ficar, se eu tinha hospedagem já, quanto dinheiro eu tinha, se eu tinha a passagem de saída já comprada. Cara, nem na Alemanha eu tive tanta dificuldade. Para piorar, o inglês de Trinidad e Tobago foi um dos que eu tive mais dificuldade de entender o sotaque. Cara, sério, parecia outra língua. A mulher da imigração me perguntava uma vez, duas e só na terceira que eu ia entender o que ela estava me perguntando. Ela me enchendo de pergunta, toda desconfiada, mesmo com meu passaporte cheio de carimbo dos países que já viajei. Porque assim, todo mundo quer fugir do Brasil para tentar a vida em Trindade e Tobago. Vi que ela só se aquietou mesmo quando viu o meu visto pros Estados Unidos. Eu héin!
Tobago

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Quando comprei a passagem para Trindade e Tobago eu havia planejado ficar dois dias em Tobago e um em Trindade. Porém, conforme disse, todos só me falaram mal de Trindade e acabaram por me convencer a ficar só em Tobago. Além de que o aeroporto de Trindade era longe de qualquer cidade. Eu ia ter que gastar uma grana de táxi para ir a Porto Espanha, capital da ilha. No final, Trindade fui só para pegar voos.

Como chegar ao Suriname

Visto

Brasileiros não precisam de visto para poder visitar o Suriname.

Deslocamento

 Não existe nenhuma ligação por terra entre o Suriname e o Brasil. Pode haver como chegar de barco, cortando a Amazônia, mas não vi se era possível e também não vi ninguém comentando, o que me leva a crer que, se existe, não é algo tão difundido assim. Eu fui de avião. Existe uma empresa aérea chamada Surinam Airways, sediada em Paramaribo no Suriname (tchadam!!!) que tem voos diretos de Paramaribo para Belém três vezes por semana. Foi o que eu fiz para ir ao Suriname e também para voltar ao Brasil (já que a Surinam Airways opera voos da Guiana e da Guiana Francesa para Belém com escala em Paramaribo, por exemplo). A empresa é conhecida por ser de péssima qualidade e nenhum dos três voos que voei com eles saiu no horário (o de Belém-Paramaribo atrasou mais de seis horas, por exemplo). Uma curiosidade da Surinam Airways é que, pelo menos ao tempo que vos escrevo, ela não vendia pela internet passagens em que o porto de destino fosse fora do Suriname. Por exemplo, Belém – Paramaribo e Guiana – Belém (com escala em Paramaribo) tive que comprar por meio de uma agência de turismo, a Decolar.com (que me enfiou uma facada de uns 15% do preço da passagem). Já o trecho Paramaribo – Trindade e Tobago, consegui comprar diretamente do site da Surinam Airways. Porque é assim? SDS – Só Deus Sabe!

Outra forma de chegar no Suriname é por terra da Guiana e da Guiana Francesa, o que é bem fácil e tem ônibus saindo toda hora. Conforme já relatei, conheci pessoas que fizeram os dois trechos por terra
Conforme relatei também a Surinam Airways também faz voos diretos para Miami, atendendo uma população que mora ao Norte da América do Sul.

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Mais sobre o Suriname – aprenda mais sobre o país!

Meu anfitrião me explicou que toda a educação no Suriname é pública. E em tempo integral. Fui uma vez com ele deixar os seus dois filhos na escola as sete da manhã e alguém iria pegá-los as quatro da tarde. Ele me explicou que quando você termina a escola pode aplicar para qualquer universidade da Holanda ou dos Estados Unidos que você é aceito. Não sei se todo mundo consegue ser aceito nessas universidades mesmo, mas se um ou outro aluno de escola pública de lá realmente é aceito em programas universitários estrangeiros, é um grande feito. Basta comparar com o Brasil onde o coitado termina sem nem saber ler direito.
Gandhi, no centro de Paramaribo
Banda de música que de representa bem a mistura de cores e raças presentes no Suriname

Outra curiosidade do Suriname é que o atual presidente é um ex-ditador que foi deposto, se envolveu com o tráfico de drogas, foi condenado, porém eleito democraticamente mesmo tendo um mandato de prisão contra ele na Holanda. Dési Bouterse o nome do menino gente boa. Comparando com o Brasil seria mais ou menos se tivéssemos um presidente como o Maluf, que até hoje tem um mandato de prisão nos Estados Unidos. E você aí achando que mensalão é o que há de pior =P

Não prometa voltar. Volte! – diz a placa no aeroporto do Suriname.

Porém, o que mais me impressionou, mais do que o nível do inglês do pessoal, foi como o lema do Suriname “várias culturas, um só país” se faz presente no dia a dia das pessoas. Cara, o Suriname é um balaio de gato. Tem Hindu, Cristão Católico, Cristão Protestante, Muçulmano, Judeu… Todo mundo vivendo um do lado do outro sem se matar. Me impressionou o tanto de igrejas, mesquitas, templos, sinagogas, construídos pela cidade que vive aparentemente sem problema nenhum. Foi o primeiro país que viajei onde muçulmanos me diziam que viviam em paz em um país não muçulmano sem serem molestados por polícia/políticos malucos.
Sempre bom lembrar que até no Brasil as coisas não são tão fáceis para muçulmanos

Igreja Católica
Igreja Presbiteriana
Igreja Batista
Templo Muçulmano
Templo Hindu
O ponto mais simbólico de Paramaribo fica no centro da cidade, onde a principal mesquita do país foi construída, literalmente, ao lado, colada, da principal sinagoga do país. Tem noção desse simbolismo? Judeus e Muçulmanos um do lado do outro, no centro da cidade e sem ninguém jogando pedra no quintal do vizinho. Achei isso muito legal!
Mesquita ao lado da sinagoga no centro de Paramaribo

Bem, acho que ficou claro o quanto fui embora fã do Suriname

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No aeroporto esperando meu voo, escrevendo e tomando uma das melhores cervejas que já provei. Parbo Beer, vale a pena experimentar!
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Uptade da Guiana Inglesa – 2

Prezados,
Haja o que houver, não venham a Georgetown, capital da Guiana. Esse lugar é um inferno!
Sério.
De nada.
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