Historia do Vietnã

Cara, o Vietnã com certeza é um dos países com história mais impressionante que conheci. Quando a gente fala de Vietnã, é inevitável que a primeira coisa que venha à cabeça seja a mais que famosa “Guerra do Vietnã” (que lá eles nomearam como a “Guerra dos Estados Unidos”). Mas a história desse país fascinante é muito mais do que isso.

AAAhhh sao muitos!! Matem-nos todos!!!


Pra começar que o Vietnã é um país de história milenar. Durante toda a sua história (e eu não vou me ater muito a isso por não ter muito domínio sobre o assunto) eles saíram no pau com vários tipos de povos diferentes, tais quais mongóis, chineses, khmers (Camboja) etc. Algumas vezes foram dominados, algumas vezes dominaram e por aí vai. Só pra vocês terem uma idéia, eles ficaram sobre domínio chinês por mil anos initerruptos. EU DISSE MIL ANOS. Gente, vocês tem noção do que são mil anos? É tempo demais, bicho. Quase o mesmo tempo que durou toda a historia do Imperio Romano do Ocidente, desde o seu nascimento de Romulo e Remo ate a queda em 476. Apesar disso, eles sempre mantiveram sua cultura e língua. E’ estudando acerca de um pais sobre esse que voce percebe que o Brasil e’ um pais de idade ainda infantil.Mas com toda certeza, nenhum século foi tão traumático para os bichos como o século XX. Cara, durante o século XX, eles tiveram que lutar contra japoneses, franceses, americanos e ainda enfrentar um regime socialista, que como todo bom regime socialista que se preze, matou milhares de pessoas de fome e exaustão.


Tanque americano abatido por vietnamitas. Museu da Guerra em Ho Chi Minh City


Após a segunda guerra mundial, os vietnamitas sobre a liderança de Ho Chi Minh, o grande herói da nação, iniciaram a sua luta pela independência da França. O país lutou bravamente, conseguiu ficar independente, mas ao final da guerra, acabou sendo dividido em dois países diferentes, um alinhado com os vermelhos e o outro alinhado com o Ocidente. Após poucos anos passados de vitoria sobre a Franca, como não havia lógica em um só povo ficar dividido em dois países, Ho Chi Minh e sua trupe mais uma vez pegaram em armas e tentaram reunificar o país a base da porrada. E aqui começa a nossa história.


Ah quem diga que nenhum lugar no Vietna esta completo sem um busto ou uma imagem de Ho Chi Minh. Busto dele no Museu Nacional

Guerra do Vietnã – entenda mais sobre

É lógico que os EUA não ficaram nenhum pouco satisfeitos quando perceberam que um dos seus estados satélites, numa das regiões mais estratégicas da Ásia corria o risco de ficar sobre dominação comunista. No início da guerra, eles apoiaram o Vietnã do Sul com armas e grana, numa parceria parecida com a que hoje possuem com a Colômbia. Em 1965, percebendo que não ia dar pros sul-vietnamitas e Ho Chi Minh e seus amigos ia realmente unificar o país, os EUA resolveram ser mais enérgicos.
Rio Mekong, famoso durante a guerra

Todo esse engajamento estadunidense devia-se ao receio de ocorrer um “efeito dominó”, ou seja, se o Vietnã ficasse sobre dominação comunista, isso iria contrabalancear o frágil equílibrio de poder da região encorajando os outros paises do Sudeste Asiatico a se alinhar aos comunistas. Com o mesmo clichê de sempre “a democracia e a liberdade estão sendo ameaçadas” no Vietnã e arrogantemente confiando em todo o seu aparato bélico e poderio econômico, os EUA começaram a gradativamente despejar tropas no Vietnã. O final todo mundo já sabe. Seguindo o exemplo da França, os Estados Unidos, graças a Deus, pegaram um pau tão grande que até hoje tão sentando de ladinho. Em 1975, o mundo inteiro, chocado, acompanhava pela TV as imagens pateticas de americanos e outros estrangeiros, desesperados, sendo resgatados de helicoptero da Embaixada americana. Era o fim da guerra e mais uma potencia ocidental era vencida pelos vietnamitas.
O principal erro dos estadunidenses, deveu-se ao fato de que eles entraram numa guerra que não era deles, onde seus soldados nao entendiam porque “cabelos longos não usa mais, não toca a sua guitarra e sim, um instrumento que sempre dá, a mesma nota, Ratatá”. Os garotos acostumados a Big Mac e que “amavam os Beatles e os Rolling Stones” estavam lutando contra um povo que há gerações não sabia o significado da palavras “paz” e, além disso, lutavam por um país, por uma nação, basicamente lutavam pelo seu pedaço de chão, portanto não importaria o preço que eles iriam pagar, mas eles não sair de lá tão cedo.

Ho Chi Minh, o maior herói vietnamita

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Vietnã – Tuneis de Cu Chi

Vietcongues!!! Corram para as montanhas!!!

Cara, os vietnamitas não tinham grana e armas da última geração, mas tinham raça. Perto da cidade de Ho Chin, é possível visitar parte da intricada rede de túneis que os vietnamitas utilizaram pra poder se deslocar pela selvas sem serem perseguidos pelos americanos.

Cara, é uma coisa impressionante esses túneis. Eles são muito, mas MUITO estreitos. Pô, eu, com 1,63m tive dificuldade pra poder trafegar por dentro deles, imagina um soldado americano. Aqueles tuneis beiravam a perfeicao, cara. So pra voces terem uma ideia, mesmo que eles achassem, sei lá, um descendente de japonês ou algo do tipo pra poder enfiar dentro do túnel e colocar pra ir atrás dos vietnamitas, ele com certeza ia se dar mal, já que os túneis não seguiam um só caminho. Eles levavam a várias armadilhas e alçapões diferentes, logo, você precisava realmente conhecer o caminho se nao tava no sal.
Guia do parque demonstrando como entrar no tunel
Por essas e outras que, pra poder lutar contra “vietnamitas tatus”, pra “poupar tempo”, os americanos jogavam gás laranja nas entradas dos túneis ou simplesmente, para não dar muito trabalho, bombardeavam tudo com B-52. Mermão, eles mostraram pra gente uma cratera de um B-52, uma coisa impressionante. Deve ter pelo menos uns cinco metros de profundidade. Desse jeito acha qualquer túnel, fiquei com pena foi só das formigas.
Outra coisa que me interessou bastante foram as armadilhas que eles colocavam no meio da selva. De todos os tipos e designs, imperceptíveis, perfeitas para infligir dor e dano aos soldados inimigos. Cara, quem já jogou RPG ia ficar fissurado vendo aquelas armadilhas, parecia AD&D demais!!! Depois coloco o video de algumas delas pra voces verem.

Um maranhense sempre esta a espreita a procura do inimigo.
Só sei que eu também tava andando por lá e vez ou outra eu só escutava o barulho: PÁ PÁ PÁ PÁ. Eu ficava pensando: – Será se os bichos resolveram reviver a guerra e saíram pra matar todo mundo? Pô, era real demais, cara! Parecia barulho de bala mesmo. No final fui descobrir porque parecia tão real. Eles tinham alguns fuzis do tempo da guerra e vendiam balas, caso você quisesse mandar ver em uns barrancos que tinham por lá! Rapaz, deu vontade viu?? Só não comprei e fui lá atirar porque o pacote de 10 balas custava a bagatela de 13 dólares ¬¬ Mas pô, os caras tinham até uma AK-47! Mermão, eu nunca na minha vida achei que um tiro de fuzil fazia tanto barulho!
Quem nunca pagou um cofrinho na vida? Se for nos tuneis de “Cu Chi” ainda.. E viva os trocadilhos infames
Mas no final, o que mais me marcou e o que mais me deixou feliz foi que, cara, ELES SERVIRAM MACAXEIRA PRA GENTE!! Não sei como vocês falam por aí, mandioca, aipim, tapioca ou o que for, mas no Maranhão é macaxeira!! Éguas doido!! Pirei demais!!! Desde o Brasil que eu não comia macaxeira!! Achei que mandioca só tinha no Brasil…

Reportagem de capa no Jornal “O Estado do Maranhão”

Galera, como havia prometido há algum tempo, aí vai a reportagem que saiu no jornal maranhense “O Imparcial”. Nossa, curti demmaaaiiisss a maneira com que a reportagem foi feita! Queria deixar os agradecimentos mais do que especiais e fraternos para o Sarmatony e pro Robson que trabalharam na matéria e também pra Roseana (ou rosinha), uma amiga minha do Maranhão mais do que fofa que fez questão de escanear a reportagem lá no Maranhão e mandar diretamente no Nepal pra mim que não aguentava mais de curiosidade!!!

Acho que eu não cheguei a comentar como foi que essa reportagem começou. Algum amigo que lê o blog entrou em contato com o Sarmatony, jornalista que trabalha no Imparcial, falando sobre o blog. O Samartony gostou da idéia e entrou em contato comigo pra saber da possibilidade de conversamos pra ele fazer uma reportagem sobre isso. Até hoje não sei quem entrou em contato com o Samartony, mas fica para essa pessoa os meus mais sinceros agradecimentos. Se mais alguém quiser seguir o exemplo de nosso amigo e também entrar em contato com jornais sobre o “Zeca Camargo maranhense”, estamos aí, heheheh.

Enfim, aqui no Nepal tá MUITO complicado pra poder postar. A internet é muito longe do local que tou hospedado e pra variar ruim e cara. Mas vou ver o que posso fazer por aqui. Vou tentar fazer o post sobre o Vietnã amanhã ou depois de amanhã!!!

Abraços Maranhensesea4f6-clauclau1 Continuar lendo “Reportagem de capa no Jornal “O Estado do Maranhão”” →

Malasia

A Malásia é um país muçulmano situado no Sudeste Asiático. Juntos com os países anteriormente citados, faz parte da nova geração de tigres asiáticos também. Tem uma população de … e como moeda oficial o ring que quando eu estava por lá tinha a cotação de um dólar = 3,25 rings. Assim como a Indonésia, é um país majoritariamente muçulmano e com pena de morte pra quem trafica drogas. Brasileiros não precisam de visto pra poder ficar até 30 dias a turismo e eles tem como capital a chamorsíssima Kuala Lumpur.

Kuala Lumpur

Petronas Towers
Cara, vou te dizer. De todas as cidades que eu já visitei nesse giro pela Ásia inteira, só duas cidades me apaixonaram até agora: Hong Kong e Kuala Lumpur. Não digo no sentido de apaixonar porque é turística não, pois se fosse utilizar esse parâmetro eu preferiria Bangkok ou Macau, mas sim no sentido de qualidade de vida, possibilidade de morar nessas cidades.
Cara, Kuala Lumpur é uma cidade charmosa DEMAIS. Apesar de pertencer a um país em desenvolvimento como a Malásia, a cidade parece ser situada em um país desenvolvido, pois tudo funciona na cidade (metrô, trem, busão, taxi…). O centro financeiro deles me lembrou bastante o de Seul, além do fato deles terem as mais que famosas Petronas Towers, que por um tempo foram as maiores torres do mundo e hoje ocupam a nona posição.

=)
A cidade é super organizada, barata, limpa e segura. Cara, sério, fiquei apenas quatro dias em Kuala Lumpur, mas queria ter ficado muito mais tempo. Os Malaios são gente boa demais e todo mundo na rua fala um inglês razoável (só não os chineses). Cara, eu poderia ficar o dia inteiro falando da cidade, mas não vou tomar o tempo de vocês. Só digo uma coisa, me apaixonei perdidamente por aquele lugar.

Couch em Kuala Lumpur

Fiquei numa casa de franceses em Kuala Lumpur. O cara que me hospedou, apesar de francês, falava um português muito bom (Ele entendia tudo o que eu falava e, brother, pra entender eu falando português o cara tem que ser ninja, eu falo muito rápido) e amava o Brasil. Ele morava com mais dois franceses e estava em Kuala Lumpur dando aulas de francês e viajando pelo Sudeste Asiático. O apartamento dele era próximo ao centro de Kuala Lumpur e tinha uma vista maravilhosa pras Petronas Towers, que, cá entre nós, é a única atração turista da cidade.
Velho, sério, o bicho era gente boa demais. Quando cheguei ao apartamento da figura, além de mim, ele já estava hospedando um casal de franceses. E, não obstante, um dia depois de eu chegar, ele ainda aceitou mais uma búlgara. Uma pena que eu só pude ficar no apartamento dele por pouco tempo, porque o pouco tempo que fiquei por lá, a gente se divertiu bastante.

Perambulando por Kuala Lumpur


Cara, por ter ficado muito pouco tempo, acabei não fazendo muita coisa em Kuala Lumpur. Isso também se deve ao fato da cidade, como já falei, não ter muitas atrações turísticas pra se poder visitar, já que KL é uma cidade para trabalho e negócios.
De legal, teve o primeiro dia, onde um dos membros mais ativos do Couchsurfing.com em KL, convidou todo mundo pra poder dar uma volta pela cidade com ele sendo algo como o guia. Ele se chamava “Mo” e era um queniano da etnia somali que estava estudando administração por lá.
Foi engraçado, porque juntou MUITA gente pra poder dar esse rolê pela cidade com ele. Tinha um casal de holandeses gente boa demais, três argentinos, um suíço maluco, um maranhense, um chileno, alguns malaios, ingleses… Mermão, era muita gente!
Visitamos uma mesquita, o museu malaio islâmico e fizemos um piquenique no parque depois.

Figuras da Malasia

Galera na Malásia. O tiozão de camisa verde é o inglês que tá pedalando pelo mundo.


O que merece destaque sobre a Malásia foram só os figuras que eu acabei conhecendo por lá. Conheci um inglês que tava dando uma volta ao mundo de bicicleta. Sim, de bicicleta. Parece um pouquinho mais difícil do que eu que estou fazendo de avião, não? Ele já tinha feito a Austrália de uma ponta a outra e agora tava no Sudeste Asiático “dando uma volta”, “dando um rolê”, esperando a China abrir a fronteira do Tibete pra ele poder dar um rolê por lá também.
Doido o cara, né? Não, isso não é tudo! Não obstante o cara ficar de cima pra baixo de bicicleta, agora vem a melhor parte. Ele tem apenas 59 anos! O bicho tem 59 anos de idade e já está a mais de dois anos nessa brincadeira. Ele se aposentou, vendeu todas as coisas que ele tinha, casa, carro e o que for, e se mandou! SOZINHO!! Mermão, quanto mais você viaja, quanto mais você conhece maluco, mais você percebe que sua viagem não tem nada demais. Pombas, o cara tinha 59 anos. Tenho certeza que na mesma hora você pensou o mesmo que eu:
– Esse cara não tem medo de morrer não? Sei lá, ter um ataque do coração, exaustão ou o que for? Pombas, o bicho não tem mais 15 anos pra ficar de 8 a 10 horas por dia pedalando.
Sim, fiz essa pergunta pra ele. O que ele respondeu?
– Se eu morrer, morri, cara! Depois que você morre você nunca mais tem preocupação com nada. Hoje é um bom dia pra morrer, não? Você pode morrer de qualquer coisa todos os dias, seja de acidente de carro, seja num assalto no meio da rua ao meio dia. Entre morrer de uma maneira convencional, apodrecendo em um hospital com todos os seus parentes ao seu lado, eu prefiro morrer congelado no Tibet ou esmagado por uma manada de elefantes no meio do Quênia.
Depois de conhecer esse cara, senti minha viagem de volta ao mundo sem nada na carteira sendo algo como uma viagenzinha de São Luís pra Codó de ônibus leito.

Crise asiatica

Não sei quantos de vocês estão lembrados dos sombrios tempos da crise asiática. Uma crise que derrubou as economias dos principais tigres asiáticos e que se alastrou por todo o mundo, arrebentou com Rússia, México e veio chegando, chegando, até chegar ao Brasil em 1999.
A crise deles foi basicamente que nem a nossa. As moedas do Sudeste Asiático foram se desvalorizando absurdamente. Um brother tailandês me falou que a taxa de câmbio do bath tailandês passou de 25 baths por dólar pra 45 baths por dólar.

Sim, porque eu tou falando tudo isso? Porque eu conheci na Malásia um cara que foi absurdamente afetado por isso.
Não lembro o nome do figura, mas ele tinha 44 anos e tava no auge da vida dele durante aqueles anos da crise. Segundo ele, ele era dono de quatro grandes empresas diferentes na Malásia e de um dia pro outro, os preço dos produtos de sua fábrica, quase que dobraram devido ao valor do câmbio, já que ele importava tudo. Ele quebrou e hoje deve mais de quatro milhões pra vários bancos diferentes pelo mundo. Diz ele que ele se sente até uma celebridade porque toda semana bate um suíço engravatado na casa dele pra poder renegociar a dívida.
Esse bicho eu fiquei quase que umas duas horas conversando com ele sobre a crise asiática e ele me explicando tudo que eu sempre quis saber sobre. Uma coisa é você ler em livros e escutar na sala de aula, outra coisa é conversar com alguém que foi diretamente afetado pela crise.
Curti esse cara.