Claudiomar e a Volta ao Mundo em "Ei, você aí, me dá um empreego aí"…

Então…
Antes de começar o post em si, eu gostaria de falar algumas coisas que não estão tão claras, pro pessoal:
1 – Galera, estou tentando e conseguindo manter uma regularidade nas postagens. Até agora estou postando os blogs nas sextas-feiras, mas precisamente nas sextas-feiras pela manhã, horário de Brasília.
2 – Visitem o Maranhão uma vez na vida. São Luís é linda demais e os Lençóis Maranhenses são belíssimos.
Só queria dizer que tou muito feliz com os comentários e com as sugestões que as pessoas vêm me fazendo. Sinal de que, mesmo com minha vida sem muitas novidades e presepadas, ainda tou conseguindo fazer o blog ficar interessante. Esperem só eu realmente começar a viajar… heheheheheh
Tem um recado pra vocês aí…
Abraços maranhenses

Tentando voltar pra casa


Noite normal. Ambiente frio que só uma geladeira e eu aqui tentando me agasalhar como de costume. Do nada, abre-se a porta. Fui em direção à mesma achando que era mais um hóspede.
O sujeito, como a maioria das pessoas que atendo na madrugada, tava mais bêbado que peru em véspera de Natal. Quando pude ver direito, era um senhor de idade, careca e que andava com dificuldade, em zigue-zague, devido à alta concentração alcóolica presente no seu sangue, pra falar a verdade, o senhor parecia era um zumbi mesmo!
– Boa noite, senhor, em que posso ajudá-lo.
– Er… Eu queria meu quarto.
– Ok, uma ou duas camas?
– Não, não, eu já paguei por ele.
– Hum, tudo bem. O senhor perdeu a chave? Preciso de um documento para lhe dar outra.
– Não, ela tá aqui na minha mão.
– Uai! E qual é o seu problema, senhor?!?!
– O problema é que a porta não tá abrindo.
– Ah, tudo bem. Às vezes essas chaves dão problema mesmo. Me dá ela aqui que eu vou trocar pro senhor.
Pô, amigo. Eu fiquei pensando “esse cara tá muito bêbado mesmo!”. Você até entende quando o cara enche o caneco, chega em casa e não consegue abrir a porta. A chave certa da porta geralmente tá com um bando de chave junta, logo, dá um trabalho danado pra achar, além disso a fechadura é pequena e ainda por cima você precisa GIRAR (essa é a parte mais difícil) a chave na fechadura pra poder abrir. Mas pô, amigo, aqui a chave é parecida com um cartão! É só enfiar na fechadura eletrônica, que por sinal é do tamanho de um cartão, que a porta abre automaticamente. A pessoa não tem que ter o trabalho de procurar a chave certa num molho com várias outras, tampouco tem que girar a fechadura! É só colocar a chave num buraco que nem um cartão de caixa eletrônico. Quando eu falo que o tiozão tava muito ruim, era porque ele tava ruim mesmo!!! Beleza, já tava quase trancando tudo na recepção pra poder ir lá com ele abrir a porta do quarto (do jeito que ele tava ruim, ele podia até tropeçar e dar com a testa num vaso). Antes pedi a chave pra trocar.
Quando o bicho me entregou a chave e eu fui ver o número do quarto vi que tinha algo estranho com o chaveiro. Quando coloquei no nosso identificador deu pra perceber na hora que a chave, simplesmente, não ERA DO NOSSO HOTEL!!! O cara, tinha, nada mais nada menos, esquecido o HOTEL EM QUE ESTAVA HOSPEDADO!! hahahahahahahaha. Cara, o bicho saiu pra rua pra ver a final do campeonato nacional de futebol americano (não confirmei, mas me disseram que é o evento de maior audiência mundial depois da Copa do Mundo), encheu a cara, e esqueceu de algo um tanto quanto importante. Esqueceu o hotel!! Ê cachaça da gota, amigo!!
Na hora confesso que o sorriso maroto começou a tentar escapar da minha face, mas comecei foi a ficar com pena do cidadão. Pô, quem nunca ficou trincado que atire a primeira pedra!
Quando fui olhar com mais atenção pro chaveiro, aí sim vi que o senhor realmente tava numa enrascada. Não, não era chave de cadeia. O problema era que não dava pra vê de ONDE era a chave!! Era só um chaveiro simples, de cor esverdeada e sem nenhuma identificação ou algo similar que pudesse dar alguma pista de onde ele tava hospedado. Perguntei pro bicho e ele me falou que não tinha a MÍNIMA noção de onde tinha se hospedado. Um frio danado lá fora e ele sem agasalho. Pedi pra ele tentar num hotel que tinha na frente pra ver se ele tinha se hospedado lá e o senhor me falou que já tinha ido lá perguntar e não era. Que pena deu nessa hora!! Não me restou nada a fazer a não ser deixar o bicho ir e falar pra ele sair batendo nos outros hotéis, quem sabe uma hora ele achava. Pela manhã, quando terminei o trabalho, confesso que dei uma volta para ver se encontrava o corpo do nosso amigo congelado, mas sem sucesso.

Lidando com a situação novamente


Depois que o tiozão bêbado foi embora dando prosseguimento a sua saga em busca do quarto, eu voltei pra guarita e fiquei de boa, trabalhando. De repente, houve aquele chamado que todo ser humano recebe algumas horas durante o dia. Aquele, que segundo a velha piada, é mais rápido que a velocidade da luz ou do pensamento. Sim, deu vontade de ir no banheiro. Esperei mais uns 20 minutos até dar umas 1:30 (geralmente depois desse horário ninguém chega mais) e fui. Fiz o que manda o protocolo, tranquei todas as portas, peguei a chave da máquina registradora, botei meu notebook debaixo do braço e fui. Quando tou lavando as mãos, escuto uns gritos vindo daqui da recepção. Brother, pense num menino que ficou desesperado que nem ateu no dia do juízo final? Rapaz, mais eu corri pra recepção numa vula que só vocês vendo.
O que eu achei que era? Alguém se acidentou e um hóspede veio pra recepção pedir ajuda ou pra usar o telefone. Só assim pra alguém nào poder esperar cinco minutos.
Quando cheguei na recepção, meus olhos pareciam os de uma coruja, tamanho o estado em que eu estava assustado. Quando vi, era só mais um bêbado tentando fazer check in, nada mais normal. O animal tinha forçado uma porta que não dá pra trancar (ela é difícil de abrir, por isso só deixamos enconstada. Sim, meu hotel às vezes é precário) e entrou. O cara, quando viu o meu estado de choque (sim, eu tava tremendo, pô) começou a tirar onda com minha cara, eu entrei na onda e comecei a trocar idéia com ele. Comecei a dar início aos procedimentos de praxe do check-in e pedi pra ele um cartão de crédito e uma carteira de identificação. O cidadão se recusou a me dar o cartão de crédito porque falou que não queria pagar no cartão, queria pagar em dinheiro. Falei que tudo bem, ele poderia pagar em dinheiro, mas que eu precisava de um cartão de crédito. Depois de muito tempo discutindo e enchendo o meu saco para não dar um cartão de crédito, o cidadão resolveu parar de encher e me dar um cartão e uma identificação. Quando ele me deu o cartão e o documento, e viu que eu comecei a fazer os procedimentos normais do check-in, o cidadão ficou um pouco mais calmo e começou a ser gente boa comigo novamente. Tentando ser gentil, foi lá e me ofereceu um cigarro. Falei que não fumava. Vendo que eu nào fumava cigarro, me perguntou se eu fumava MACONHA!! Falei que não e que tava trabalhando, logo não poderia aceitar nada. Depois disso, na hora de testar o crédito do cartão do cara, vi que o cartão do figura não tinha CRÉDITO ALGUM. Ixi, cumpade. Problemas a vista. Pedi desculpas e falei para ele que não poderia fazer o check-in já que o seu cartão não tinha crédito. Ah, cumpade, aí o bicho ficou puto, pegou mais ar que pneu de trator.
Ele começou a falar que era pra eu fazer aquilo de qualquer jeito que ele não queria nem saber. Depois de muito tempo me xingando, ele falou:
– Você pensa que dinheiro é problema? Dinheiro não é problema pra mim!
Meteu a mão no bolso e puxou um maço, mas um Maço com M maiúsculo de dólares do bolso. Quando fui olhar o maço do bicho, tinham só notas de 20 e 10 dólares, ou seja, pequenos valores. Me oferecendo maconha, totalmente embriagado, querendo pagar com dinheiro de qualquer maneira, com um maço de dinheiro com VÁRIAS notas pequenas, na hora eu deduzi:
– Esse cara é traficante! 
Na hora pensei em ligar pra polícia, ainda mais depois que o cidadão começou a me xingar de tudo que é nome. O cara me falou que eu era apenas mais um mexicano de merda no país dele, e que eu não era um criolo, logo devia parar de tentar agir como um preto merda. E começou a me pagar uma lição de moral sobre não ser um criolo merda. Sim, nesse nível.
Depois de delicadezas dessas, eu REALMENTE ia chamar a polícia. Quando ele viu que tava falando merda já, correu pro carro dele e foi embora, já que ele viu que se a polícia chegasse ele tava enrascado.
Como vocês podem ver, este foi mais um capítulo “Latino Sujo” do blog. Não importa se eu falo inglês ou não. Não importa se o trabalho é bem melhor do que o dos tempos em que eu lavava carros. Uma certeza que eu sempre vou ter é que SEMPRE que estiver trabalhando de subemprego, eu vou ser xingado, maltratado ou humilhado. Por favor, crianças e leitores do blog, não façam isso no nosso país. Vocês não sabem qual é a sensação de saber que o cara do outro lado tá querendo te humilhar (já que eu nào entendia metade dos palavrões que ele soltava pra mim, graças a deus não sou Native Speaker) e você não poder pular pelo balcão e voar na goela de um miserável desses.

Boletim sueco (UUUUhhhh)


É pessoal! Venho com novidades!
Enfim consegui mais que um contato visual com as suecas!
Tudo aconteceu quando fui lavar a minha roupa. Reparei que a cada passo que eu dava em direção a lavanderia da casa, os passarinhos pareciam cantar mais alto, as flores pareciam desabrochar, o vento parecia mais calmo e sereno. Coloquei suavemente as minhas cuecas sujas e minha meias mofadas dentro da máquina de lavar e no caminho de volta ao quarto ocorreu o momento único, seria capaz até de afirmar que acontecia o momento sublime! Quando saí da lavanderia e estava a passar através da cozinha que tem no andar de baixo, lá estavam elas!! As nossas musas!! A nacionalidade mais pesquisada no PornoTube!! As nossas duas amigas suecas estavam conversando naquele idioma esquisito sobre alguma banalidade que não pude entender. Talvez elas poderiam estar falando de mim, quem sabe?
Como não ia chegar assim, do nada, na cozinha e começar a puxar assunto de qualquer jeito com elas (ia parecer que eu desesperadamente queria falar com elas e todo mundo sabe que isso não é verdade, todos os leitores do blog estão de prova), bolei um plano absurdamente genial e original. Algo nunca antes pensado por nenhum homem na face desta terra para poder tentar cantar uma mulher! Poemas do Neruda ou do Vinícius de Morais pareceriam cantadas de pedreiro quando confrontadas com tamanha genialidade! Algo que de tão novo elas caíriam aos meus pés e implorariam pelos meus gametas para poder formar sua prole. Sim, fingi que minha carteira escorregava pela minha mão e a joguei dentro da cozinha. Fingi que ia pegar minha carteira e, sorrateiramente, como um guepardo na savana africana preparando para atacar a presa, iniciei o seguinte diálogo:
– Bom dia!
– Bom dia – elas responderam sem nenhum sorriso, claro.
– Putz, vocês ainda tão morando aqui?? É que faz uma duas semanas que vocês chegaram e eu ainda não as tinha visto!
– … (ignorado!)
– Er… hum… que horas são? (Pô, essa é velha no Brasil! Talvez na Suécia não seja)
– 8 da manhã
– Ah só. Obrigado
– … (silencio constrangedor)
Eu não poderia perder aquela chance. Eu já estava no campo de batalha! O melhor era resistir bravamente e lutar. Levante, soldado!! Precisava pensar em algo rápido e criativo.
– Pôxa, tá frio hoje, né??
– Não, na Suécia faz bem mais frio esse horário.
– Ah tá.. É mesmo, quase fui me esquecendo, na Suécia faz frio…
– … (ignorado!)
– … (ignorado!)
Depois de alguns segundos constrangedores, elas continuaram conversando em sueco e me deixaram no famoso vácuo.
Vencido no campo de batalha, não me sobrou outra solução que não a de me retirar humilhantemente daquele recinto, mais murcho que alface no fundo da geladeira.
É amigo…. Depois dessa “mandada mal federal” declaro os boletins suecos (uuhhh) encerrados. Depois de várias tentativas frustadas de pelo menos iniciar um bate papo normal com as minas, vou parar de escrever sobre elas. Prestei um pouco de atenção e percebi que elas nem são tão gatas assim. Pra falar a verdade elas são bem “mais ou menos” e meio chatinhas. Parece que ninguém na casa tá se dando bem com elas mesmo. É uma pena… ehehehe. Me retiro do campo de batalha, enrolo minha bandeira, mas ainda com um pouco de honra, afinal, elas nem era TCHECAS mesmos.. hehheheee

Claudiomar e a Volta ao Mundo em "Um maranhense e a neve"

Galera, sabe aquela conversa de “eu não vou pedir votos pra vocês desesperadamente”? Sim, ela acabou!!! Descobri que se eu for o mais votado em todas categorias posso ganhar um prêmio de 500 dólares!!! Mermão, grana demais!! Portanto!! Não esqueçam de votar, não custa nem dez segundos do tempo de vocês!! Por favor, não esqueçam!! Dêem uma fézinha pro amigo de vocês aí que é pra eu poder viajar mais… Cada pc pode votar uma vez por dia. Se vocês puderem me ajudar mesmo, votem também no meu albúm, na seção “fotos” logo ao lado da seção “blog” que eu também tou por lá. E, por favor, não votem nos concorrentes, pelo amor de deus!!! uhaeuhaeh

Link: http://www.beaworldcitizen.com.br/novo/_br/?secao=Capa_Blogs

Só mais uma observação, gostaria de pedir desculpas por estar postando apenas hoje, mas é que a internet daqui de casa deu piripaque e não consegui postar ontem. Próximo post, como prometido, vai ser na sexta, não percam!!!

Amigos, eis que um dia, 7 horas da manhã, ao sair do trabalho me deparo com uma vista inusitada ao longe. Cara, lindo demais, pareciam até as montanhas nevadas de South Park. Fiquei tão emocionado que resolvi fazer um vídeo e postar no blog. Sim, ficou meio gay essa frase, mas é pra que vocês entrem (uuiii) no clima.

Não deu tempo pra poder ver direito os picos (uiii) gelados no vídeo, logo, resolvi postar a foto pra ficar mais claro. Só pra que vocês entendam melhor, aqui não nevou. Nem passou perto disso, já que aqui o clima é seco. O que aconteceu foi que, depois de muito tempo fazendo um frio danado, as montanhas que tem perto daqui ficaram nevadas.

American Way of Life – como o padrão de vida estadunidense está afetando todo um país

Galera, acho que não escrevi nada ainda sobre como é o dia-a-dia do famoso “American Way of Life”, experiência em que estou envolvido.
Uma das mais famosas características da vida americana, é a sua sede por consumo. O consumo é desenfreado aqui neste país! Cara, eu fico impressionado como é fácil consumir aqui! Quase todo estabelecimento, seja lanchonete, seja loja de roupas, tem um “cartão fidelidade” que te dá crédito pras compras. Os caras te dão crédito sem pedir quase nada. Não checam sua renda, não checam os seus antecedentes nem nada, pegam só algum documento de identificação e pedem o seu endereço. Sempre há vários tipos de promoções e descontos diferentes para fazer com que você gaste até o seu último centavo comprando alguma coisa. Até aí tudo bem. Isso não é o mais grave! O grave aqui mesmo são, como eu já tinha dito quando tava na Austrália, a impressionante quantidade de “outlets” que pululam por todos os cantos em todas cidades que visitei, sejam pequenas (como Santa Bárbara) ou gigantes (como Los Angeles). Só pra vocês se situarem, “outlets” são lojas responsáveis por vender produtos que demoraram muito tempo pra poder sair da prateleira de alguma loja, seja porque estava fora de moda ou estação, seja só porque ninguém quis comprar mesmo. A loja vendo que não vai conseguir vender pelo preço normal da etiqueta, manda pra alguma outlet que vende a preços ridículos pra quem quiser comprar. A pior coisa no mundo aqui em Santa Bárbara é quando eu preciso comprar alguma roupa. Sei lá, tou precisando comprar um agasalho. Vou na outlet pra comprar APENAS UM CASACO e volto com o carrinho cheio de coisa pra casa. O que você economiza no preço você acaba gastando em outras coisas. Só pra vocês terem uma idéia, já comprei um agasalho brasileiro da Adidas por vinte dólares, Nike Air por 30 dólares, camisa social Pierre Cardin por 9 dólares e por aí vai. Você tem que ter um freio muito forte, porque senão acaba indo na onda dos americanos e acaba virando um consumidor voraz também. Grande parte dessa facilidade ocorre devido a impostos muito baixos pagos nas mercadorias finais (de prateleira de lojas), baixa taxa básica de juros e, claro, a uma justiça absurdamente eficiente (os caras podem te oferecer toda essa facilidade porque sabem que se você “calotar” você vai pagar de um jeito ou de outro, seja vendendo seu carro, seja vendendo sua filha).

OS BIGMACs MÁGICOS

Mas a característica mais marcante do American Way of Life, com certeza está relacionado à alimentação. Bicho aqui você tem que ter MUITO cuidado com a alimentação que você está levando. A facilidade de comer porcaria está diretamente relacionado à facilidade de consumo. Só pra vocês terem uma idéia, em todo o fast food que você vai, e eu disse em TODO, você paga uma mixaria e recebe um copo. Sim, um singelo copo, mas que te dá direito a beber refrigerante até explodir. Aqui é a pátria do “refill”. Chega a ser uma loucura isso! Você vai, aproveita que o fast food é barato e rápido, entra pra poder fazer uma boquinha e se depara com aquela máquina de encher refrigerante. Dá uma mordida, bebe um copo de coca, dá outra mordida, bebe um copo de Sprite, dá uma outra mordida, bebe mais fanta e termina o Big Mac. Pra não deixar barato, ao terminar o lanche, você vai na máquina e enche o copo de novo pra sair bebendo na rua. Quando você menos se espanta, já bebeu uns 3 litros de refrigerante. Centenas de gramas de açúcar direto para o seu sangue, perfeitos para “adocicar” o seu coração. Além de refrigerante a vontade, pra melhorar ainda mais, existem as promoções malucas que os bichos fazem. Segunda feira é dia de Big Mac. O que isso significa??? Big Mac a um dólar. Resultado?? Geladeira de lá de casa entupida de Big Mac às terças e quartas. Não, não sou eu quem entope a geladeira. O problema é que na segunda feira 20 pessoas resolvem ter a mesma brilhante idéia, VAMOS ESTOCAR BIG MACS!! Ixi cumpade, aí é Big Mac demais, você pode chegar qualquer hora lá em casa numa segunda que você vai encontrar alguém de caneta em punho escrevendo seu nome em mais uma caixa de Big Mac, haeuhaeuhaeuhe.
Isso sem falar nos outros fast-foods, que pra não ficar pra trás, vendem combos por metade do preço e tudo que você imaginar, além, é claro, de SEMPRE ter refrigerante pra beber que nem um bicho. Ficou preocupado? Calma, agora falta a melhor parte. Não é só nos fast-foods que rola essa farra do refrigerante!! Adivinha aonde tem mais? No cinema? No restaurante?? Não, meu amigo, NO MEU TRABALHO TAMBÉM!!! Brother, colado aqui na recepção tem um restaurante que fica fechado durante a noite, enquanto estou trabalhando. Mas, adivinha, REFRIGERANTE DE GRAÇA TAMBÉM!! Meu amigo, eu posso ir na maquininha de refrigerante e beber quantas vezes quiser, quantos copos quiser de qualquer refrigerante que quiser. COISA DO DEMÔNIO, AMIGO!!
No começo eu pirava com essa farra de gás carbônico aqui no trabalho. Mas depois de um tempo vi que já estava começando a exagerar e simplesmente, parei de beber refrigerante aqui. Cara, se você não prestar atenção e só ir bebendo, você pára de beber água e fica bebendo refrigerante o dia inteiro, é perfeitamente possível e barato. Uma amiga minha fez o mesmo programa que eu e trabalhava em MacDonald’s. Se encantou com essa realidade de “free açúcares” (Friedman falava que não existia almoço grátis, não falou nada sobre refrigerante) e saiu endiabrada bebendo mais que uma Belina quatro portas. Segundo ela, ela só bebia light, porque tinha medo de engordar. Assim mesmo que deve ser, alimentação consciente. Pois é, sem perceber ela parou de beber água. Chegando em São Luís ela trouxe mais que um notebook na mala. Trouxe uma pedra no rim de presente também, segundo alguns comentários, uma das piores dores que o ser humano pode sentir. Por isso que tou evitando ao máximo beber refri por aqui e, ainda assim quando bebo, coloco mais da metade do copo de gelo. Tá doido, mermão, ficar doente viajando pelo mundo?
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Boletim suecos (Uhhh!!) e primas!!

É amigos, nada de novo no front. Três semanas em casa e nada de nossas amigas saírem de dentro da toca. Já teve reunião na casa, todo mundo já sentou junto pra conversar, já aconteceu tudo que vocês imaginarem, menos nossas amigas saindo do quarto pra tentar socializar. Eu realmente tou achando que elas tão em lua-de-mel e não tão querendo dar as caras. Outro dia eu tava pensando em ir lá no quarto delas e bater na porta. Quando elas abrissem eu falava assim: – “Oi, tudo bom suecas quentes (uuhh)? Assim, eu sei que você não sabe quem eu sou, até porque vocês não conhecem ninguém na casa e nem parecem fazer questão de conhecer, mas é que eu tou escrevendo um blog lá pro Brasil e tá todo mundo me pressionando pra eu poder conversar com vocês. A galera tá torcendo pelo desenrolar da história, pô!! Tipo, não é por nada não, mas é que eu tou sendo pressionado e talz. Será se vocês poderiam me concender uma entrevista sobre como é a paixão de vocês por latino lovers ou se vocês são realmente as melhores mulheres da Europa pra… digamos… copular??”. O que vocês acham?

Mas já que vamos falar sobre a casa, vou contando as novidades. Agora sim a casa ficou cheia! Todo mundo que tava viajando chegou e estão ocupando os seus respectivos quartos. Mudaram-me pra um quarto um pouco mais barato, mas que tá sendo bem mais legal morar. Tou dividindo um quarto com um chinês e com um ucraniano. O ucraniano é gente boa demais e virou um amigaço assim que chegou no quarto, o chinês é meio caladão na dele, mas quando abre a boca pra conversar parece ser gente boa. Se vocês já viram, eu não tou mais dividindo quarto com uma pessoa, agora eu tou dividindo quarto com mais duas e, pra falar a verdade, não é nem um quarto propriamente dito. Na verdade “criaram” um quarto na parte de cima da casa e enfiaram neguinho pra poder morar lá. Eu, Claudiomar, virei “Um homem no sótão”. Tou dividindo agora um sótão com mais dois caras, ehehehehe. Mas vocês tinham que ver é a discussão que eu tive outro dia com esse ucraniano. Ele começou a me falar que ele tinha uns amigos sauditas que era MUITO estranhos. Segundo ele, os caras faziam sexo com qualquer coisa (haja vista que lá é um país bem conservador). Diz ele que teve um amigo que falou que fez sexo com uma cabra quando tinha 16 anos, porque não tava se aguentando mais. O outro fez pior. O cara tava com os hormônios pulando tanto que resolveu fazer sexo foi com a prima mesmo!! Nessa hora eu parei!! Segue o diálogo:
– Ãhn??? Que história é essa brother? Qual é o problema de fazer sexo com prima?
– Qual o problema?? Prima é o mesmo sangue que o seu, cara!!
– Pô, bicho, não é não, óh!! Tem o outro tio com sangue diferente do seu pra dar uma misturada! Inclusive, lá no Brasil, muita gente tem a primeira relação sexual é com a prima mesmo, pela reação de confiança e talz…
– ÃHN????!!!!??? Vocês são FREAK (aberração), cara!!! Como assim fazer sexo com prima?? Eu prefiro fazer sexo com cabra!! Vocês comem as mães e as primas de vocês por lá também?
– ÃHN??? UHAEUHAUEH!! Não, bicho! Claro que não! É só prima!! Pô, cara, lá no Brasil é tão normal que as “mulheres da vida” a gente chama, carinhosamente, de “Primas”!!
– Argh!!! FREAKS!!!
Rapaz, o bicho ficou com uma cara de nojo tão grande que eu até fiquei pensando se isso realmente é normal no Brasil. Não que eu já tenha tentado algo com minhas primas, até porque eu sempre fui muito próximo dos meus tios e acho que ficaria um clima meio estranho. Mas geral dos meus amigos já disseram que “espetaram” as primas e que foi da hora.
Depois dessa conversa com esse bicho, o cara não saiu pra todo mundo perguntando se era de boa dar uns amassos em primas? Rapaz, chinês, japonês, europeu… Todo mundo fazia cara de nojo quando ele falava isso. Eu fiquei até pensando se meus amigos que me falaram que fizeram isso são FREAKS (!!) mesmo ou se no Brasil ninguém toparia essa. Levando em consideração que várias pessoas de diferentes partes do Brasil acessam este blog, vou colocando ao lado uma enquete sobre primas. Podem votar sossegados, eu não tenho acesso ao nome de quem votou não!! Eu quero sinceridade, galera!! Eu realmente fiquei curioso!!!

Chegou em casa um bicho muito figura. Ele nasceu na Costa do M

arfim, foi criado na França, mas diz que é americano. O cara é um figura sem tamanho. Bem, pra falar a verdade, o bicho é uma figura de tamanho. A criança tem apenas 2,15m de altura. Mermão, sabe lá o que é isso??? 2,15 METROS DE ALTURA!!! Cara, eu nunca tinha visto isso na minha vida. O cara literalmente abaixa a cabeça pra poder passar por debaixo da porta. É cada um que aparece na minha vida. Aí vai a foto dele…


Outro acontecimento ocorreu esses dias e tá me dando um IBOPE danado. Sim, o meu arroz! Rapaz, começa que quando eu vou comer fica todo mundo me olhando e perguntando o que eu tou comendo: “Ãhn? Como assim você come arroz com feijão? O que? O feijão não é doce?” “Peraí, você não é asiático, porque diabos você come tanto arroz?” e por aí vai. Outro dia eu tava comendo e a japinha veio e me perguntou se podia provar um pouco do meu arroz, já que ele parecia estranho e era vermelho (sim, eu havia colocado um pouco de molho de tomate). Falei “sem problemas” e dei uma colherada pra ela! Rapaz, a mina num acabou com meu pote de arroz pra uma semana? Parecia um cumpinzinho… Pior foi que ela ficou no telefone e puxou o pote de arroz pra perto dela. Ficou comendo e falando ao telefone, já que pra eles não é falta educação comer e falar ao mesmo tempo.

Tecla Pause

Só pra vocês terem uma idéia de como “educação e higiene” são relativos, outro dia eu quase joguei a chinesa pela janela porque ela tava escovando dente na pia da cozinha. Pô, brother, tem quatro banheiros aqui com quatro pias diferentes, usar a pia da cozinha é sacanagem, né? O pior que pra ela parecia a coisa mais normal do mundo.

Tecla Play

Mas então, eu fiquei sem graça de pedir pra ela parar de comer e deixar um pouco pra eu comer no outro dia. A mulher comeu quase 500 g de arroz PURINHO, sem carne nem nada, só cebola e tomate. O melhor de tudo, era que o arroz ainda tava GELADO (!!) já que eu tinha acabado de tirar da geladeira. Comeu que nem sorvete, hehehehehe. Vai gostar de arroz assim lá na caixa prego, amigo!

Claudiomar X Típica americana caipira!!!

Eu já vi vários blogs especializados em ficar tirando onda com aqueles avisos esdrúxulos que vêm em alguns produtos. Coisas do tipo “Não utilize o microondas pra secar seu gato” ou então “Não lave o seu filho na máquina de lavar” que teoricamente alguns produtos estampam em suas embalagens para, digamos, “pessoas menos favorecidas de massa encefálica”, posteriormente não processá-los por fazerem algumas dessas idiotices alegando que não tinha escrito na embalagem que não era pra fazer. Eu realmente sempre achei que fosse caô. Que isso era coisa de blogueiro desocupado que ficava inventando idiotice.
Eu estava enganado…
Chega a ser engraçado algumas vezes as ironias que ocorrem. Teve um dia em que eu tava vendo no youtube um trabalho sobre os “free hugs” (pessoas que escrevem abraços grátis no cartaz e saem pedindo abraços) no Maranhão e talz. Porra, eu tava me emocionando com aquele projeto. Estudantes maranhenses saindo nas ruas oferecendo abraços a transeuntes, por acreditarem que as as pessoas hoje estão perdendo a ternura e não se abraçam mais. Isso é um projeto que já ocorre mundialmente e não podia deixar de ocorrer no Maranhão. No momento em que a lágrima estava quase descendo do meu olho devido à saudade de São Luís e também à toda aquela demonstração de ternura, toca o telefone:
– Triiiimmmmmmm
– Lemon Tree Inn, How can I help you? (Como posso ajudá-lo?) (Percebi pela Bina que era uma ligação de um quarto aqui do hotel)
– How can I help? How can I help? Se este fucking hotel não fosse tão estúpido a ponto de não oferecer chuveiro quente para os seus hóspedes você poderia me ajudar! (Tomei até um susto, confesso!)
– Senhora, desculpe, mas todos os quartos possuem água quente e banheira para os hóspedes.
– Seu latino imbecil (sim, as pessoas perderam a ternura)! Você quer insinuar que eu sou burra (muita vontade de dizer “sim”!!)?? Se eu tou falando que não tá funcionando é porque não tá funcionando!!
– Tudo bem, senhora, estou indo no seu quarto para levar-lhe uma chave nova para que seja possível a senhora mudar de quarto.
Pensei em escrever “Abraços Grátis” num cartaz antes de ir “enfrentar a fera”. Mas depois tive uma idéia melhor.
– Boa noite, senhora!
– Cadê minha chave nova?? (acho que ela não entendeu o boa noite, mas enfim..)
– Senhora, posso checar a banheira do seu quarto antes de mudarmos de quarto?
Não esperei ela responder fui logo entrando… Quando chego no banheiro e mexo na torneira consigo minha pequena vitória!
Eis que do nada, Claudiomar, o “David Copperfield das banheiras caseiras”, consegue, como mágica, fazer rojar água quente por aquela torneira. A vontade que eu tive foi de dar um “pedala Robinho” naquela marmota e falar pra ela “Agora tu vai cuidar da recepção só pra largar de ser burra enquanto eu fico no teu quarto dormindo”, mas pensei no meu emprego e na minha viagem pro Camboja…
Me segurei para não rir na cara da mulher, mas me contive. Virei pra ela com a cara mais sínica do mundo e falei:
– Senhora, eu acho que a senhora estava se confundindo, era só ter puxado essa manivela aqui ao lado, escolher a temperatura e tomar seu banho.
Cara… ela ficou MUITO sem graça quando eu fiz isso na cara dela!! Foi muito engraçado mesmo!! hahahaha
– Er… hum.. eeeer… Eu, eu, eu, eu, tinha tentado mas não deu certo. É, isso mesmo, eu tentei mas não deu certo, acho que foi algum problema temporário, mas ainda bem que está funcionando, pode voltar pra recepção agora.
– É, deve ter sido um problema temporário mesmo… Tenha uma boa noite.
Poorraaa!!!!!!!! Que vontade de mandar ela pra caixa prego, meu amigo!!! Pombas, eu fiquei pensando depois, se a pessoa coloca uma droga de uma manivela, ao lado de uma droga de uma banheira, escrito em inglês e espanhol com TODAS as letras “regule a temperatura aqui” é porque essa DROGA dessa manivela deve servir para algo, correto?!?! Depois desse exemplar vivo de imbecilidade, realmente me ficou bem claro porque as pessoas colocam estes avisos estúpidos em embalagens e como o Schwarzenegger consegue ser eleito governador deste estado.
Apesar do poço de estupidez e ignorância dessa mulher, eu aprendi muito com ela. Todas as vezes que me deparo com um “cadáver adiado que procria”, como dizia Fernando Pessoa, como esse, eu paro pra pensar o quanto deveria ser obrigatório para todo jovem de classe média no Brasil passar por uma experiência como essa, viver um pouco “por detrás do balcão”. Um dos grandes problemas que temos, isso eu vi em todos os lugares que viajei, é que alguns tipos de pessoas, acham que no momento em que estão pagando por algum serviço, elas estão comprando a sua alma. Esquecem que você também é um ser humano e se acham no direito de começar a tratar você do jeito que bem entendem. As várias vezes que fui chamado de estúpido, de “latino imbecil” ou as vezes que a Dona Irene mereceu uma citação não tão honrosa de quem eu atendia, fizeram-me uma pessoa mais educada e mais consciente com aquelas pessoas que trabalham com emprego de baixa qualificação. Antes eu era apenas indiferente quando alguém agia desta maneira, mas se agora você quer ver alguém me tirar do sério é gritar ou humilhar um garçom, uma faxineira ou algo do tipo, apenas porque ele não fez algo da maneira que você quis. São pessoas que trabalham como isso não porque querem ou porque são preguiçosas, mas sim porque tiveram menos oportunidades que você. Sinto todo dia na pele (ainda que só por três meses) o que parece passar pela cabeça delas, o medo de perder o emprego, o medo de não conseguir se sustentar, o medo de não conseguir pagar suas contas no final do mês. Por isso me tira do sério quando alguém age dessa maneira imbecil!!! A pessoa escuta um bom sermão e depois eu vou pedir desculpas ao garçom, ou quem for, pelo imbecil que estava sentado na minha mesa. Posso até perder uma amizade, mas, depois de ser desde lavador de carro a carregador de sofá, não admito este tipo de comportamento. Por isso que eu tenho muita raiva de playboy, de paty e de socialite, brother… Como dizia o Martim: “Quando estourar a revolução, a bala deles vou ser eu que vou atirar”.

E o que é que a gente quer??? A gente quer…

Tá, vamo lá!! Vamos logo ao que interessa…
Alguns amigos me perguntaram por msn e vi que agora vou precisar ficar fazendo algo como um “boletim semanal” das nossas amigas. Sim, as que você pensou, AS SUECAS QUENTES!!!
Cara, sem novidades do campo de batalha. Como volto a repetir, as mulheres tão mais intocadas que tatu, dentro do quarto delas. Pra não dizer que fugi do combate, consegui falar um “Oi, eu sou do Brasil” pra elas e nada mais, pois depois elas entraram de novo no quarto. Eu tou começando a achar essas minas muito estranhas. Sei lá, às vezes fica parecendo que elas tão conspirando contra algo no melhor estilo “vamos dominar o mundo!!”. Elas já tão na casa há quase uma semana e até agora nada delas saírem de dentro da toca. Eu já tou é quase indo bater no quarto e perguntar se elas tem alguma coisa contra se socializar de vez em quando. A explicação mais lógica que eu consegui angariar até agora foi a do Welton. Vai ver que, agora que a nova moda na California é ser homossexual, as duas devem ser namoradas e ficam se pegando a noite (uuuuuuuhhhhhh) enquanto ao mesmo tempo eu fico conversando com o chinês sobre coisas da vida no meu quarto… Heheheheheh… Só pode ser isso.
Só pra vocês entenderem como está o clima “Desentoca pra falar com a gente, suecas!!” na casa, vou contar um caso só pra ilustrar. Estava no quarto vendo um capítulo de South Park e decidi ir na cozinha rapidinho pra tomar uma água. Entrei na cozinha (que é colada com a sala, único lugar coletivo da casa onde todos se encontram) e não tinha ninguém. Nada anormal. Voltei pro quarto e fiquei no Toddynho(laptop) vendo meu episódio de South Park. De repente, nada mais que de repente, passa a chinesa com um cartaz na mão e com as duas suecas atrás. Ela havia pedido pras meninas encontrarem-na na sala para poder assinar um cartão de aniversário pra uma amiga nossa. Rapaz, na hora não deu outra, pensei “eu vou ser mais esperto que todo mundo” e corri pra sala no afã de conseguir conversar com elas. Na hora que eu entrei na sala, tava só aquela MACHARADA no sofá. Parecia ate uma torcida organizada!! A macharada inteira já tava lá pra falar com as minas!!! Era chinês, búlgaro, suíço, alemão… Todo mundo ansioso pela unanimidade mundial!! Eu ri demais!!!
Ninguém queria dar bandeira que tava lá só por causa delas, né?? Então ninguém falava com elas, todo mundo só esperando as suecas terminarem de escrever no cartaz pra depois puxar assunto. Eu também, que não sou besta, fingia estar super interessado assistindo futebol americano, o jogo mais idiota do planeta!! hehehehe… Não precisa dizer o final, né?? As minas assinaram a droga do cartão e já correram pra dentro do quarto novamente. Foi só elas saírem pra os machos da casa ficarem tudo com cara de bunda, mas fingindo que não tinha acontecido nada. Fingindo que duas suecas maravilhosas não tinham acabado de sair pela porta, hahaha. Depois que elas saíram, deu dez minutos a sala ficou vazia de novo.

E pra quem achava que a saga “SUECAS QUENTES” ia se acabar, pode ficar tranquilo porque ela vai ter vida longa ainda. Acabei de falar com a “gerente” da casa onde moro e ela falou que eu posso ficar mais um mês se quiser. Acabei aceitando já que o cara com que eu iria dividir quarto não atende o telefone, logo vai dançar. Aguardem mais notícias da saga, isso tem cara de quem vai dar muito pano pras mangas.

Pescaria em Santa Barbara – Califórnia

Como precisava de história do blog. Resolvi sair com a galera pra poder fazer uma pescaria no Pier que tem aqui em Santa Barbara. Japoneses, bielo-russa, chineses, suíços e, claro, um simpático maranhense foram para o o ponto turístico mais famoso de Santa Barbara (talvez o único) pra poder demonstrar as suas habilidades de pescadores.

Como de costume acordei quatro da tarde (é porque trabalho de noite, né parceiro?). Escovei os dentes e fui para o Pier já que quase todos estavam lá “pescando”. Quando eu cheguei, já fui vendo a marra do chinês e do suíço. Eita, mas a vara de pescar dos bichos tinha tudo, cumpade… Linha de marca famosa, carretilha, pesinho, CINCO ANZÓIS (eu nunca tinha visto mais que um anzol em uma vara de pesca!!) que pareciam ter sido desenhados por um designer, mira infra-vermelha e o caralho!! Eu, acostumado a pescar com vara de pescar feita de um galho qualquer e sem carretilha, confesso que fiquei espantado logo de começo, afinal, a vara dos bichos (sem segundas interpretações por favor) só faltava falar. Depois de algum tempo aprendendo a manusear aquela “Ferrari” dos mares eu notei que faltava alguma coisa. Não era algo tão importante não. Eu juro que eu fiquei até sem graça de perguntar, sabe?? Sei lá, coisa de maranhense matuto que não conhece a modernidade. Depois de muito relutar eu fui conversar com o chinês:

 – Vicent, essa tua vara é boa pacas, né cara?? Eu tou vendo que ela pesca, lava os pratos e ainda leva os cachorros pra passear, mas lá no Maranhão tem algo que a gente usa com a vara quando vai pescar que sempre dá certo e eu tou vendo que vocês não tem..

– O que é, Claudio?

– Tipo… Cara.. cadê A ISCA???????????????

HAEUHhuuhuaheuHUHAUEH.

Sim, foi isso mesmo, a vara de pescar do chinês apesar de ser de última geração nào tinha um pequeno detalhe: A isca. Coisa besta, de matuto mesmo. Pra que você vai oferecer comida pro peixe pra induzí-lo a morder o anzol e assim pescá-lo?? A vara do chinês (EU FALEI: SEM TROCADILHOS!!) não precisava dessas coisas.

Não precisa dizer que a gente ficou lá, que nem um bando de paspalho por quase uma hora e nada, né? Depois de duas horas, eu comecei a perder a paciência e fui falar com o bicho de novo:

– Velho, eu não sei na China, mas no Maranhão, anzol não faz parte da cadeia alimentar dos peixes. O que te faz acreditar que esses peixes vão morder o anzol sem nenhuma isca pra eles comerem??? Cê acha que ele vai pensar “Oh que vida cruel, não aguento mais tanta pressão, vou me matar” e vai lá e morde o anzol?? Eles vão se matar assim de graça???

– Calma, rapaz!! Eu tou te falando, eles comem o anzol sem colocar a isca!!

Perdi a paciência e fui tentar convencer o Suíço a colocar uma isca. Conversei com o bicho e ele falou que tudo bem. Falei com um pescador do nosso lado e o cara me deu uns pedaços de peixe pra poder fazer isca. Não precisa dizer que deu dois minutos conseguimos pescar um peixe, né?? Já tava virando pro chinês com uma cara de “tá vendo, seu idiota, não disse”, quando antes disso um outro fato me chamou a atenção. Rapaz, quando esse peixe começou a se debater, uma das japinhas que tinha ido com a gente começou a fazer uma festa danada!! Iche, mas a mulher pulava de um lado, pulava de outro, batia palma, gritava, vibrava… Porra, eu vi a hora dela chorar de emoção por estar vendo um peixe! Eu até entendi na hora, poxa, a menina é do Japão, é por isso que ela nunca viu um peixe. Se ela fosse de um país INSULAR, em que a DIETA BÁSICA É BASEADA EM PEIXE, e que é um dos MAIORES PRODUTORES DE PEIXE MUNDO como a BOLÍVIA, eu até entenderia. Mas ela era do Japão, um país sem saída pro mar e desértico, deve ser por isso que ela nunca viu um peixe!!!

Mas voltando, a mulher pulava mais que calango em sol quente!! Parecia uma criança vibrando e só ficava falando “Olha o peixe, olha o peixe”. E bate foto daqui e bate foto dali, só vocês vendo o show da menina. Ela REALMENTE nunca tinha visto um peixe na vida. O Pier inteiro parou pra poder ficar olhando pra gente, pra ficar olhando aquela japonesa serelepe. Melhor não foi a japonesa vibrando, melhor foi a bielo-russa pisando na cabeça do bicho com “um quê de sargentona” e acabando com a festa da japonesa:

– Corta esse peixe aí logo, chinês, senão vai ficar tarde e tá ficando frio. A gente precisa de isca.

– Ôooohhh, você matou o peixinho… (japonesa)

– Claro, minha filha, pra que você acha que isso aqui ia servir?? Botar num quadro e pendurar na parede do seu quarto?

Uuuuuhhh, nada como a doçura de uma eslava para poder lidar com uma situação dessas…

Saldo final?? Dois peixes pescados, posteriormente usados como iscas e mãos vazias para casa.

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