Hospedagem em Bratislava – Meu couch

Cara, por incrível que pareça, conseguir um couch em Bratislava me deu um certo trabalho. Eu realmente não estava esperando que fosse tão difícil, pois Bratislava não é lá um lugar que muitas pessoas desejam viajar quando estão pela Europa. Acabou me tomando quase uma semana pra poder conseguir um couch. Dentre um dos motivos acho que é porque a comunidade do Couchsurfing é muito pequena por lá.
O céu mais azul que eu vira em meses de Europa Oriental
De qualquer maneira, consegui um couch com uma menina que tinha um profile, no mínimo, esquisito. Ela na foto tava toda torta, fazendo um movimento meio doido de yoga e nas suas descrições ela pedia algumas coisinhas meio singelas e recorrentes, entre elas que ninguém entrasse no seu apartamento com nenhum pedaço de animal morto lá dentro. “Até porque uma das coisas mais comuns no Couchsurfing é que quando você chega na casa de alguém você a presenteia com uma ovelha degolada (confira a história aqui) . Ainda bem que ela falou antes que não gostava” – eu pensei. Depois que eu li aquilo que eu fui me tocar que a mina era quase que uma vegetariana fanática e realmente não aceitava que pessoas comessem nenhum tipo de carne ou vestissem roupas provenientes de um animal dentro da sua casa. Filé, pra mim não tinha problema. Era só comer no Mac Donald´s todo dia, hahahaha.
Quando ela me aceitou e disse que eu poderia ficar na sua casa, falou que tinha um problema. Eu teria que dividir o couch com um outro couchsurfer que já havia pedido antes de mim. Trocando em miúdos, ele iria dormir na cama e eu iria dormir no sofá. Até aí sem problemas, pra mim tudo é festa. O outro, e mais grave, problema era que ela dizia que tinha um gato no apartamento e ele tinha livre trânsito por lá. Que se eu tivesse alergia a pelos de gatos, que não fosse pra lá. Bem, eu MORRO de alergia de pelo de gato, mas, fazer o que? Eu não tava conseguindo nenhum lugar pra ficar, tinha que ser lá mesmo.
O gato era muito folgado. O bicho realmente tinha livre trânsito pela casa. Quando a gente ia comer, e puxava a cadeira da mesa pra isso, lá estava ele deitado dormindo na paz dos justos. Quando eu ia dormir, tinha que tirá-lo de cima do meu travesseiro no sofá, pois o bichano só dormia em cima de coisas fofas (isso, claro, sem a Suzana ver, porque se ela visse era capaz de ela mandar eu dormir no chão pra não acordar o gatinho dela). Vocês sabem que gato não bebe água parada, né? Pois então, ele tinha todo um jeito peculiar de beber água corrente…

E ai de quem fechasse essa torneira
Eu só me perguntava se o gato dela também só comia alface. Gatos são bichos carnívoros, o que será que ela dava pro bicho comer? Será se ele só comia do lado de fora? Tirando problemas com gatos, o principal problema mesmo foi pra poder conseguir chegar na casa dela. Ela morava em um bloco de apartamentos (só um adendo. Em ex-países comunistas, parece que TODO mundo mora em blocos de apartamentos) e não tinha uma placa nas portas dos apês dizendo quais eram os números dos apartamentos. Resultado? Cara, sem brincadeira, fiquei uma QUATRO horas pra poder achar o lugar até que alguém que entendia inglês me ajudou a achar o lugar. Até cartão telefônico eu comprei, só que, inexplicavelmente, não consegui usar.
Dormindo no sofá, aproveitando que o gato não estava por perto querendo tomar meu lugar

 

De qualquer maneira consegui achar e fiquei conversando com a host enquanto o outro couchsurfer não chegava. Só foi engraçado que quando o Hugo, o outro couchsurfer, chegou, a gente foi sentando na mesa e começando a conversar. Rapaz, na hora o menino me tira um sanduíche de frango e começa a se deliciar no meio da mesa da Suzana (a host). Rapaz, a menina ficou uns dois segundos olhando pra ele com uma cara de “EU NÃO ESTOU ACREDITANDO NISSO” e ele sem entender o que estava acontecendo. Até que na hora ela gritou: “PRA FORA COM ESSE SANDUÍCHE DE FRANGO!!”. Rapaz, o cara levou um susto tão grande que até jogou ele pela janela ao mesmo tempo enquanto pedia desculpas por não lembrar que ela havia pedido que ninguém comesse nada com carne na casa dela.
Depois de tudo de boa, como não queríamos perder tempo, já fomos logo articulando como seria a nossa primeira balada em Bratislava. A Suzana falou que iria chamar mais uma amiga (hummm…) e que nós quatro iríamos pra uma das mais tradicionais baladas em Bratislava. Uma balada que rolava embaixo do principal ponto turístico da cidade, o castelo de Bratislava. Ãhn? Como assim? A balada era dentro ou EMBAIXO do castelo? Sim, amigão, isso mesmo que você leu. A balada era EMBAIXO do castelo de Bratislava. Mas como isso é possível, vai ser nas masmorras? – nos perguntávamos.
Indo para balada
A Suzana explicou pra gente que durante o auge da Guerra Fria, os comunistas procuravam algum lugar pra poder se esconder caso ocorresse uma hecatombe nuclear entre União Soviética e Estados Unidos. Que lugar seria o último que os inimigos iriam procurar por eles? Sim, isso mesmo que você pensou. Debaixo de um morro em um dos principais pontos turísticos da cidade, o castelo de Bratislava. Sim, e onde entra a balada nisso? Eu não sei se isso é realmente muito esperto ou não, mas os caras resolveram fazer um BUNKER (casamata, construção fortificada) à prova de explosão nuclear embaixo do castelo para que a alta cúpula lá pudesse se reunir caso sofresse uma agressão estrangeira.
Se liga na portinha do Bunker
Entrada do Bunker
Bem e daí? E daí que felizmente não ocorreu nenhuma hecatombe nuclear, a URSS se esfarelou e hoje a Eslováquia é uma democracia liberal com economia de mercado. E por ser uma democracia liberal com economia de mercado, alguns eslovacos viram ali uma boa oportunidade de ganhar dinheiro e resolveram transformar o bunker em uma balada. Balada sensacional, diga-se de passagem.
Fiquei com a ficha 171
Cara, lá dentro era MUITO louco. A música era doida demais, a cerveja barata e a galera pirada. Chegamos na balada umas 11 da noite e só fomos conseguir voltar pra casa quase cinco da manhã. Isso, claro, nós supomos, já que ninguém lembra PATAVINAS de como chegamos em casa de tão doido que estávamos. A gente só supôs isso porque a amiga da Suzana mandou uma mensagem pra uma outra amiga às 4:30 da manhã dizendo que estava muito louca e que ia chegar em casa mais ou menos umas cinco da manhã. Noite difícil essa. Mas mais difícil foi enfrentar a situação que tive de enfrentar quando acordei. Sem sombra de dúvidas uma das coisas MAIS ENGRAÇADAS E INUSITADAS de toda a minha viagem. Não percam os próximos capítulos…

Eu e Hugo. Antes que os engraçadinhos digam besteira, meu olho estava vermelho era da alergia do gato, não era por causa de maconha não

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Viajando pela Eslováquia

A Eslováquia é um pequeno país da Europa Central com uma população de cinco milhões e meio de habitantes (um pouco menos que o estado do Maranhão) apesar de possuir uma área um pouco maior que a do Espírito Santo. Durante toda a sua história os eslovacos não tiveram um país independente e viveram sob o domínio de algum Império específico sendo o Soviético o último antes deles, pela primeira vez, se tornarem um país independente de fato.

Este país é proveniente da divisão da antiga Tchecoslováquia que, como o próprio nome já deixa claro, era composto pela junção da República Tcheca e da Eslováquia. A Eslováquia era meio que um “primo-pobre” do antigo país já que todos conhecem ou já ouviram falar da República Tcheca ou de Praga, enquanto que todo mundo confunde Eslováquia com Eslovênia.

Pelo mapa vê-se o quanto era fácil se orientar pela Eslováquia

A Eslováquia é um país membro da União Européia e quando eu viajava por lá a sua moeda era a coroa eslovaca. Hoje a Eslováquia faz parte da zona do Euro e conseqüentemente a sua moeda corrente já é a mesma da União Européia. Hoje o país possui uma das menores taxas de desemprego da Europa (No passado era de quase 20%, hoje é de mais ou menos 8%. Só para ilustrar, a taxa de desemprego da Espanha é de 19%). Crescimento da Economia? Poderia até ser, já que o país, antes da crise, possuía taxas de crescimento próximas às chinesas, o que é uma raridade, pois na zona do Euro dificilmente um país cresce a 5%. Mas não, não é por causa da taxa de crescimento. Um dos principais motivos que levaram a uma queda tão abrupta da taxa de desemprego do país foi que grande parte da população eslovaca, buscando melhores oportunidades de emprego e salário, emigrou do país quando ele começou a fazer parte da Zona do Euro.

Antigas coroas eslovacas
Na Eslováquia mesmo eu só fui para Bratislava, a capital. É uma cidade bem charmosinha e muito pequenina, me lembrando bastante a capital da Eslovênia (post sobre a Eslovênia aqui). Cheguei num sábado a tarde e parecia não haver ninguém nas ruas da cidade, apenas quando entrei num supermercado pra poder comprar algumas coisas que eu pude ver alguém lá por dentro. Pra falar a verdade parecia era que a cidade INTEIRA tava dentro daquele supermercado tamanho o tanto de gente que havia por lá.

Outro ponto interessante que merece ser citado é que as mulheres de lá são MUITO gatinhas, brother. Parece um bando de bonequinhas, gatinhas demais.
Enfim, experiência ou não. Sim, elas eram bem bonitinhas.
A cidade não tinha nenhuma atração que valesse você passar uma semana por lá. A minha própria host (que falarei no próximo post) quando eu cheguei por lá disse que Bratislava não valia mais do que uma tarde de caminhada pra poder ver tudo. Lá tinha um castelo, que estava longe de ser mais interessante do que os outros castelos que visitei pela Europa (e olha que eu nem visitei os mais badalados) e algumas ruas num estilo meio gótico, mas nada que se comparasse a Praga.
O castelo dos bichos é tão, mas tão importante pra eles, que eles simplesmente o usam para escorar um out-door em comemoração ao Euro que estava para chegar (brincadeira, o castelo tava de reforma mesmo)
Trocando em miúdos. Ruim passar por lá não era. A cidade apesar de pequenina tinha o seu charme e as baladinhas até que foram legais. Mas engraçado mesmo foi o couch que fiquei, história que deixo pra contar depois.
Bratislava vista de cima do castelo
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A caminho de Bratislava

Programei-me direitinho para poder ficar os dias da semana em Viena e depois pegar um fim-de-semana em Bratislava, capital da Eslováquia, onde a galera falava que sempre rolavam umas baladas violentas. Quando estava checando como fazer pra poder viajar de Viena até Bratislava foi até engraçado. Descobri que menos de cem quilômetros separavam as duas cidades, uma era quase que colada com a outra apesar de serem capitais de dois países diferentes.

Agradeci a hospitalidade da Sigh e da Dani e comecei a fazer uns planos pra poder ir pra Bratislava de carona. Até cheguei a anotar em uma folha de papel “Bratislava” pra poder ir pro meio da rua pedir carona e não ter que pagar passagem pra fazer o trajeto. No entanto acabei desistindo porque era muito barato fazer o trajeto, seis euros, e muito rápido, menos de uma hora. Comecei a pensar que não valia o trabalho de ter que gastar algumas horas pesquisando os melhores lugares pra poder pedir carona, gastar algum tempo tentando chegar no fim da cidade pra poder me posicionar (cara, andar de transporte público na maioria das cidades, fora do horário de pico, costuma ser de boa. Isso, claro, se você precisa ir pra algum lugar que todo mundo costuma ir. Agora tente imaginar como é que se faz pra chegar DE ÔNIBUS no final da cidade que você mora, o local onde passa a rodovia? Duvido que alguém aí saiba como se faz. Sempre era complicado conseguir achar o lugar certo pra poder pegar carona…) e depois ficar mais uma ou duas horas esperando a carona, tudo isso pra economizar uns quinze reais. Decidi ficar de boa e ir logo pegar essa droga desse busão que sairia bem mais fácil.
Pedi pra deixar algumas mochilas minhas na casa das meninas (haja vista que, sempre bom lembrar, eu iria voltar pra Viena pra pegar meu vôo pro Cairo) e segui em direção à estação de ônibus pra poder seguir viagem. Durante o caminho até a fronteira ocorreu algo bem interessante. Cara, é impressionante como você sente a diferença quando cruza a fronteira da Áustria e entra na Eslováquia. Mesmo se eu não pudesse ler as placas dizendo “Volte sempre à Áustria” e “Bem-vindo à Eslováquia” seria possível ver que eu havia cruzado a fronteira entre os dois países. Parece que você está saindo de um mundo e entrando em outro, tamanha a diferença da riqueza aparente entre os países. Na Áustria o busão sempre trafega por pistas duplas, todas asfaltadas, com umas casinhas bem-arrumadinhas e pintadinhas pela estrada. Isso a Áustria, sempre bom lembrar. É só você cruzar a fronteira que parece que jogaram uma bomba no outro lado. As casas são tudo caindo aos pedaços, a estrada fica esburacada e em vários lugares de mão única. É mais ou menos como você sair dos Estados Unidos e entrar no México. Guardada as devidas proporções, é claro. É meio complicado descrever isso apenas com palavras que escrevo aqui no blog, mas se vocês pudessem presenciar como eu presenciei, saberiam do que eu estou falando. Interessante perceber como diferenças econômicas podem ser tão aparentes como naquela fronteira.

Cerimônia de extinção dos postos de fronteira entre Eslováquia e Áustria em 2007


Enfim, a viagem transcorreu muito bem, até porque ela foi bem curta. Chegando em Bratislava que foi o leriado grande pra poder conseguir achar o couch onde eu iria ficar, mas isso fica pro próximo post.

Comentários Comentados

1) Contra comentou/perguntou no post sobre Roma:


Nossa, andar de moto ess adistância toda??

Isso que é pique…

E pdoe ter certeza, a idéia de ir caminhando, já deve ter sido cogitada.Já já você encontra alguém huahua.

E po Claudiomar, não me respondeu uma pergunta que fiz la nos posts do Líbano.
Você sofreu algum tipo de discriminação ou agressão pro parte de nacionalistas/neo nazistas em algum momento da viagem??

R – Cara, foi mal por não ter respondido a tua mensagem antes. Algumas pessoas fazem perguntas, eu deixo pra responder depois, embola tudo e no final acaba que eu esqueço de comentar umas perguntas por aí. Foi por isso.

Mas então, “Contra”, respondendo sua pergunta. Cara, eu não cheguei a sofrer qualquer tipo de problemas com neonazistas quando estava viajando não. Pra falar a verdade eu não lembro é nem de ter visto algum deles por todos os países que viajava. Indo mais longe ainda, acho que a única vez que realmente lembro de ter visto alguns caras metidos a skinheads, neo-nazistas ou algo assim na minha vida foi uma vez quando estava numa praia no Maranhão e começou a passar uma parada gay por lá. Lembro que a gente ficou assistindo a parada (velho, é algo bem engraçado) e depois de um tempo apareceram uns caras, que eu não tenho A MÍNIMA IDEIA de onde, com umas roupas cheias de espinhos, cabelos raspados e começaram a seguir a parada de uma maneira meio provocativa, mas nada ocorreu. Isso foi uma ÚNICA vez, no MARANHÃO, que eu vi algo parecido e depois nunca mais. Eu achei até engraçado isso. Viajei pela Europa, pela Alemanha e nunca me senti um dedo ameaçado, mas no Maranhão essas figuras me aparecem. Não sei, acho que a mídia meio que exagera demais acerca dessas paradas de neo-nazistas na Europa. Uns três ou quatro malucos resolvem fazer uma passeata ou algo assim, os holofotes caem em cima deles e lá vai a gente ficar com medo. Neonazistas tem em todo canto, até em Israel, dá só uma olhada nessa reportagem aqui. Eu acho que é por isso que algumas pessoas tem algum receio. O único país que eu ouvi falar que parece que você precisa ter cuidado quando viaja é a Rússia, principalmente Moscou, mas isso eu só ouvi falar.

2) @Ronaldo_Castor comentou no post de “Florença” sobre o fato de eu ter preferido ir dormir do que descer pra ir ver uma mulher que estava embaixo do prédio e que provavelmente queria me dar uns pegas:

Maranhão… não necessariamente nesta ordem:


1º – a mulher do cara do absinto (até compreensível);
2º – a “lésbica” que viajava com você;
3º – Espanhola dando moral e vc não desce…

Sei não… acho que o tal do guaraná jesus ta virando fanta mesmo

hehehehe
Abraço

2.1) Junior também comentou”:


Rapa… teu histórico com a mulherada na viagem ta afro-brasileiro…
DORMIR? mulher no ponto, so pra vc correr pro abraço e tu QUER dormir? eh pra kbar… ehui aeh aeiuhaeiaeh

R – Cara, eu vivo dizendo que o fato de eu escrever sobre as minhas “não-pegadas” na Europa vão acabar me rendendo fama de baitola aqui por esse blog. Essa galera não perdoa mesmo. Mas enfim, eu falei e repito, eu não me arrependo nem um pouco de ter deixado de ir lá embaixo pra poder ficar com a mulher. No outro dia estava bem disposto em Veneza e foi super da hora! Se pudesse faria de novo! E pode me chamar de viado o tanto que quiser, hahahaha.

3) Laíse has left a new comment on your post “Encontros inusitados“:

Eu sou menina e já faz um bom tempo que eu leio seu blog 😀 se a gente se esbarrar por aí pode ter certeza que eu tiro foto contigo hehehe, aproveitando que é o meu 1º comentário aqui posso te perguntar se foi difícil largar o teu emprego pra começar a viajar?? porque agora eu to parada mas talvez essa semana eu já comece a trabalhar numa empresa onde eu tenho chance de progredir…mas assim como vc eu tenho esse sonho de volta ao mundo, então uma hora eu vou ter que escolher…eu sei que emprego publico da pra ficar afastado por 2 anos mas privado no way…


Que conselho vc me daria??


Abraços Gaúchos pra ti 😀

R – Olha só, rapaz! Não é que mulher também lê esse blog aqui? Então, Laíse, você não deixou muitas informações acerca de você, mas presumo que você seja uma pessoa jovem. Laíse, você nem trabalhando está e está com receio de sair viajando por aí? Ãhn? Como assim!?!?!?? Sério, essa é a hora perfeita pra você botar a mochila nas costas e sair por aí viajando. Se não for agora vai ser quando? Quando você tiver casada? Com filhos? Quando estiver idosa? Acho que às vezes a gente fica postergando as coisas que queremos fazer por um receio que nem sabemos qual e quando vemos, a vida já passou. É sempre bom lembrar que a vida não é tão longa e cada dia que passa você adquire mais responsabilidades. Vai, viaja! Quando você voltar você consegue outro emprego! Você vai ter uma experiência de vida impressionante além de que vai voltar falando um inglês rasgado, o que é muito valorizado num país que é MUITO difícil achar alguém que fale uma segunda língua. Eu não pensaria duas vezes se fosse você. Quando chegar, você vai ficar um pouco na merda, como eu fiquei, mas vê que depois você estabiliza sua vida novamente e já vai querer voltar a viajar 🙂


4) Marcos has left a new comment on your post “Áustria“:

Tinha que ser um nordestino mesmo para não achar nada demais em Viena.

4.1) Bruno Bononi has left a new comment on your post “Áustria“:

Só uma pequena correção aí caro Maranhão.

O Beethoven (Estou falando desse homem aqui http://en.wikipedia.org/wiki/Ludwig_van_Beethoven ) nasceu na Alemanha. Atual cidade de Bonn, que por sinal foi capital da Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria.

A época do nascimento, pelo que li, lá era o Sacro império Germânico.

No mais, puta merda, falar que Viena é só mais uma cidade européia é mesmo foda. Teu negócio é mesmo um burrico, um canguru apaixonado. Ou mesmo um indiano bem bigodudo.

hehehe =P

Abração

R – Cara, esse post eu achei até engraçado. Tiveram três comentários e os três foram só pra me xingar pelo o que eu falei de Viena. De eu não ter gostado de lá e não ter achado nada demais. Eu vi que todo mundo me xingou e o caramba, mas ninguém acabou falando o que de tão fantástico tem por lá. Ainda fico esperando o que há pra um mochileiro fazer de tão interessante naquela cidade. Ir a cafés? Óperas? Balés? Desfiles de Moda? Museus de Arte Moderna? Ah, pera lá, cara! Viena pode até ter um outro prédio legalzinho pra se bater uma foto, mas nada que se compara com os outros locais que eu passei e que já postei no blog. Viena tem show de ping-pong? Tem construções milenares? Tem uma pirâmide no meio da cidade como em Cairo no Egito? Dá pra mergulhar no meio de recifes como em Ko Tao na Tailândia? Tem visões de perder o fôlego como em Bali? O que diabos tem nessa cidade que valeria eu pagar uma passagem de avião direto do Brasil pra lá pra poder passar uma semana? Não tou falando que não vale a pena visitar. Se você tiver ali pelo caminho, vale até dar uma passada, mas mudar todo o roteiro como eu fiz pra poder viajar a Bali ou faria pra viajar a Dubai aí já é demais, né? Por essas e outras que eu falo, Viena pra mim é só mais uma capital européia. Bate uma foto de uma igreja gigantesca aqui, um ou outro palácio ali e segue, próxima cidade. Nada que me faria suspirar ou ter planos de voltar pra lá um outro dia.

E sim… Eu confundi Mozart com Beethoven. Mozart que é austríaco… Falha nossa! 🙂

Obs: Tirinhas da piada do Djalmão, não sei quem já conhecia…

Áustria




Bandeira austríaca. Qual a explicação das cores? Bem, tem a chata de sempre (são as cores da família real e blá blá blá) e a bem legal que um amigo austríaco me contou. A história seria mais ou menos assim. Diz ele que a bandeira é dessa maneira por causa de algo que ocorreu durante uma das batalhas mais sangrentas pra poder fundar a Áustria. Diz ele que um dos mais valorosos guerreiros, daquilo que seria a Áustria, lutava nu (sim, rapaz! O cara era valoroso mesmo!) vestindo apenas um cinto (devia ser pra dar sorte). A batalha foi bastante selvagem e depois de dias batalhando sem parar (qualquer semelhança com Rambo é mera coincidência) eles conseguiram a vitória. O guerreiro, totalmente coberto de sangue, pra poder comemorar foi lá e arrancou o cinto dele (liberou geral!!!) e essa foi a imagem que ficou como símbolo, o cara todo vermelho, com uma única parte branca (que era a cor da pele dele), sendo o cinto o único local que estava vestido durante a batalha e portanto não sujo de sangue. Eu particulamente prefiro mais essa. Mais macho que esse só o Shiva mesmo…

A Áustria é um pequeno país germânico, situado na chamada “Europa Central” e foi o que restou do gigantesco Império Austro-Húngaro dos Habsburgos. Apesar de hoje ter perdido grande parte do prestígio dos tempos do Império, a Áustria ainda é um importante país europeu. Possui uma população de quase nove milhões de pessoas e o oitavo maior PIB per capita do planeta.

Em frente a Catedral de Santo Estêvão, um dos principais cartões-postais de Viena.
Devido ao seu relevo montanhoso e frio, milhões de turistas costumam visitar o país para esquiar e fazer snowboarding, apesar de muitos nativos de lá nunca na vida terem visto um côco ou um coqueiro na vida(para ler a história, clicar aqui). O turismo é a principal fonte de renda da Áustria e responde pela maior parte do seu PIB.
Grandes contribuições para a humanidade são provenientes deste país. Beethoven e Sigmund Freud nasceram em solo austríaco assim como outros grandes gênios que estudamos durante o nosso segundo grau principalmente em física, como Doppler, Schrödinger, Wolfgang Pauli. É também austríaco o pioneiro do estudo da Genética, o monge Mendel com suas ervilhas . Tem também o nosso amigo, Schwarzenegger, hoje governador da Califórnia. Pra não dizer que só tem coisas boas por lá, Adolf Hitler era austríaco e não alemão. Apesar de passar um tempão pensando aqui, acho que a empresa mais famosa da Áustria é a Red Bull mesmo 😛

Apesar de muitas pessoas confundirem e achar que é mesma coisa, Áustria não é Austrália! Isso é uma coisa bem engraçada e eles acabam fazendo piada com isso. Quando eu viajava pela Áustria, vi em algumas lojinhas para turistas camisetas sendo vendidas com a seguinte frase: “No Kangaroos in Austria”.
Um austríaco que chegou a viajar comigo quando eu estava lá pelo norte da Índia me contou uma história bem engraçada. Diz ele que quando viajava pela Índia, um motorista de uma riquixá perguntou a ele de onde ele era. Quando ele falou que era da Áustria, o motorista ficou todo contente e disse que ele vinha de um país muito bonito, que sempre quis visitar Sydney, mas nunca teve oportunidade. Não adiantou nada ele falar pro motorista que era Áustria e não Austrália, acabou deixando o motorista mais confuso ainda. Depois de um tempo o motorista não entendia mas porque o meu amigo ficava tanto tempo falando “eu vim da Áustria, sou austríaco!” que acabou mudando de assunto. Ele falou que até já acostumou com isso.
Sede do Poder Legislativo da Áustria
A capital da Áustria é Viena. Assim como Zurique, faz parte do rol de cidades da Europa que eu nunca fiz questão de visitar e só acabei indo porque elas faziam as melhores escalas pro Egito, partindo da Europa, pela minha passagem de volta ao mundo. Como eu teria que passar lá de qualquer jeito, pagar a taxa de embarque de qualquer jeito, resolvi ficar alguns dias por lá e “ver de qual é”. Não vou dizer que me arrependi, mas também não foi aquela coisa que eu dissesse: Nossa que coisa inacreditável. Viena pareceu ser só mais uma cidade européia, bem arrumada, bem limpa, com os serviços públicos funcionando, alguns prédios arquitetônicos bem construídos e nada mais. A única coisa que realmente valeu a pena foi o couch que foi muito bom, as pessoas que conheci foram realmente bem legais, mas tirando isso nada demais.

Os europeus e suas manias de colocarem estátuas de gente se espancando em frente de construções importantes. Meu Deus, porque esse povo não descarrega toda essa testoterona jogando um futebolzinho?
As estátuas de cima estão em frente a uma das entradas do Palácio Imperial de Hofburg
Bem, cara, acho que no mais é isso. Vou deixar para falar mais de Viena quando começar o post específico sobre ela.
Mais algumas fotos do Palácio de Hofburg

Veneza – Apesar de clichê, vale muito a pena visitar!

Ah Veneza!
Cara, quando desci da estação de trem e pisei meus pés pela primeira vez naquela cidade eu não acreditava que estava lá. Eu estava em Veneza! A cidade-palafita mais famosa e chique do mundo. O destino preferido dos enamorados! Cara, até hoje eu me questiono se realmente visitei a cidade, viu? Veneza é linda DEMAIS! É fantástica! Imagine uma cidade onde as pessoas apenas trafegam a pé ou em barcos?
Essa é a primeira imagem que você vê em Veneza. Porque? Porque é a primeira ponte em frente a Rodoviária =)

Eu não sei de onde veio todo esse meu fascínio pela cidade, mas acho que um dos motivos foi quando eu joguei Tomb Raider II no meu falecido Playstation One (que Deus o tenha) e uma das fases do jogo era jogada em Veneza. Lembro que a personagem do jogo poderia se movimentar pela cidade apenas nadando pelos seus canais. Fiquei fissurado em imaginar uma cidade como essa (imagina? “Ê brother, vou dá uma chegada na tua casa aí! Tou só colocando um calção de banho!”), mas depois fiquei triste por saber que isso só acontecia no videogame. Por quê? Bem, porque aqueles canais são sujos e fedem mais do que peido de gambá! Apesar de não poder nadar nos canais, Veneza ainda me encantava.

Cara, tem um papel de fundo da Microsoft que é IGUALZINHA essa parede aí, não?
Bem, Veneza é na verdade um arquipélago com centenas de ilhas. Uma das explicações para o surgimento da cidade sugere que ela nasceu quando italianos fugiam das sucessivas invasões de povos germânicos e da Europa Oriental. Por ser um arquipélago com canais rasos, é muito difícil trafegar por lá. É necessária muita experiência e conhecimento do terreno para não encalhar nos diversos bancos de areia que existem. Devido a isso, Veneza era uma fortaleza quase que inexpugnável! Vai um enxerto da Wikipedia que eu peguei explicando isso:
“Veneza está rodeada de lagoas de pouco profundidade, e isso valeu-lhe sempre como excelente defesa. Nas suas águas encalhavam facilmente os navios que não conheciam os fundos. Era também uma cidade entrincheirada protegida por grandes muralhas. As “muralhas” de Veneza são os perigosos bancos de areia que ficam quase a descoberto na baixa-mar. Para chegar a Veneza vindo do mar Adriático, é preciso conhecer as passagens, que em tempos de paz eram assinaladas com fileiras de estacas com luzes à noite.”
Só uma outra curiosidade acerca de Veneza. Você nunca parou pra pensar na semelhança do nome “Venezuela” e “Veneza”? Sim, não é mera coincidência. Américo Vespúcio, quando navegava pelo continente americano, deu esse nome para a Venezuela devido às diversas aldeias palafitas que encontrou por lá. Sim, palafita aqui no Brasil é feio. Na Europa é ser chique. Pense nisso se você mora numa palafita…
Veneza foi durante séculos um importante ele de ligação entre o Ocidente e o Oriente, pois fazia parte da Rota da Seda. Inclusive um dos seus mais ilustres filhos, Marco Polo, ficou famoso por percorrê-la algumas vezes.

Uma coisa que eu achei interessante foi a total inexistência de carros pela cidade. Eu, pelo menos, fiquei um dia inteiro em Veneza e não consegui ver nenhum carro por todo esse tempo, até porque, não há ruas por lá. Depois lendo um pouco pela Internet, vi que Veneza é oficialmente a maior região livre de carros de toda a Europa. Outra característica interessante da cidade é que Veneza é um dos destinos preferidos para os casais em lua-de-mel. Por todo o momento em que você está caminhando por lá, é possível ver gôndolas passeando pelos canais com casais apaixonados e, claro, o gondoleiro olhando só pra frente. Realmente bem parecido com o cassino que visitei em Macau.

E as gôndolas rachando de ganhar dinheiro. Aqui, um engarrafamento

Teve um amigo meu que teve uma experiência parecida com essa em Veneza, mas no melhor estilo daquela propaganda “Você QUASE foi promovido”.

Ele tinha uma namorada e havia combinado com ela de se encontrarem em Veneza para passar uns românticos dias juntos. Compraram passagem e dias antes deles viajarem, eles brigaram, terminaram o relacionamento e o cara acabou indo sozinho para lá. Diz que foi a PIOR experiência que ele já teve na vida dele. Ver aqueles casais apaixonados pelas gôndolas e ele com o coração partido.

Esse casal aí, coitado, gastou todo o dinheiro que tinha da lua-de-mel na passagem. Acabou tendo que comemorar mesmo numa ponte qualquer. Não tiveram a mesma sorte do casal de baixo que pôde pagar por uma gôndola.
Em Veneza também tive uma das experiências mais engraçadas do meu blog. Estava andando de boa em um das várias praças de Veneza quando ouvi alguém chamando o meu nome. Eram dois leitores do meu blog e a história vocês podem checar por aqui. Só sei que ficamos o dia inteiro juntos caminhando por lá.

Visitamos a Basílica de São Marcos, de influência bizantina e bem parecida com a Hagia Sofia, uma das construções arquitetônicas mais famosas de toda a Europa. A basílica de São Marcos fica na Praça de São Marcos, tecnicamente a única praça de Veneza (já que as outras “praças” são chamadas de campos) e um dos lugares mais LOTADOS de toda a Europa. Rapaz, mas tem gente, GENTE, naquele lugar! Vocês não imaginam o mundaréu de gente e vozes conversando. Barulho de vuvuzelas é fichinha comparado com o que você escuta por lá.

Praça de São Marcos
Ficamos dando umas voltas por lá e algo chamou a nossa atenção. Tinham uns negões bem altos caminhando pra cima e pra baixo com o que pareciam ser sacos com coisas dentro. Resolvi seguí-los pra ver de qual era. Caminhei um pouquinho até que um deles parou, olhou pra um lado, olhou para o outro e abriu o saco no meio da rua. Eram diversas bolsas de mulheres que eles ficavam vendendo pras turistas que passavam. Cara, era muito engraçado. Eles ficavam lá vendendo as bolsas, mas com um olho no peixe o outro no gato. Quando passava um policial por perto, eles ensacavam tudo e saiam caminhando em passos largos. Apesar de parecer ser uma atividade ilegal, ambulantes no meio de uma cidade turística como Veneza, os policiais pareciam não se importar muito com os vendedores. Na verdade eu vi até um policial caminhando por dentro de um loja pra tentar dar um bote em um dos africanos, mas quando ele viu o policial, saiu correndo com medo de ser pego. Parecia um jogo de gato e rato, um eterno Papa-Léguas veneziano.
Lá vem o Rápa!

Os guardinhas pareciam não querer sofrer o desgaste de levar alguém preso em uma das zonas mais turísticas da Europa. Além de que, bem ou mal, eles estavam trabalhando, apesar de na ilegalidade. E ficava nessa putaria, um fingindo que não estava acontecendo nada e o outro mais agoniado que barata de cabeça pra baixo.

Ficamos andando o dia inteiro pra cima e pra baixo e quando foi a noite, era chegada a hora de eu pegar o meu trem em direção a Ljubljana pra poder voar para o meu próximo destino: Viena.
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Encontros inusitados

Esses dias eu tava reparando que quando eu sou reconhecido na rua, eu bato uma foto com a pessoa, prometo que vou publicar no blog e nada! Só depois de um tempo vendo e-mails passados que vou ver a profunda sacanagem que acabo fazendo com esse povo.

Galera, desculpa, não faço isso por mal, não. Mas é que às vezes as coisas acabam se acumulando e, quando vou ver, não fiz o post. Por essas e outras que resolvi fazer meio que um “pacotão” com as fotos de algumas pessoas que acabei encontrando nas ruas,prometi que ia postar e acabei não postando nada!

Em primeiro lugar vai uma história super-engraçada que acabou rolando esses dias por São Luís e eu acabei não colocando por aqui. Dois amigos meus estavam viajando por lá e foram tomar uma cerveja num dos barzinhos da Lagoa da Jansen. Eles tavam lá de boa e, eu não tenho a mínima ideia de como, começaram a conversar com uns caras de uma mesa do lado. Papo vai, papo vem, meus amigos falaram que moravam em Brasília e que estavam apenas dando uma volta por São Luís. Foi quando o figura da outra mesa falou que ainda não tinha visitado Brasília, mas conhecia um cara que morava por lá, mas era maranhense e tinha um blog muito legal. Sim, acho que vocês já deduziram o que aconteceu! Dois amigos meus de Brasília, em São Luís, conheceram um cara (Anderson), que também viajava por São Luís, em um bar na Lagoa da Jansen e perceberam que falaram da mesma pessoa!! Na hora um dos meus amigos me ligou aqui em Brasília e botou o Anderson pra falar comigo no celular! Eu achei isso muito engraçado! Já aconteceu comigo, como já postei no blog, que algumas pessoas me abordaram no meio da rua e me reconheceram. Agora, amigos meus, conhecendo caras que lêem meu blog foi realmente engraçado!! Depois desse leriado todo, o Anderson até deixou um comentário pra mim no blog:

“Cara aqui e o Anderson que em são Luis lahh no calhau na lagoa do jansen que falou contigo quando ele(o bruno)ligou. o bruno e o outro cara lahh de brasília um com cara de regueiro mas que de maconheiro não tem nada.

já o bruno…

sem comentarios.

hauahuahua

maluco me add ai no orkut cara que eu queria muito bater um papo c vc.

mas relaxa que nao e p te cantar nao.rs.

Engraçado essa.”

Outra que ocorreu comigo foi quando eu estava em um barzinho com amigos e um cidadão me abordou falando que lia meu blog. O nome dele era Maurício (viu, Maurício? Eu lembrei!) e o bicho disse que fazia Direito na UnB. Tirei uma foto com o bicho prometendo colocá-la no blog depois. Até aí tudo bem. Rapaz… Quando foi uns três dias depois… Vocês nem sabem! Fui pra um happy-hour da UnB com uns amigos e quem eu encontro por lá? Olha só, ele mesmo! Maurício! Mais louco que o Robocop na chuva! Rapaz, o bicho chega passava era de cinco em cinco minutos falando: – Esse aqui é o Claudiomar! O bicho tem um blog muito legal!! Passava dois minutos e vinha ele caindo por cima de mim e falando de novo: Esse aqui é o Claudiomar, ele é muito legal!! Hahaha. O mlk era muito engraçado. Vai a foto do figura (sóbrio) aí pra vocês verem!

E por último tem uma foto que eu tirei com o Rafael numa festa de alguns amigos diplomatas daqui de Brasília. Faz MUIIITO tempo que eu bati essa foto com esse cara e também tinha esquecido de publicá-la aqui no blog.

Gente, fui só eu ou mais pessoas repararam que até agora só macho me parou pra bater foto comigo? Qual é, meninas? Cadê vocês? Não é possível que só macho leia meu blog!

Florença

Tenho que confessar que inicialmente Florença não estava nos meus planos. Basicamente, eu tinha curiosidade de conhecer apenas as cidades de Roma, Veneza e talvez Pisa. Por que acabei indo pra Florença então? Bem, quando estava em Roma, vendo como poderia fazer pra poder chegar em Veneza, percebi que vários horários de trens diferentes faziam algumas paradas em Florença e, além disso, os caras que estavam me hospedando em Roma também estavam indo para lá pra poder passar o fim-de-semana. Pesquisei, vi que sairia até um pouco mais barato ir de trem pra Florença e de lá pra Veneza e com isso não tive dúvidas: Segui para Florença!
Protesto por mais verbas estudantis na estação de trem quando eu ia pra Florença.
 
Dois dias antes de viajar, saí desesperadamente pedindo couch pra quem quer que eu via no Couchsurfing e, por sorte, um cara aceitou me hospedar pro fim-de-semana. O nome dele era Matias, ele era francês e estava participando do Eramus (um programa de intercâmbio estudantil que encoraja cidadãos de diferentes países da Europa a estudarem em outros países da União Européia). Morava numa república com mais quatro estudantes e, no final, eu iria acabar ficando mais ou menos só uma noite com ele, já que chegava no sábado bem cedo e iria embora na segunda feira de madrugada.
Matias e sua república
Até cheguei a pesquisar um pouco sobre a cidade de Florença, sobre seus museus e lugares turísticos, afinal, Florença foi um dos berços do Renascimento. Acabou que eu nem visitei museu, nem porra nenhuma. Ah não, brother! Eu já tinha ficado a semana INTEIRA em Roma só fazendo isso! Museu pra cá, museu pra lá, catedral pra cá, catedral pra lá! Não havia saído nem uma noite sequer! Quando soube que iria ficar em uma república, só com estudantes universitários, deu pra perceber que as minhas noites florentinas seriam um pouco “ocupadas”. A cidade pela noite FERVE!! Florença é uma cidade com várias universidades e vários estudantes da Europa inteira indo fazer intercâmbio por lá, por aí você imagina como é a situação. A noite lá é caos!
Depois de tanto tempo reclamando do restaurante universitário da UnB, olha onde fui parar. Restaurante universitário de uma universidade de Florença. Ah sim, a carteirinha não era minha 😛
Cara, não deu outra. Foram duas noites em Florença, duas festas em repúblicas de estudantes. A primeira em uma república de estudantes espanhóis. A segunda… bem… a segunda eu nem soube de quem era a república, só sei que foi uma bagaceira só!
Eu, Matias e uma das suas companheiras de apartamento tomando um sol na praça no melhor estilo europeu
 
Saímos para essa festa dos espanhóis e fomos chegar em casa quase quatro horas da manhã. Como vida de malandro não é fácil, acordei já as oito da matina e fui logo fazer um passeio pela cidade que, se não tinha tantas atrações como Roma, com certeza valia pelo menos um dia inteiro de caminhada pois, como já disse, Florença foi um dos berços do Renascimento.
Eu e o Matias na festa dos espanhóis
Saí de casa, visitei algumas praças florentinas e, claro, visitei a mais do que famosa catedral de Florença, com seu estilo gótico. Uma obra prima do Renascimento. Dei mais umas voltas e me encantei com uma ponte que, apesar de muito famosa, eu nunca ouvira falar dela. Era a Ponte Vecchio, uma ponte que, de tão antiga, data do tempo do Império Romano. Diz a lenda que a palavra “bancarrota” provém desta ponte. Há muito tempo atrás, ela era um importante centro comercial do Império e para montar-se uma banca nela, era necessária uma autorização especial bem cara. Quando o mercador não tinha a autorização ou não pagava as suas dívidas, a sua banca era quebrada pelos soldados romanos. Essa prática era conhecida como bancorotto (banco de “banca” e rotto de “soldado”).
Bati fotos também do Palácio Vecchio, sede do município de Florença e um dos símbolos da cidade. Em sua fachada é possível ver alguns brasões que simbolizam algumas famílias do tempo da República de Florença e também alguns lemas da cidade, como sua fidelidade ao papa.
No final subi um morro, um dos lugares mais visitados de Florença, onde era possível ter uma visão panorâmica da cidade.
Segunda Noite
A noite fomos para a outra festa. E que festa, viu rapaz? Cara, lá foi legal demais! Descemos todos juntos pra uma outra república de estudantes. Rapaz, foi só eu chegar que eu fui logo ficando amigo de um português muitooo gente boa. O nome dele infelizmente eu não lembro mais! Mas o cara era gente boa demais e engraçado. Quando falei que era brasileiro ficamos logo amigos. O cara mandava demais no violão e a gente acabou virando logo o centro da festa. Ele depois de um tempo tocando, virou pra mim e perguntou:
– Cara, tu sabes tocar violão?
– Pô, bicho, sei não!
– Pô, mas tu não é brasileiro? Todo brasileiro não toca violão?
Rapaz, eu fiquei pensando sobre a pergunta do figura. Só faltava essa. Eu já tava acostumado com as pessoas me questionando, ao eu dizer que era brasileiro, se eu fazia algumas coisas. Era o que eu chamava de “brasileiro pacote completo”. Na maioria das vezes, na hora que as pessoas te perguntam se você é brasileiro, elas de cara já perguntam:
1 – Você sabe jogar futebol?
2 – Você sabe dançar samba (às vezes até mesmo salsa, eles perguntam)?
3 – Você joga capoeira?
É meio que uma visão estereotipada que algumas pessoas tem do Brasil. Eu não vejo ninguém perguntando pra alguém “Ah, você é japonês? Você sabe consertar vídeo-cassete?”, mas é só dizer que é brasileiro que já vem essas perguntas. Eu que, logicamente, não vou querer sair fazendo uma discussão antropológica com cada pessoa que acabei de conhecer só porque ela tem uma visão estenotipada do meu país, né? No final acabo sempre rindo e falando que sei fazer todas essas coisas (salsa, por exemplo, eu não sabia dançar. Aprendi a dançar na viagem de tanto as pessoas me perguntarem se eu sabia), não tão bem, mas sei algo. Mas, tocar violão, ele era o primeiro que vinha me perguntar!
A festa com o português tocando violão

Respondi negativamente e continuamos tocando o violão. De repente, o telefone do cara tocou. Era uma amiga dele chamando a gente pra uma festa que estava rolando numa das praças de Florença. Ele falou que ia e me convidou pra ir junto com ele. Cara, a festa onde estávamos tava bem legal e tinha uma espanhola me dando uma moral danada, mas o cara era tão gente boa que acabei indo com ele. Fui também porque o Matias decidiu ir. No caminho alguém resolveu levar quase um barril de cerveja que tinha lá no meio da festa! A marca da cerveja era “Beck” e acabamos apelidando nosso barril de “Bequinho”, nada mais meigo e carinhoso do que um nome como esse. E fomos lá pra igreja, com Bequinho debaixo do braço, fomos chegando!

Eu e Beckinho
 
Chegamos na praça e tava uma GALERA tomando cerveja sentada numa escadaria de uma igreja que, eu vendo a placa posteriormente, vi que foi construída no século XV!!! Igreja renascentista e a galera bebendo cerveja nos degraus! Não tem respeito nenhum!!
Cara, a gente tinha acabado de chegar no lugar, já me passa um cara numa bicicleta e vira pra gente perguntando se não queríamos comprar. Uai, assim? Comprar uma bicicleta no meio da rua? Cara, essa galera realmente é empreendedora. Perguntei, só por curiosidade, pro figura quanto ele queria nela e qual foi a resposta dele? 50, 40 euros? Não, CINCO euros!! Será se a bicicleta era roubada? Hahahahah…. Tinha acabado de sair do forno, digo, acabado de ser roubada. Hahahaha. O Matias até que ficou um pouco interessado, mas eu falei pra ele não comprar. Rapaz, é como eu disse, a noite da cidade é CAOS!
Sentamos nos degraus e começamos a tomar nossa cerveja. Continuamos tocando um violão, cantando algumas músicas do Chico Buarque (o português sabia MUITAS músicas do Chico) e mais uma vez viramos o centro das atenções. Sentaram duas espanholas do nosso lado e começaram a dar mó papo pra mim e pra ele. Mais pra ele que pra mim, pra falar a verdade. Maldito poder que o violão tem pra poder impressionar as mulheres! De repente o português já deu um go-go-fight no pescoço de uma das duas e começou a pegar a menina! Rapaz, na hora eu já achei que era a minha deixa e pulei no pescoço da outra. Ela meio que ficou se fazendo de difícil e como eu não tava com muita paciência, resolvi não investir muito, afinal, já eram jogadas duas horas da manhã e meu trem no outro dia saía cinco horas da manhã pra Veneza. Como a viagem só durava duas horas (tempo que eu iria dormindo no trem), resolvi voltar pra casa pra poder tentar dormir ao menos umas duas horinhas a mais. Duas em casa, mais duas com a do trem na viagem, dariam quatro horas. Não são muitas horas, mas já é alguma coisa pra ajudar. Bom lembrar que eu iria ficar o dia INTEIRO caminhando e portanto deveria dormir um pouco, afinal, Veneza é VENEZA e eu precisava estar disposto pra poder aproveitar uma das poucas cidades que eu REALMENTE desejava visitar na Europa.
Beckinho a caminho da praça
Desci pra casa e fui dormir. Quando deu mais ou menos uns vinte minutos toca o meu celular. Quem era? Minha mãe com saudades? Claro que não!!! Era o português!! O bicho me ligou desesperado dizendo que tava querendo “dar um rolê” com a espanhola dele e que não tava podendo porque ela não podia deixar a amiga sozinha. Depois de um tempo conversando com ela, ele convenceu a outra espanhola a me dar uns pegas e disse que era pra eu descer que ela “tava só me esperando”. Proposta indecente é pouco pra poder descrever a situação que o cara me deixava. Fiquei naquela indecisão miserável!! Descia e dava uns pegas na espanhola, mas ficava que nem um zumbi o dia inteiro em Veneza e não aproveitava nada? Ou fingia que não era comigo e simplesmente dormia pra poder aproveitar a minha cidade favorita na Europa inteira? Diga aí? É ou não é uma decisão difícil?
Eu fiquei, “pô, o que é que eu faço?”. Eu sei que muitos de vocês vão até duvidar da minha masculinidade, mas eu realmente acabei optando por ficar e não descer do apartamento. Entre outras coisas que eu pensei, mulheres tem em todo o mundo, mas Veneza era só aquela e sabe Deus se um dia terei oportunidade de visitar novamente. Apesar dos insistentes protestos do português, eu acabei ficando em casa e dormindo mesmo. Até hoje essa decisão me assombra. Dilema do prisioneiro o cacete!! Isso sim foi um dilema difícil pra mim! Nem no filme do Homem-Aranha alguém teve que tomar uma decisão tão difícil.
Sei que minha noite terminou com o português lá embaixo gritando o meu nome pra ver se eu descia e eu fingindo que não era comigo. Hahahhah… Cara, que tristeza eu ter perdido o contato daquele cara, viu? Poucas pessoas pude conhecer tão gente boa como ele. Mas enfim, a vida é assim. Bola pra frente. Não era a primeira vez que eu conhecia alguém que nunca mais veria na minha vida. Lembrou da Tailândia…

Show dos pássaros estorninhos no céu de Roma

Galera, eu já estava começando a escrever o post novo sobre Florença quando, futricando as minhas fotos aqui, percebi que havia alguns vídeos que fiz em Roma e que acabei esquecendo de postá-los. Um deles, um dos mais interessantes, é esse verdadeiro show que pude presenciar quando estava caminhando pelas ruas de Roma com o Brian. Foi engraçado porque quando já estávamos voltando pra casa, eu e o Brian começamos a discutir como faríamos pra poder ir. Eu queria ir de metrô (era barato, mais ou menos um euro), mas o Brian bateu o pé e falou que queria ir caminhando já que éramos mochileiros. Acabei concordando com ele e enfrentei uma caminhada de quase uma hora na volta pra casa. Mas no final valeu a pena, viu?? Fomos tomados de surpresa quando verdadeiros “cardumes” pareciam flutuar num balé indescritível pelos céus romanos. Eram pássaros estorninhos que, durante o frio inverno europeu, costumam buscar refúgio nos climas mais amenos das cidades do sul da Europa como Roma.
Cara, é SIMPLESMENTE sensacional vê-los deslizando com toda sua leveza pelos céus, como se estivessem em um aquário. Eu e Brian acabamos ficando quase uma hora parados só admirando aquele show de rara beleza.Mas como nem tudo é festa, é sempre bom lembrar que um pássaro tem uma cloaca e MILHARES de pássaros tem MILHARES de cloacas! Cara, você tem que ver a destruição que esses passarinhos saem fazendo. Cagando a cidade inteira. Se você ficou puto com aquele pombo que cagou no seu carro hoje de manhã, agradeça a Deus por não ter dado de cara com esse “batalhão cagador” no caminho. Seu carro poderia acabar como esse aqui embaixo…Doido demais.Amanhã tem jogo do Brasil e não sei se vai dar pra eu postar algo, mas vou me esforçar ao máximo pra que quarta feira eu já comece o post sobre Florença.
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Perambulando por Roma

Cara, perambular por Roma é uma parada muito complicada. A cidade tem muita história, tem muitas atrações e muitas ruínas pelos seus cantos. Pra eu falar de tudo o que eu vi quando estava por lá, necessitaria de um blog só pra escrever sobre ela, isso porque teve muita coisa que eu via e não tinha muita idéia do que era. Cara, eu passei uma semana na cidade e não deu pra ver tudo. Uma semana! Mas não foi aquela semana que eu passava quando tava em Delhi não. Aquela semana que a gente saía pra tomar uma cerveja a noite, eu acordava onze da manhã, saía meio dia e voltava as quatro. Foi uma semana puxada, acordando categoricamente às oito da manhã, voltando as seis da tarde e ainda assim não deu pra ir a todos lugares que eu havia planejado. Só pra vocês terem uma idéia, o Museu do Vaticano tem tantas, mas TANTAS esculturas e quadros, que certa vez eu li na Internet um cara dizendo que se você gastasse oito segundos pra ver cada peça demoraria cerca de dois anos pra ver tudo. Cara, é um museu que tem quase a idade da Igreja Católica e que reúne o acervo que vários papas diferentes foram adquirindo, ou roubando, pelos séculos.

Dentro do Museu

Outra coisa interessante que podemos falar é que Roma foi uma das poucas cidades na Europa que eu achei parecida, E MUITO, com as nossas grandes cidades aqui do Brasil. Mas particularmente com São Paulo. Cara, Roma é MUITO suja! É lixo pra tudo que é lado! Outra coisa, parece ser uma cidade muito pobre. Toda esquina tem gente pedindo esmola ou africanos vendendo quinquilharias. Roma foi a ÚNICA (e quando digo única, é literalmente) cidade da Europa inteira que tive a oportunidade de ver pessoas nos sinais limpando vidros de carros e pedindo algo em troca. Uma cena bem comum em nosso país e que infelizmente não deu pra eu tirar fotos…Pra não escrever um post de vinte páginas sobre os pontos turísticos que eu vou citar aqui, vou apenas citar o nome e quem não souber do que eu estou falando, clica no link que vai levar direto pra um link da Wikipedia explicando tudo.

Roma era tão engraçado que até chegar em casa era uma epopeia sem tamanho. Rapaz, mas o bairro em que eu estava hospedado, todas as ruas pareciam as mesmas, não tinha muita diferença. Aí era uma treta só pra poder chegar em casa. Depois de dois dias eu notei um curioso objeto que ficava escorado no parapeito de uma grade que era só virar à esquerda assim que visse o objeto que eu estava em casa. O que era? Uma estátua romana? Uma escultura do Papa? Não, uma meia suja que continuou jogada lá durante TODA A SEMANA que fiquei por Roma! Impressionante!

O caminho de volta pra casa era assim: Vire à direita no castelo gigantesco e impressionante.

E á esquerda na meia suja. Ainda bem que em uma semana ninguém pegou essa meia suja para lavar, senão eu tava ferrado

Bem, mas vamos começar falando sobre a perambulada por Roma.

Em frente ao Panteão

Pra começar, lógico, fui no Museu do Vaticano. Porque, entre outros motivos, o passeio no Museu do Vaticano terminava na Capela Sistina, onde seria possível ver os famosos afrescos de Michelangelo. A entrada era um pouquinho salgada, uns 17 euros, mas valia cada centavo.

Perseu e Medusa

Laocoonte e seus filhos. Episódio dramático da Guerra de Tróia.

Tirei fotos de algumas esculturas que eu ainda lembrava o que era do tempo que estudei Artes Plásticas no Colégio, e gastei meu dia inteiro por lá.

Cara, eu sei o nome dessa escultura, mas eu achei ela muito massa. A apelidei de “Pegaram!”. Achei muito engraçada a cara do cavalinho com a língua de fora. Hehehe

Escola de Atenas, umas das mais famosas pinturas de Rafael

Museu do Vaticano é assim. É tanta escultura pelos cantos, que qualquer bustozinho de 1000 anos vira apoio pros braços.

No final, claro, havia o mais importante: o teto da Capela Sistina. Uma coisa que me deixou um pouco impressionado foi que antes de você entrar na capela, há dezenas de avisos colados nas paredes avisando: “Não tire fotos dentro da Capela Sistina!”, “Não é permitido tirar fotos dentro da Capela Sistina”. Eu até fiquei chateado por isso, mas enfim, eu achava que tinha que respeitar. Rapaz, ledo engano. Foi só eu entrar lá que eu vi o mundarél de flashs saindo lá de dentro. Flash!, Flash!, Flash!. Rapaz, era TODO mundo tirando fotos do teto da capela. Ah porra, quando eu vi que a parada era bagunçada mesmo também comecei a tirar fotos também. Ninguém é de ferro.

Tinham umas pessoas que estavam meio que disfarçando que batiam fotos, mas eu já não tava muito preocupado! Tava descarado mesmo!

Pietá, escultura na Basílica de São Pedro, próxima à Capela Sistina.

Depois de uns dez minutos me esbaldando, veio só uma mãozona na minha máquina. POU! Quando eu já me preparava pra poder sair na porrada, eu só vi aquela voz: NÃO É PERMITIDO TIRAR FOTOS!! Era um segurança da capela! Sim, eles existiam!! Levei até um susto. Depois fiquei pensando que vida miserável deve ser aquela de ter que ficar controlando aquela horda de turistas enfurecidos todos os dias. Pombas, não quer que tirem fotos lá dentro? Eu tenho uma ótima idéia. Tirou fotos? Multa: 1000 euros! Queria ver quem ia bater fotos lá dentro. Além disso ia dar pra tirar uma grana massa com essa história.

Essa foi a hora que eu levei a mãozada do segurança da capela. Olha a cara de espanto do tiozão vendo aquilo.

No outro dia ainda visitei a Fontana di Trevi. Como dizia a tradição joguei uma moeda na fonte e fiz um desejo. A fonte era até bonitinha, mas o que mais me impressionou não foi a fonte em si, mas a GIGANTESCA horda de turistas fazendo o mesmo. Rapaz, mas era gente, GENTE DEMAIS!

Êêê Tiozão, vai lá!! Joga a moedinha!

Outra coisa, também havia vários turistas brasileiros por lá. Fiquei um pouco impressionado com isso. Mas depois que eu fui lembrar: Roma faz parte do “mainstream” das viagens que os brasileiros fazem pra “conhecer a Europa”. Talvez em Paris e Londres fosse o mesmo. Só pra lembrar, a maioria dos lugares que viajei era bem complicado achar brasileiros por onde passava, ainda mais com uma guia segurando a bandeirinha. Além de Roma só vi grupos assim quando visitei Israel, mas isso eu conto depois.

Visitei também o Coliseu. Cara, o Coliseu é muito engraçado. Primeiro que pra entrar, parece uma fila do Playcenter. É gente, GENTE na fila esperando a sua vez. Segundo que eu estava esperando (e eu tinha certeza que a maioria de vocês também) que o piso do Coliseu fosse uma parada maciça. Um piso mesmo. Mas não, cara! Quando você chega lá, dá até pra se tomar um susto. Se liga como é.

Cara, pelo que eu entendi lendo pela Internet, isso acontecia porque o chão do Coliseu durante as apresentações era quase que uma produção do James Cameron, tamanho o número de efeitos especiais que surgiam de lá. Por aqueles corredores poderiam surgir tigres, animais, bestas-feras, alçapões, o caramba, pra poder influenciar na luta dos gladiadores. Ter que se preocupar com o fato de que o outro cara com a espada está afim de te fazer em pedacinhos acho que não era suficiente pros romanos. Eles tinham que colocar algumas coisinhas a mais pros gladiadores não ficarem entediados com aquele duelozinho mixuruca.

O chão era recoberto com madeiras e jogado areia por cima pra poder corrigir as imperfeições. Tem uma cena do filme O Gladiador, que eu não sei se vocês lembram, que é quando eles colocam quatro tigres pra poder delimitar o espaço que eles podem lutar. A cena que eu falo está mais ou menos no minuto 1:38 do vídeo abaixo.

Depois de lá, pude visitar o lugar onde Mussolini costumava fazer os seus famosos discursos para o povo italiano.

Cara, olha a visão do povo que o cara tinha!! Diz aí!! Dá até vontade de ser um ditador saguinário só pra fazer discursos daí de cima, ou não?

Visto de outro ângulo

Teve também a Embaixada Brasileira em Roma que entre os seus momentos mais tristes abrigou Itamar Franco como embaixador.

O local onde Giordano Bruno foi queimado por, entre outras heresias, propôr que o universo era infinito e que havia outros sistemas solares espalhados pelo universo. Olha só que idiotice que ele falou! Claro que ninguém acredita nessas coisas hoje em dia. Achei foi pouco ele ter sido assassinado.

Outro lugar interessante que visitei, foi o lugar onde Júlio César foi assassinado. O nome do lugar? Claro, não podia ser outro. Largo Argentina! A história é feita pelos homens, mas no final sempre acaba sendo justa. O “Largo Argentina”, situa-se no antigo Teatro de Pompeu, onde Júlio César foi assassinado nas suas escadas.

Cara, mas uma coisa que me chamou a atenção mesmo, além do nome mais do que justo, foi a “gataiada” que tinha por lá. Rapaz, mas era gato pra todo lado, depois que eu fui descobrir que lá também funcionava meio que um “abrigo pra gatos” abandonados que existem pela cidade. Sim, como já falei, Roma parece uma cidade de um país subdesenvolvido como o Brasil, eles também tem esses tipo de problemas. Mas com a diferença que lá os gatos ficam abrigados em Largos milenares!